segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mães no País das Maravilhas...



Essa última quinta-feira foi dia de Cinematerna.

De manhã, enquanto o Rapha cuidava da Ana em casa, fui para o Deartes (departamento de artes e música da UFPR) dar minha aula de sling. Depois matei saudades de almoçar no shopping Crystal com meus queridos amigos professores de musicalização Vivian e Tiago (que delícia!!), e depois fui ao cinema com minha filha mais linda do mundo. Logo que terminei de almoçar, o Rapha chegou trazendo a pequena amarradinha no wrap. Adoro ver essa cena... me emociono todas as vezes. Peguei a princesa para ir ver "Alice no País das Maravilhas" e o Rapha foi trabalhar - uma pena, pois gostaria de um dia poder ir numa sessão do cinematerna com ele também... A sala do cinema estava LOTADA!! Completa de mães com seus pequeninos curtindo uma sessão especial de Semana das Mães.

Já não foi mais como das outras vezes: Ana Clara não quis dormir durante o filme... só quis brincar, brincar, brincar enquanto eu assistia o filme. Não consegui prestar atenção no filme todo: era um olho no telão e outro na pequena no chão se divertindo com os brinquedos das outras crianças (a mãe desnaturada aqui não levou nada pra filha brincar...). Apesar de não ter conseguido acompanhar o filme direito, saí do cinema muito feliz ao ver a felicidade da Ana esgotada de tanto brincar.

Ao final de cada sessão do Cinematerna, as mães se reúnem no café a frente do cinema para conversar. Sentei com umas amigas muito queridas (Fer, Alini e Lu - amizade criada pela maternidade), todas com seus bebês pequenos (que ainda nem completaram um ano). TODAS desesperadas com o sono, cansadas de não saber mais o que fazer para seus filhos dormirem bem... Me senti meio veterana no assunto; fiquei ali escutando suas histórias e pensando: "se elas soubessem que, quando tudo isso passar a gente esquece de todo sentimento de desespero e até dá risada depois...".

Foi uma conversa deliciosa com mães queridas e com seus filhos adoráveis.

No dia seguinte, a conversa de mãe teve continuidade. Fui a um encontro sobre Pós parto e aleitamento materno, promovido pela Carla Schultz. Foi bem gostoso, conversamos sobre vários assuntos além da amamentação... Dos bebês que estavam lá, Ana Clara era uma das maiores, já arriscando seus passinhos desengonsados, enquanto os outros bebês ficavam deitadinhos no chão, aconchegados no colo de sua mãe ou adormecendo no sling. Ai ai... que já dá uma saudaaaaaade!!!

Momentos como esses mostram pra gente o quanto esse tal de tempo - muito cruel - faz com nossos bebês. Ana Clara já está andando gente!! Dá pra acreditar? É de chorar... de tão lindo.

E é esse o nosso País das Maravilhas.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ana Clara, a manga e o garfo...


Se a Ana come bem?? ôô se come!!
Imaginem que o prato estava CHEIO de manga!!

dá até gosto de ver...

Gostaria de fazer um comentário sobre talheres e pratos para bebês... Até pouco tempo eu não tinha nada disso. Tem mães que pedem esse tipo de coisa até no chá de bebê, mas eu preferi esperar e pensar mais sobre o assunto.

Coisas de plástico não são muito legais. Mas muitas vezes são indispensáveis. Lá pelo 7º mês (quando a Ana começou a comer) eu resolvi comprar umas colheres de plástico pra dar a papinha pra ela, mas não comprei prato. Sempre dei a papinha dela em prato de vidro mesmo ou em potes de vidro também (desses de sobremesa), nos que a gente usa aqui em casa, e várias vezes usei as colheres de metal também. Aos poucos fui comprando umas coisas pra ela (mamadeiras, potinhos, copos, talheres) e hoje tem uma caixa (dessas tipo organizadora) para guardar toda essa "parafernalha".

