terça-feira, 22 de junho de 2010

Voltando a febre...

A noite de domingo pra segunda nem foi tão conturbada assim. Ana Clara dormiu às 19h30 e só acordou às 5h30 da madrugada, maaaas com febre: 38.2! Levamos a pequena até nossa cama, amamentei e ela logo adormeceu novamente. Só acordou às 8h20.


Ela acordou bem suada - devido à febre - então demos um banho para tentar fezê-la voltar à temperatura normal, pois ainda estava "quentinha". Aí, então, ela comeu, brincou e fez um cocô "daqueles" - como não fazia desde sexta-feira à noite. Aliás, este último evento já estava me deixando preocupada - pois a Ana sempre sujou umas 2 ou 3 fraldas por dia com bastante cocô - e pensei até que a febre poderia ter sido por conta de uma prisão de ventre. Mas, mesmo depois do cocô, a febre permaneceu e resolvemos ligar para o homeopata: "ele está viajando". Liguei então para a pediatra: "ela não trabalha mais aqui". Puta que pariu - pensei.

Mas, por sorte, liguei para uma pediatra homeopata - indicação de uma amiga - e consegui um horário para o mesmo dia às 16h30. E o melhor: perto aqui de casa.


A médica constatou que a Ana está com uma pequena inflamação na garganta e no ouvido. Receitou uma homeopatia e, saindo do consultório, já passei na farmácia e deixei a receita. O Rapha passou no consultório, enrolou a Ana no sling e levou ela pra casa enquanto eu ia na farmácia. Chegando em casa, demos uma janta e ela brincou um pouquinho enquanto o Rapha voltava à farmácia para pegar a homeopatia que já estava pronta. Logo que ele voltou, já demos banho na pequena, o remédio, amamentei e ela dormiu. Acordou perto da meia-noite com 38.6 de febre. Demos mais uma vez a homeopatia, amamentei e ela voltou a dormir. Acordou somente às 8h20. Mas ainda com uma febrícula. Levei ela até minha cama e ficamos brincando com o controle remoto da televisão, com o celular - coisas que não costumamos fazer, mas abrimos uma excessão por conta do "dodói".... Aí se foi mais 1 hora brincando em cima da cama. Troquei a fralda e fui dar algo pra ela comer. Comeu bem, brincou um pouquinho, assistimos um desenho, mas logo ela começou a chorar incessantemente - cheguei a ficar assustada. Ela não queria mais brincar, nem tomar água, não queria mamar no meu peito, nem chupeta, nem dormir ao meu lado na minha cama... E chorava, chorava... inconsolável. Não pensei 2 vezes e já enrolei ela no sling e assim está já faz mais de uma hora e meia.


E agora estamos aqui. Eu escrevendo e ela dormindo profundamente apertadinha e quentinha. A febrícula continua, mas ela está dormindo bem e tranquila.

domingo, 20 de junho de 2010

Entre resfriados, festas e futebol (?)...

Entramos numa nova fase com a Ana. Estas últimas duas semanas nos mostraram isso com muita clareza.

Ela voltou a acordar na madrugada para mamar. Uma vez, ou duas, no máximo. Até aí tudo bem. Mas na madrugada de quinta-feira, dia 9/06, nos assustamos um pouco por conta de uma temperatura diferente em seu corpinho quando a apanhamos no berço: 37.4 graus - não chegou a ser uma feeeebre, mas o nariz super congestionado nos fez pensar num possível resfriado (mesmo porque estava muito frio nesta noite). Levamos a pequena para nossa cama, mas ninguém conseguiu dormir muito bem - talvez ela até tivesse descansado bem, mas eu e o Rapha quase nada. Dia seguinte não consegui esconder meu cansaço durante a aula. Os dias e noites seguintes não foram melhores... Acordamos várias vezes, fizemos muita inalação e usamos MUITO aquela bombinha para tirar aquela quantidade absurda de catarro do nariz da Ana - nunca achei que a tal bombinha fosse tão útil!! O sling também foi um grande amigo: Ana Clara não podia deitar, nem no berço nem na nossa cama nem em lugar nenhum, pois seu nariz trancava de vez: então eu colocava a pequena no sling e dormia sentada na poltrona e com ela enroladinha no pano. Assim passava 1 hora, ou um pouco mais, quando a pequena acordava e queria mamar mais um pouco. Acho que sentia sede, pois, com o narizinho trancado, acabava respirando pela boca, secava a garganta e acordava com sede. Enquanto mamava, aproveitava para vazer mais um pouco de inalação... E assim foram umas 4 noites... Na segunda-feira ela já estava bem melhor.

O que me deixou bem tranquila nesses dias foi que ela não deixou de comer nem de brincar. Obviamente que o tempo de brincar sozinha era bem reduzido, de tempos em tempos já corria pro meu colo querendo mamar. A febre também não voltou e cada vez mais ela apresentava estar mais disposta e feliz. Não levamos ao médico, contamos com nossa intuição de pais.

