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terça-feira, 5 de abril de 2011

Dia de pediatra: na sala de espera...




Pois é... hoje foi dia de consulta. E Ana Clara está crescendo, não só na régua, nem só na balança, nem só na idade, mas... em tudo! E rápido!

A consulta estava marcada para às 13:00. Almoçamos, enrolei a "pequena" e lá fomos nós no doutor. Cheguei a cogitar a idéia de levá-la no carrinho - ela está já um tanto pesada, estava bem no horário da soneca e certamente ela iria empacar no caminho implorando pelo colo da mamãe - mas ainda acho que carrinho e ônibus definitivamente não combinam. Sem contar que, morando em Curitiba, mesmo com um dia maravilhoso de sol como hoje, a chuva pode aparecer assim, de repente sem avisar! Sling ainda é nossa opção. Descemos do ônibus e ainda eram 12:30, então tirei ela do sling e pedi encarecidamente que ela fosse caminhando. Foi difícil, mas ela acabou cedendo. Chegando no consultório, a secretária logo me avisa que o doutor está um pouco atrasado... Mas, enfim. Vamos esperar.


Na sala de espera estava lá uma mãe com seu bebê de 5 meses no colo tentando amamentar. Junto dela estava sua mãe, avó do bebê, com aquelas tradicionais bolsas de bebês com kit completo, mamadeira de água, garrafinha térmica, potinho com leite em pó... Logo que ouviu o barulho da avó abrindo o potinho com o leite, o menino já arregalou os olhos, se torceu todo para olhar bem para a mamadeira e não quis mais saber daquele peito da mamãe (faaarto de leite materno). Estava afim mesmo do complemento.

Resolvi perguntar o motivo dele precisar tomar aquele leite: o bebê nasceu muito pequenininho e não ganhava peso. O pediatra mandou dar complemento. Além disso a mãe já dá frutas e avó disse ainda que na páscoa ele vai experimentar "só um pedacinho" de chocolate.

Quem sou eu pra dizer alguma coisa sobre a real necessidade de dar o LA, mas CHOCOLATE???? com CINCO MESES?? Me poupe... "só pra experimentar"...

No meio da conversa chega outra avó (esperando pela filha que está no consultório do pediatra com o neto). E pergunta para a tal mãe do bebê de 5 meses: "mas ele já come? não é a partir dos 6 meses a alimentação sólida?" Pois é - pensei... Mas a mãe logo responde: "mas o pediatra já liberou as frutinhas e daqui há alguns dias ele disse que já dá pra dar outras coisas...".


Abre parênteses...
Tenho que dizer que, com relação a esse assunto, aqui em casa a gente é considerado meio fora da casinha. Estudei um bocado sobre amamentação, introdução de alimentos... (tá pensando o quê? a maternidade é profissão, e difícil! exige estudo diário! Senão a gente cai na ladainha de uns pediatras aí que liberam o suquinho com 3 meses, aí já viu, né?). Aqui a amamentação exclusiva foi até aos 7 meses (exclusiva meeeesmo!). A introdução de alimentos foi feita com muito cuidado, respeito, carinho, paciência e, principalmente, informação. Eu juro que não entendo essa do pediatra "liberar" a papinha, liberar o suquinho... Por que aqui o pediatra não manda em mim!! Sei que cada criança é de um jeito, tem seus gostos, suas opções, sua personalidade. Mas acabamos jogando a culpa nessa tal "personalidade" quando nos deparamos com aquela cena muito conhecida da criança que não quer comer. Será que essa "falta de apetite" é realmente culpa da "personalidade"? Ou será que não é nossa (dos pais) que começamos a introdução de alimentos do bebê com CHOCOLATE?

Não precisaria explicar (mas já explicando) que a falta de apetite de uma criança pode ter inúmeras outros motivos, mas acho que esse é quase sempre descartado, e deixo aqui essa minha opinião sugerindo uma reflexão sobre o assunto.

Erramos, acertamos... somos humanos! Mas não podemos nos eximir. #prontofalei

Fecha parênteses.


Enfim. Chegou então nossa vez. Entramos no consultório, o doutor aquele monte de perguntas (acho óóótimo, pq sempre esqueço de perguntar algumas cosas, e ele sempre me lembra!). Mediu, pesou, escutou coração, pulmão, olhou orelha, nariz, garganta, dentes, pé, barriga, costas, pescoço... e Ana Clara bem quietinha, mas com uma carinha tensa (doutor, vai logo com esses negócios aí que senão eu solto o verbo!!). Não choramingou, não reclamou.

Consulta de rotina. E está tudo ótimo.


Na volta não teve jeito: o sono estava estampado no rosto da pobrezinha, colo, colo, colo pelamordedeus mamãe!! E apagou em questão de poucos minutos. Cheguei em casa, desenrolei o pacotinho de 11kg do sling e dormiu mais um tantão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O pediatra não manda em mim!

Estava eu bisbilhotando uns textos na internet, quando achei este aqui numa comunidade do orkut da qual participo há tempos - Soluções para noites sem choro. Quem postou o texto na comunidade foi a Andréia Mortensen - mulher da qual sou super fã! Vale a pena conhecer um pouco sobre esta super mãe, mulher mamífera e profissional! O texto não é dela, mas foi ela quem traduziu.


O pediatra não é seu chefe!

Fonte: clique aqui

Por Christie Haskell e Jeanne Sager em Outubro de 2010.