Mas, e quando saimos com a Ana e temos que levar comida? Aí tenho uns tupperware que uso só para as comidas dela. Mas em casa, é no prato de vidro mesmo, e nunca vimos problema nisso, porque a Ana é uma delicadeza que só ela mesmo, não bate no prato, não joga no chão... Pelo menos, até agora não aconteceu nada disso.

Hoje em dia tenho usado bastante os talheres dela (me rendi a um par de talheres da marca Kuka, cor-de-rosa, bem bonitinhos), e acho que vou acabar comprando um prato (desses com ventosa), antes que qualquer dia aconteça um acidente.

Mas sobre o garfo... garfo de plástico NINGUÉM MERECE!! Pelo menos desses especiais para bebês que tem as pontas arredondadas para não machucar... Hoje mesmo eu saí com ela (num encontro sobre aleitamento materno, bem legal, cheio de mães com seus bebês) e levei manga cortada em cubinhos pra ela comer, mas levei um garfo de metal (que dá pra espetar a manga), porque o de plástico não dá de jeito nenhum!! Só serve pra deixar a gente bem irritada com aquele troço que não espeta nada direito!! Logicamente que não deixo minha filha sozinha com o garfo de metal. E quando ela está em casa ela come com a mão mesmo (nem sempre, pois nem sempre tenho paciência de deixar ela fazer tanta bagunça... convenhamos que dá uma preguiça de ficar limpando a sujeira que eles fazem, né?! rs)
Senti que algumas mães me olharam com um certo estranhamento para o garfo de metal, mas nem ligo. O garfo não vai machucar a minha filha e, usando ele, eu não fico estressada com o tal garfo de plástico.

Acho que é isso. Precisava desabafar, pois no dia que gravei esse vídeo, vi como esse troço serve mais como brinquedo do que outra coisa. Talvez, daqui um tempo, quando ela estiver comendo as coisas em pedaços maiores, o tal garfo cumpra sua verdadeira função.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Domingo de aniversário x pia entupida!!


A comemoração do meu aniversário já começou no sábado. Sábado (dia 1º de maio, dia do trabalho) de feriado, Rapha em casa... Ai que delííícia!! De manhã já cedo ele foi para um treino de Krav Magá. Se eu fiquei triste? claro que não!! Sei que ele vai pro treino com muita vontade de aprender, de se descontrair, deixar um pouco os problemas de lado, movimentar o corpo, fazer um exercício... Eu fiquei em casa com a Ana, e no final do treino fomos buscá-lo, pra fazer um surpresinha. Voltamos e já era hora do almoço, a Ana estava "caindo pelas tabelas" de sono... Colocamos ela no berço, almoçamos. Quando ela acordou, demos o almoço (já era umas 14h30) e mais tarde fomos passear. Fomos no shopping. O Rapha foi quem levou ela no sling, e ela foi SUUUUPER quietinha, chupando o dedo e com um olhar já meio "parado". Entramos no shopping e já saimos: meia dúzia de lojas abertas e um monte de gente esquisita passeando por lá (sabe essas "gangues" de jovens criadas pela mídia que a gente fica até com medo de passar muito perto com medo que aquilo seja transmissível ou sei lá o quê...). Voltamos pra casa e a Ana do mesmo jeito. Poco antes de chegar em casa ela dormiu no sling. Ao chegar, desenrolamos e berço!! Mais um tempão dormindo. Tivemos que acordá-la para dar a janta e não demorou muito pra dar o banho e berço denovo!! Dorminhoca essa minha filha... Tá crescendo...
Aí eu e o Rapha pudemos namorar um pouquinho e logo estamos dormindo também.