Esta foi a primeira vez que Ana Clara teve um resfriado.

Passou.

Agora estamos em processos de mudanças por aqui. Mudamos Ana Clara de quarto e, por enquanto, não montamos o berço em que ela costimava dormir, e vou explicar porquê. Há algum tempo, a Ana já está grande para seu berço: um dia desses ela subiu no "monte"de cobertas, inclinou-se sobre a grade e por muito pouco não caiu para fora do berço. Sentamos, eu e o Rapha, e decidimos tirar algumas grades para que ela pudesse descer sozinha do berço.
Mas esta decisão não é algo assim tão fácil, pois temos que ensiná-la a descer no berço e ficamos pensando em todas as coisas que podem acontecer no meio da noite quando isso acontecer. Desta forma, ainda não terminamos de montar o berço e, por enquanto, ela está dormindo no chiquerinho, que ainda é alto pra ela, porém já é quase pequeno na largura (a nossa "criaturazinha" - como eventualmente nos dirigimos à ela - já está bem comprida... rsrs).

Terça-feira: dia de jogo. O dia estava liiindo, e, como o Rapha não foi dar aula à tarde, resolvemos aproveitar para fazer um passeio em família - durante o jogo, é claro. O passeio foi ótimo, enrolamos a pequena no sling e fomos até o Passeio Público conversar com as araras e os tucanos. Tiramos a Ana do pano e deixamos ela curtir as folhas secas caídas no chão... Foi uma delícia curtir aquele silêncio em pleno centro da cidade às 4h30 da tarde...

Sexta-feira a noite a prima Daniela veio brincar com a Ana aqui em casa. Ela acabou dormindo aqui, e tivemos um início de final de semana perfeito: sábado de manhã fomos (Daniela, Ana Clara, vovó Clelia e eu) na feira de orgânicos logo ali no Passeio Público. O dia estava lindo e bem ensolarado. À tarde fomos na festa junina do Cordão Dourado, numa chácara beeem longe do barulho e movimento da cidade. A festa estava linda e as meninas curtiram muito do começo ao fim.

Nesta última noite (de ontem - sábado - pra hoje) Ana Clara voltou a ter uma febrícula (37.4). Hoje, domingo ela até passou bem, mas requisitou muito meu colo e meu peito para mamar. Passamos o dia na casa da vovó (sogrinha querida). A Ana até comeu bem, mas só dormiu no sling (e pouco).

Aproveitamos o horário do jogo para voltarmos pra casa. E aí tudo começou a piorar: foi quando a febre voltou e o nariz a ficar trancadinho. Chegamos em casa e fomos correndo dar um banho na pequena para tentar baixar a febre, mas não adiantou muito. Ela continuou "amuadinha", tentei ligar para o homeopata, mas ele não atendeu. Acabamos dando um antitérmico e, nesse momento ela está dormindo.

Vou me preparar para uma noite conturbada.

Tentarei voltar para dar notícias.

sábado, 5 de junho de 2010

Aprendendo a falar...

Há algum tempo, Ana Clara já pronunciou suas primeiras palavras. Por ser a Magali da família, a primeira expressão foi "bo" - quando se referia à bolacha, apontando para o pote que ficava em cima da mesa da cozinha, logo depois "bo"queria dizer tudo que fosse de comer. Depois foi "mama", que, na época, não conseguíamos saber se ela queria falar "mamãe", "mamar", "mamadeira", ou todos os anteriores... Pouco depois ela começou a falar "baba", que muito claramente, dizia se referindo ao papai. E não demorou muito para as duas últimas expressões ficarem extremamente claras em seus fonemas: mamãe, papai, ou simplesmente "mãe" e "pai". Acho que já faz quase um mês que ela fala assim. Mas, até então, não passou disso.

Mas percebemos que, há alguns dias, ela começou a explorar mais os fonemas na tentativa de repetir as palavras que dizemos. Fica irresistível, então, não fazer coisas como:
- filha... fala 'BO-NE-CA'
E lá vai ela mexer seus lábios na tentativa se sair algum som parecido com aquele. É uma delícia ver a expressão dela super concentrada ao aprender a falar. Tento me segurar pra não ficar o dia inteiro pedindo pra ela repetir isso ou aquilo.

É uma fase incrível esta que Ana Clara está passando: cada dia mais firmes em seus passos, aprendendo tudo na velocidade da luz e, agora, quase falando.
Quando eu dava aula para bebês desta idade (entre 1 e 2 anos), percebia que alguns pais, mães e, principalmente, avós chegavam ao final da aula e queriam (por tudo) mostrar para mim, ou para outros pais, qual a última novidade do bebê: "vai filha, pisca pra tia! pisca!! como eu te ensinei!", ou "manda beijo, dá tchau", "faz careta", "mostra a língua", "faz 'jóia'"... E eu ficava imaginando aquela avó com o neto em casa, a tarde inteira, fazendo o bebê repetir o tal movimento.