Domingo... "Parabéns pra você, nesta data querida..." Com direito a "palminhas" da Ana no café da manhã. Dia lindo, ensolarado, próprio para um passeio no parque!!
Aliás, estava tudo combinado: mandei um convite por email, orkut, twitter... para minhas amigas mamães (e outras não mamães) para levarem as crianças no parque pra curtir um domingo ensolarado e, de quebra, cantar um parabéns pelas minhas 27 primeveras!! Maaaaas... não foi bem assim.
Logo de manhã já chegou minha cunhada Luciana e minha sobrinha afilhada linda de pijama (teve que sair cedo da cama), a Daniela. A Lu veio deixar o carro da minha mãe que precisava dele pra ir pra igreja... A Lu deixou o carro aqui, tomamos café todos juntos enquanto a Daniela e a Ana Clara brincavam felizes no chão da sala, minha mãe foi pra igreja... A Lu precisava voltar pra casa, pegar algumas coisas e voltaria na hora do almoço. A Daniela queria ir junto, mas a madrinha aqui de um jeitinho: fomos passear. Já eram umas 10h30 quando a Lu foi voltar pra casa, Ana Clara tinha ido dormir sua sagrada soneca matinal, e eu fui passear com a Daniela no Passeio Público. Peguei meu sling de argola, coloquei a Dani (que estava de pijama) e lá fomos nós aproveitar um solzinho da manhã. Durante o passeio fiquei pensando que gostaria da presença da Ana e do Rapha ali, mas percebi que há tempos não vivia um momento só com a Dani. Refleti um pouco sobre aquele momento tão gostoso com a minha afilhada: só nós duas, cantando, conversando com as araras, com os macacos, brincando de "fazer comidinha" com as folhas secas do chão... Que delícia. Vi como tínhamos nos distanciado depois que a Ana nasceu: óbvio, mas um pouco frustrante por não ter conseguido mais dar a mesma atenção que dava à ela em outros tempos. Por isso, curti cada minuto daquele passeio, e que foi um presentão de aniversário que a Dani me deu e nem sabe!!
Na volta do passeio... "Dinda: quero ir no macaquinho" (é como ela chama o sling). Lá fui eu novamente com aquela criança de 4 anos "macaquiando" e cantando até em casa. No meio do caminho ela dormiu (não era pra menos, pois já era 12h30, ou seja, 2 horas de passeio e muita brincadeira). Chegando em casa, o Rapha tava tocando guitarra e a Ana estava no cadeirão comendo bolacha e curtindo o som que o papai tava fazendo... ai ai... lindo de ver!! Despachei a Dani na minha cama, uns minutos depois a Ana também já estava dormindo. Logo chegou a Lu, minha mãe e o namorado dela. Fizemos o almoço. Logo chegaram também minha irmã Carol com o namorado, Rodolfo. Ana Clara acordou, almoçou e foi brincar com a "tia Caiol". Enquanto o almoço não ficava pronto, ficamos curtindo a Ana Clara que era o "centro das atenções" (pois a Daniela ainda estava dormindo). Foi então que ganhei mais um presentão: ANA CLARA DEU SEUS PRIMEIROS PASSINHOS!! Não dá pra descrever a felicidade de uma mãe (e de um pai, e de uma avó, da dinda, dos tios...). Sem palavras... Só não conseguimos registrar isso ainda, mas logo posto aqui pra compartilhar esse momento nosso lindo com vocês!!
Logo meu irmão chegou pro almoço também... Já eram umas 14h30 quando fomos almoçar e Ana Clara??? com sono!! Colocamos ela na cama, almoçamos, conversamos, comemos a sobremesa... Como sempre, tudo de bom!! Já eram 15h30 (o horário que eu havia combinado de encontrar o pessoal no parque e tal...), estavamos terminando de comer a sobremesa, a Ana ainda estava dormindo. Quando o Rapha e minha mãe foram lavar a louça... a pia entupida!!
Passeio no parque? esqueça... Meu irmão foi comprar um desentupidor no Balaroti, lavamos a louça no tanque e acabamos ficando em casa mesmo... Confesso que me deu uma tristeza apertada no coração, o sol liiiindo lá fora só me esperando, e nós aqui na função de desentupir a pia. Sem contar que a Ana Clara só foi acordar às 16h30... Quando ela acordou dei uma manga, cortada em cubinhos, pra ela comer. Quis comer sozinha...
Foram todos embora para seus respectivos compromissos, brinquei com a Ana enquanto o Rapha e minha mãe terminavam de limpar a cozinha. Demos banho na pequena, uma mamadeira bem reforçada (vitamina de banana e gérmen de trigo) e berço às 19h30.
Pra não dizer que não saí de casa, fomos, eu e Rapha num barzinho aqui perto de casa jantar e tomar uma cerveja. Conversamos, conversamos, conversamos, namoramos, brindamos o dia, o meu aniversário e o conserto da pia! Voltamos pra casa, conversamos mais um bocado e fomos dormir.

Apesar de tudo, foi bom!! Muito bom. Ganhei presentes que nenhum Master Card pode pagar.

Obrigado família linda!!

Fotos? volto outra hora pra postar...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

SLING... por que toda mãe não tem um?

Lembro como se fosse ontem... Durante minha gravidez, frequentei um grupo de apoio à gestação, parto e maternidade aqui em Curitiba. Num desses encontros, o tema foi: transporte de bebês. Falamos sobre cadeirinha no carro, carrinhos de bebê, bebê conforto, e SLING!! Eu até já conhecia esse tal de sling, mas ainda não sabia que existiam outros modelos, senão o de argola. Foi então que conheci a Luciana Lima, que foi ao encontro e fez uma demonstração do wrap sling com sua pequena filha Serena. Lembro perfeitamente da expressão no rosto do Rapha (que sempre que podia, estava lá nos encontros também) encantadíssimo com o tal do pano, saindo do encontro super ansioso para usar um daqueles com a nossa pequena.

E foi assim que eu conheci o tão maravilhoso sling, infelizmente ainda tão pouco conhecido e divulgado na nossa sociedade ocidental.

Bom... pra quem não conhece e não sabe direito do que estou falando:

Mulheres de culturas à volta do mundo utilizam há séculos suas kangas, xales, lenços e capolanas para portar seu bebê e trazê-lo junto a si desde que nascem. Há alguns anos, nos países ocidentais, essa maneira de carregar bebês foi adaptada e passou a ser conhecido como sling.Trata-se, então, de uma releitura dessas antigas "tipóias", usadas por povos de toda a parte do mundo. A tradução da palavra "sling" é exatamente "tipóia". E, cada dia mais, esse tecido que serve como suporte ergonômico de colo para bebês, tem sido bastante divulgado pela sua praticidade e pelos inúmeros benefícios que trazem para a mãe e para o bebê.

Existem alguns modelos de sling...

RING SLING ou SLING DE ARGOLA: uma faixa de pano com um par de agolas numa das pontas, onde a outra ponta do pano passa, formando uma espécie de redinha onde fica o bebê. Para entender melhor, CLIQUE AQUI

POUCH SLING: Quase como o sling de argola, mas sem as argolas (rsrsrsrs...). Para entender melhor, CLIQUE AQUI

WRAP SLING: nada mais é que uma faixa retangular de pano, bem comprida em que o bebê é enrolado (de várias maneiras diferentes) junto ao corpo de que o carrega. Para entender melhor, CLIQUE AQUI

MEI TAI: 'parecido' com os cangurus tradicionais, mas é ergonômico e mantêm o bebê numa posição adequada, com a coluna em 'C', e o apoio das pernas como se estivesse sentado. Para entender melhor, CLIQUE AQUI

Sling só tem benefícios... Quais??? CLIQUE AQUI.

Eu me adaptei melhor com o wrap sling (ou echarpe), mas o Rapha gosta mais do sling de argola, mas também usa o wrap sem problemas. Nós também temos um mei tai, mas quem não gosta muito é a Ana.

O Rapha, há muito tempo, escreveu um post AQUI (bem curtinho e bem legal) falando sobre passear com o bebê no carrinho x slingar. E hoje em dia, fico pensando como seria a nossa vida sem o sling. Não consigo nem cogitar essa idéia. Minha vida social voltou muito mais rápido com o sling, nunca fiquei cansada de carregar a minha filha, muito menos com dor nos braços ou nas costas por conta disso. Minha filha nunca teve cólicas e sempre tirou uma boa soneca enroladinha no sling.