E hoje eu entendo perfeitamente esta situação e perecebi que não é necessário ficar ensinando o bebê a repetir, eles aprendem sozinhos e nos surpreendem ao acenar o "tchau"com aquelas mãozinhas gordinhas quando nos direcionamos para a porta de casa e giramos a chave na fechadura.
E ontem foi um dia muito gostoso: a prima da Ana, a Daniela, passou o dia inteiro aqui em casa (assim como a minha cunhada Lu, o Rapha, minha mãe, o namorado dela Djair, e, mais tarde, meu irmão Daniel. Familhada reunida, delícia!!). E, por repetirmos muito o nome da prima "Dani, vem aqui", "Dani, vai ali", "Dani, faz isso", "Dani, faz aquilo"... Não demorou muito para Ana Clara perder a prima de vista para chamar "Daaaiiii" (que quer dizer "Dani", rsrs...). É de emocionar.
Cada dia uma descoberta. Cada dia mais apaixonada...
Ana Clara e o case de guitarra do papai...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um abraço molhado…



Primeiramente não posso deixar de registrar o encontro de sábado. Foi ótimo!! Conversamos, falamos sobre o sling, ensinei a usar o wrap, dançamos... Muito gostoso. O que eu achei muito divertido foi que os bebês que lá estavam eram todos de idades muito próximas (todos perto de um ano). É interessante de ver a diferença do desenvolvimento de cada um - um deles já corria e outro ainda estava engatinhando - e como as mães lidam com essas diferenças. O encontro passou "voando", e infelizmente tive que sair às pressas (pois já era meio-dia e eu nem havia deixado o almoço da Ana pronto...). Fiquei bem contente com o retorno que tive das mães que participaram e, logo logo, quero ver se marcamos outro.

Mas vim aqui mesmo para registrar uma paixão. Estou perdidamente apaixonada, cada dia mais!! Estou amando... e é um amor que mal cabe aqui dentro.


Ontem a noite ganhei um abraço molhado, no meio de um banho quentinho, cheio de beijos, lambidas, carinhos... Peraí... Acho que não é bem o que você está pensando... Vou explicar melhor.


Ontem a noite estava naquela rotina gostosa com a filhota, dando banho no balde (sim, ela ainda cabe!!)...


- filha, levanta pra eu lavar sua bundinha...


E ela levanta [toda molhada] e me dá um abraço forte, com aqueles bracinhos curtinhos que mal conseguem me envolver, me dá um beijo lambido, mexe no meu cabelo, me dá mais um abraço, mais um beijo e finalmente senta. Meus olhos marejaram, e, pra completar, ainda ganho um sorriso cheio de dentes lindos que ela termina mostrando a língua. rsrsrs. Tive vontade de apertá-la até que nos fundíssemos para nos tornarmos uma só outra vez. Acho que nem consegui terminar de dar o banho muito bem... Fiquei admirada com aquele bebê mais lindo ali, naquela pureza e inocência me ensinando a ser mãe. Me ensinando que um "simples" abraço molhado pode mudar a vida de alguém. Me sinto realmente abençoada...


Ana Clara está linda demais, crescendo e aprendendo tudo numa velocidade incrível. Todas suas descobertas e conquistas aqui são comemoradas com muitas palmas e sorrisos. o Rapha chegou a questionar: "será que não estamos exagerandoum pouco?". E eu acho que não: ao ver a carinha de felicidade da Ana com todo esse nosso orgulho de pais babões, ficamos ainda mais apaixonados.


Te amamos, filha.

terça-feira, 25 de maio de 2010

SLINGAR e DANÇAR nesse sábado!!


SLINGAR E DANÇAR

Um encontro voltado para mães, pais e interessados.Para falar sobre o sling, sobre os benefícios dessa prática e tirar dúvidas.

Finalizamos o encontro com uma pequena prática de dança com o bebê no sling.

Se você não tem um sling, esse é o momento de experimentar. Teremos modelos para experimentar e vender.

Se puder, confirmar presença pelo email: isabella.isolani@hotmail.com


Pra você que ainda não conhece o sling, leia mais clicando AQUI.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Conversa entre dois bebês



- E aí, véio?

- Beleza, cara?

- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

- Quer conversar sobre isso?

- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

- Como assim?

- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

- Nunca.

- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?

- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?

- Como assim, véio?

- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

- Tipo o quê?

- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

- E sabe a Francisca ali da esquina?

- A Dona Chica? Sei sim.

- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.

- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.

- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
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Recebi um email com esse texto e quase morri de rir. Não sou de postar besteiras, mas acho que vale a pena para dar umas risadas...