Lembro de um dia que saí de carro com a minha tia e não levei o sling, pois achei que não iria precisar. No fim das contas, fomos dar um passeio no shopping e tive que carregar a Ana no colo: noooossa!! Quase morri de canseira. Depois disso, eu NUNCA mais esqueci de levar o meu querido pano de algodão orgânico.

Algodão orgânico?? SIM!! E viva a vida sustentável. Comprei esse wrap num espaço chamado AOBÄ, aqui em Curitiba. Um espaço voltado para gestantes, casais grávidos e mães e pais com bebês pequenos, e que apóia a maternidade consciente e a vida sustentável, vendendo produtos orgânicos e oferecendo oficinas, encontros, palestras que incentivam uma vida natural, saudável, orgânica, sustentável.... Se ficou interessado no wrap sling de algodão orgânico, também estou vendendo!!! (para saber mais, fale comigo pelo email: isabella.isolani@hotmail.com). Para saber mais sobre a AOBÄ, clique AQUI.

Mas eu também tenho um sling de argola, que ganhei no Natal de 2008, quando ainda estava grávida. Esse sling é da CARINHO DE PANO, que, além de vender os slings, também vende outros produtos para os bebês. Também vale a pena conhecer clicando AQUI.

Mas, se você está lendo esse texto e AINDA NÃO TEM UM SLING, tem receio de comprar e achar que talvez não consiga se adaptar... Dá para experimentar:

SLINGAR E DANÇAR – APRECIAÇÃO MUSICAL COM O BEBÊ NO SLING.

Um encontro semanal voltado para mães e/ou pais que já slingam e para aqueles que ainda não conhecem e querem experimentar essa prática.

Slingar e Dançar: Slingar é o simples ato de ter um bebê carregado num sling, não necessariamente a mãe, pode ser qualquer familiar, amigo e tem até escolas/berçários que já aderiram a essa prática com os bebês. A proposta de aula é um encontro de mães e/ou pais com seus bebês (de 0 a 1 ano) onde será apresentado o sling, seus benefícios, seus diferentes tipos e modelos e como usar. Depois, movimentos simples e coreografados são ensinados às mães e/ou pais com seus bebês no sling, apreciando a música através das coreografias e propiciando um momento de prazer e relaxamento. No último momento de cada encontro, mães e pais terão a oportunidade de trocar experiências e conversar sobre diversos assuntos. Em cada encontro é indicada uma leitura e o assunto é direcionado e mediado pela professora (música, amamentação, sono, alimentação, desenvolvimento psicomotor.. .)

Público alvo São as mães e/ou pais com seus bebês de 0 a 1 ano, mas nada impede que isso seja oferecido também para gestantes, pois o sling pode (e é ótimo para o bebê) ser usado desde seu nascimento. Além disso, serão discutidos assuntos que interessam muito à gestantes também.
É importante lembrar que, se a mãe não tiver um sling, é oferecido um para cada bebê durante a aula.

Onde e quando? No Departamento de Artes da UFPR (Rua Coronel Dulcídio, 638, Batel, Curitiba-PR). Todas às quintas-feiras, das 10h30 às 11h30.

Mapa do endereço, CLIQUE AQUI

Para mais informações sobre SLINGAR E DANÇAR, é só deixar um comentário aqui no blog com seu email, ou entrar em contato diretamente comigo pelo email: isabella.isolani@hotmail.com


Depois de tudo isso, você ainda não tem um sling????

ps. Há algum tempo estou para escrever um post sobre o assunto... e depois que recebi um comentário da Erica num post anterior, resolvi escrever sobre o tão maravilhoso SLING!! Erica... se quiser entrar em contato comigo pra saber mais sobre o assunto, tirar alguma dúvida, fique à vontade. Beijão e obrigada pelo comentário.

Imagem: arquivo pessoal. Dia 16/05/09 - 40 dias de Ana Clara.

domingo, 25 de abril de 2010

MEDO

Nossa sociedade é regida pelo medo. Medo de engravidar e perder o sucesso, medo de não engravidar, medo de perder o bebê, medo do parto, da dor. Medo de engordar demais, medo do bebê não engordar, medo do peito cair ao amamentar, medo do choro, medo do sono, medo, medo, medo.

E quando sentimos medo procuramos por segurança e a tecnologia torna-se um remédio para este mal e um perigoso instrumento quando usado indiscriminadamente. Durante a gestação, por exemplo, são milhares de exames, ultrassom para ver se está tudo bem. Este monitoramento constante é um reflexo de que vemos a gravidez como uma doença, o corpo da mulher como uma bomba relógio pronto para matar o ser que abriga ou se autodestruir.

Nesta busca pelas falhas, deixamos de curtir o momento mágico e transformador que é a possibilidade de abrigar a vida. Precisamos da muleta da tecnologia para ter a sensação da gravidez e saber que tudo está bem. Não foi apenas uma vez que ouvi relatos de mulheres que contam que no final da gestação foram inúmeras ao hospital para saberem se estava tudo bem com o bebê, que já sem espaço, costumam se mexer menos.

E a cesárea é a evolução tecnológica do parto para evitar que perigos aconteçam na hora do nascimento em que a vagina assassina costuma causar sofrimentos ao pobre bebê. Ninguém diz a esta mulher que a cesárea eletiva mata mais do que partos naturais. E ela não quer ouvir, porque nos quatro cantos há berros de medo que ela quer calar passivamente.

Quando o bebê nasce, na cabeceira da cama, o telefone do obstetra é substituído está pelo do pediatra. A mamadeira é um alento para monitorar o quanto o bebê mama, uma vez que com o peito é impossível. A balança vale mais do que ver um bebê magro, porém esperto e feliz. Há números, curvas que os bebês devem seguir com rigor e caso algum saia da normalidade, uma avalanche de investigações tecnológicas são tomadas. E o bebê que engorda no seu ritmo, com leite materno, recebe um leite artificial para voltar nos padrões.

Neste final de semana ouvi a pior das justificativas para uso de leite artificial: dar o peito é coisa de pobre. E a santa ignorância ainda dizia que a Organização Mundial de Saúde faz campanhas e diz que o leite materno deve ser oferecido exclusivamente até 6 meses e no mínimo até 2 anos, pois estamos falando de uma população basicamente de pobres e subnutridos. Essa mulher não amamentou seu filho e tem orgulho de ter dado leite artificial em embalagens que custam nada menos que a bagatela de 70 reais. Salve a tecnologia.

Sem contar que parece que as doenças se tornaram tão comum como as catástrofes ambientais. Perdi a conta de quantas crianças foram diagnosticadas de refluxo oculto, mesmo engordando alguns gramas por mês. Criança agitada já recebe diagnóstico de hiperatividade e vivem a base de medicamentos. Assim como as cesáreas são indicadas pelos motivos mais tolos, a indústria farmacêutica parece ser a mais beneficiada com nossos medos.

Enfim me sinto tão perdida neste mundo tecnocrata. Ainda bem que encontro ecos neste mundo mamífero que acredita que a verdadeira força vem do natural, que o melhor leite e do nosso peito, que as doenças podem ser tratadas com homeopatia.

Acredito que em breve considerarão o sexo perigoso, assim como cesárea se tornou o meio tecnológico de trazer a vida. Para só restará a opção da inseminação para seleção óvulos perfeitos.

No meu interior espero que possamos reverter este triste destino e é por isso que estou aqui. Espero viver para que o dia que a força da natureza volte a ser mais forte que a doença da tecnologia e esta sirva apenas para nos servir quando todos os meios naturais verdadeiramente falharrem.

Kalu Brum
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Este texto foi publicado no blog das Mamíferas, mulheres que não conheço pessoalmente, mas que admiro demais!! Em especial a Kalu, pois sempre me identifiquei com seus textos, suas palavras.
Não tenho tido muita inspiração para escrever aqui no meu blog (e cheguei até a pensar em dar um tempo), mas quando li este texto, resolvi postá-lo aqui, pois também sou partidária dessas idéias e gostaria de deixar isso (mais uma vez) registrado aqui.

Beijos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A comemoração...

A primeira festa de aniversário... Domingo, dia 11/04/2010 às 15h30. Salão de festas do prédio da tia Ceres.

Pensei um bocado antes de começar a organização da festa. Sou completamente a favor de poucos gastos (mesmo porque não temos dinheiro pra fazer nada muito espetacular, tipo alugar esses buffets infantis e bla bla blás que não tem NADA a ver com a gente), sair do tradicional (não quis encomendar os tradicionais docinhos e salgadinhos cheio de frituras e nada saudáveis) e fiz uma pequena seleção na lista de convidados.
No fim das contas, foi assim: preparei o salão para 50 convidados, 10 mesas cada uma preparada com prato, xícara, copo, talheres para 5 pessoas. No centro do salão, uma mesa grande com as comidas: diferentes tipos de pães, patês, frios (queijo, salame, presunto...), bolachas e pão de queijo. Os tradicionais docinhos foram substituídos por mousses de maracujá e uva, servidos em copinhos de plástico e que ficaram sobre a mesa em volta do bolo. O bolo, sim, não saiu do tradicional: chocolate. Mas enfeitado com flores comestíveis: simplesmente lindo!!

Para beber: água, refrigerante (que da próxima festa vou ver se dispenso) e diferentes tipos de chás (daqueles de saquinho, e água quente em garrafas térmicas). Suco?? até que foi comprado, mas esquecemos de servir, dá pra acreditar?? Acontece...
Lembrancinhas?? Fiquei na dúvida se fazia ou não... Acabei fazendo um pacotinho com doces coloridos, bem simples, mas bonitinho. Nada de ímã de geladeira com a foto da aniversariante... Não mesmo!!
A preparação: dividimos as tarefas, é claro. Como não temos dinheiro pra encomendar tudo pronto, a maioria das coisas foi feita por nós. Eu e minha mãe fizemos os mousses e o pão-de-queijo. Minha sogra querida fez os patês deliciosos e o cunhado querido fez o bolo maravilhoso. Eu comprei os frios, os pães e as bolachas (da "Casa das Bolachas"... hummm!! delícia!!). A decoração: meia dúzia de bexigas cor-de-rosa e roxas em forma de flores. E só. Pra dar uma "cara" de festa de criança... porque, pelos comes e bebes e pela preparação do salão de festas, acabou ficando com cara de um café colonial chique!! Muito elogiado, por sinal. rsrsrsrs...
Uma coisa que não vou "abrir mão", da próxima vez, é de contratar alguém pra cuidar das comidas... Porque acaba sobrando sempre pra minha mãe, tadinha, que quase não aproveita a festa por conta disso.
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Esses dias me arrisquei escrevendo um post aqui (mas não postei) falando das minhas previsões para a festa. Uma dessas previsões foi que Ana Clara ficaria irritadíssima durante a festa - assustada com o monte de gente querendo pegá-la no colo, etc -, que não aproveitaria nada e que eu e o Rapha ficaríamos nos revezando do salão de festas pro apartamento pra ficar cuidando da filha dorminhoca.
Bom... O que realmente aconteceu: quando o horário da chegada dos convidados foi se aproximando, a Ana foi ficando com sono... O Rapha foi fazer a aniversariante dormir no apartamento enquanto eu terminava de pendurar algumas bexigas e recepcionava os primeiros convidados. Não sei quanto tempo foi essa soneca da Ana (não foi muito), mas foi o suficiente para ela recuperar a energia e me surpreender até o final da festa.
Quando a Ana Clara acordou, sua dinda (minha cunhada, Luciana) foi atendê-la e levou-a até o salão. A pequena chegou meio assustada, quietinha... mas por pouco tempo: logo que viu a prima Daniela já pediu para ir pro chão brincar. E brincar, e brincar, e brincar, e brincar, e brincar... Lembra da previsão que eu fiz? Se eu fosse cartomante, estaria na miséria.
Rapha e eu estamos até agora falando e comentando da nossa alegria por sentir que nossa filhota aproveitou muito sua festa. E muito mesmo.
Obviamente não foram todas as pessoas que convidei, mas fiquei muito feliz com quem esteve lá. Todos muito queridos!! Muitos presentes, roupinhas lindas e brinquedos que a Ana já curtiu durante toda a festa. E o meu temido momento do "parabéns"?? Ana Clara ficou no meu colo, olhando para todos com uma carinha de assustada, mas deslumbrada com aquele monte de gente cantando aquela música e todos olhando para ela. Só quando terminamos de cantar que ela resolveu bater palmas!! Rsrsrsrs... Linda!! Lá pelas 18h30 demos a janta pra pequena (no meio da festa mesmo) e deixei ela curtir mais um bom tanto da festa. Mas chegou um horário que o sono já foi se manifestando e ela não se entregava. Já eram umas 20h45 e, mesmo tendo uns três convidados ainda no salão, me despedi e fui levá-la pra casa, dar um banho e colocá-la na cama. Rapha, minha mãe, minha tia ficaram lá organizando as comidas e as louças... Mas logo voltaram pra casa e fomos todos dormir, cansados mas satisfeitos.

Obrigada à todos.
Rapha, por aturar meus chiliques e ansiedade por achar que não vai dar tempo, ou não vai dar certo.
Mãe (idem). E por ser essa mãezona sempre à postos pra tudo. Tia Ceres, que me surpreendeu por não ter deixado de viajar pra ajudar na organização de tudo.
Iara, minha sogra querida, que também está sempre ajudando e apoiando nossas idéias.
Diego, cunhado querido, que mesmo sabendo que não poderia comparecer, preparou o bolo com todo o carinho do mundo.
Lu, cunhada linda. Grávida de 6 meses, com um baita barrigão, sem ter dormido NADA na noite anterior à festa, estava lá, comigo, às 10h da manhã me ajudando a terminar as lembrancinhas e arrumando o salão de festas, enchendo bexiga com toda felicidade do mundo!! Daniel, meu irmao querido, pelas fotos MARAVILHOSAS!! Obrigada às todos os familiares e amigos que estão sempre junto da gente, nos apoiando, nos ajudando e acompanhando essa nossa jornada de pais corujas e babões por essa princesa que alegra nossas vidas todos os dias!!

Beijos felizes da mamãe coruja.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

UM DE CADA VEZ !!!

Oi Ana...

Aqui é teu pai. Sei que não escrevo muito, mas não é por não querer deixar os seus momentos registrados, mas é que ás vezes, os quero só pra mim. Deixo aqui registrada a minha alegria-tristeza de ter em meus braços a minha menina que a pouco necessitava de ajuda para manter a cabeça erguida e que agora já quase anda. Não quero que ache que não estou gostando do seu desenvolvimento pleno, mas é que sinto que JÁ estou perdendo você para o mundo.
Mas o assunto não é esse, e sim, o dia que você completa um ano de convivência comigo e com sua mãe (tirando o tempinho na barriga rsrsrsrs, devidamente aproveitado também). Nesse dia eu trabalhei pensando que queria te dar parabéns pelo telefone e que você do outro lado me dissesse "ah, pai, muito obrigado, que pena que você está ai trabalhando, mas de noite eu te espero pra gente comer umas porcarias...", mas nesse primeiro níver essas coisas não existem ( mas eu queria hehehehe).
Obrigado filha, por nesse um ano, ter me tornado uma pessoa melhor, um homem de verdade e como diz sua mãe, simplesmente um mamífero com sua cria .