Tradução: Andréia Mortensen

Quando um assunto como a segurança do bebê na cadeirinha de carro é discutida, frequentemente se ouvirá alguém falando que seu pediatra mandou fazer o oposto do que as informações de segurança dizem. Em alguns casos as recomendações do pediatra são até ilegais e ainda assim a mãe usa a frase "Meu médico mandou fazer assim" como razão para agir desse modo. E a mãe até se recusa a olhar para os fatos que estão sendo apresentados a ela!
Por que? Isso é algo que sempre me pergunto, muitas e muitas vezes.

Por que temos um pediatra e lhe demos autoridade de decidir praticamente tudo sobre nossa família, educação incluída?
Existe um poder mágico que dita que devemos automaticamente obedecer todos os desejos e comandos do pediatra??


Agora, deixe-me começar dizendo que a formação dos pediatras incluem estudos extensos (universidade e residência) que são incrivelmente difíceis, e que sou grata que há pessoas que se especializam em saúde infantil. Mas não acho que todos pediatras frequentaram uma aula sobre lactação ou uma aula sobre segurança da cadeirinha de carro, mas mesmo assim eles se sentem de alguma forma qualificados para dar conselhos autoritários nesses temas.

Pense nisso... seu dentista pode saber sobre dentes, mas eles te mandam para o um ortodontista para aparelhos, certo? Bem, seu pediatra pode entender o básico de nutrição, mas uma consultora de amamentação é a pessoa que realmente entende de amamentação- pois no final das contas amamentação é sobre o SEU corpo, não do seu bebê. E esse é só um exemplo.

Para tentar entender esse problema, cito abaixo alguns conselhos reais que algumas pessoas receberam de seus pediatras:

• Coloque seu bebê de 10 meses para frente na cadeirinha do carro porque seus pés encostam no assento.
• Coloque xarope de chocolate na mamadeira de um bebê de 5 meses para 'fazer ele gostar' da mamadeira porque a mãe o desmamou.
• Dê papinhas para o bebê de 3 meses porque o bebê era muito grande/muito pequeno/mamava muito/não mamava o suficiente.
• Mande a mulher ordenhar os seios após o nascimento do bebê para "ver se tem colostro" e dê esse colostro numa colherzinha para o bebê antes de permitir que ela coloque o bebê no peito.
• Mande a mulher furar a orelha do recém nascido para evitar o risco de alergia a níquel no futuro.
• Coloque o bebê de 2 meses amamentado exclusivamente no peito num esquema rígido de mamadas a cada 3 horas para ver se 'cura' seu refluxo.
• Encha seu bebê de 15 meses com manteiga, creme e sorvete, não porque ele está perdendo peso ou parou de ganhar peso, mas porque o medico disse que ele era desproporcional.
• Dê um tapa na mão do bebê de 10 meses que toque a tomada, porque 'eles só fazem isso para te irritar.'
• Diga a mãe que seu filho de 2 anos que ainda não consegue usar uma tesoura não terá controle motor fino no Jardim de Infância.

Entende o que quero dizer?

O fato é que seu pediatra não é um psicólogo infantil, especialista em cuidados e educação ('parenting'), consultor de amamentação, ou técnico em cadeirinha de carro (ao menos que eles tenham especialidades múltiplas). Se você tem um problema em especial, consulte o especialista- é o que ELES estudaram. Seu trabalho como mãe é trabalhar com seu pediatra em assuntos médicos, como seu parceiro nos cuidados com seu filho.
No entanto, ainda é sua responsabilidade se educar sobre o assunto. Não, você não quer anular todos comentários do seu pediatra com o Dr. Google; entretanto é ótimo para você se informar antes de conversar com seu médico e outros especialistas sobre suas preocupações.

Você também precisa de alguém que ou concorda com você em alguns tópicos polêmicos ou que pelo menos respeite suas escolhas. Isso é ponto chave para achar seu pediatra ideal.

Pediatras não são iguais, suas formações diferem! Separe os bons dos ruins

A tarefa de achar um pediatra para seu bebê não é tão fácil como abrir a lista de medicos do plano de saúde e escolher um que seja mais próximo a tua casa. Todos eles fizeram faculdade de medicina, mas, assim como outras especialidades, nem todos pediatras tem a mesma formação.

Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência.
Eles ganharão o trabalho de tomar conta da pessoa que lhe é mais preciosa para você pelos próximos 18 anos. Eles podem fazer um esforcinho extra para conseguir isso.

Parece que você estará criando uma relação de adversários começando dessa maneira, mas é exatamente assim a prática padrão nos EUA. A maioria dos pediatras estão preparados e esperam essa entrevista inicial. Algumas perguntas importantes e que são relevantes para as mães que tem filosofias em ambos extremos dos temas mais polêmicos:

• Qual sua posição sobre vacinas?
• Você é aberto a homeopatia?
• Você acha que infecções de ouvido sempre devem ser tratadas com antibióticos?
• Você oferece amostras grátis de Leite artificial para as mães?
• Quanto tempo em média dura cada consulta?
• Quais são as alternativas em horários não comerciais?
• Há separação das crianças doentes das saudáveis na sala de espera?
• Você visita os recém nascidos no hospital?

Outra dica é perguntar para outras mães.
Há uma razão para que empregadores peçam referências antes de contratarem um novo funcionário!

Finalmente, é importante queo pediatra esteja atualizado. Por exemplo, no dia seguinte que a Associação Americana de Pediatria (AAP) anunciou sua nova recomendação de que bebês devem ficar virados para trás nas cadeirinhas de carro até 2 anos de idade ao invés de 1, minha filha tinha uma consulta com o pediatra. Eu imprimi a página da AAP com essa recomendação e levei, mas meu pediatra já sabia disso e o artigo estava inclusive em todas salas de consulta, e ela fez questão de mencionar e reforçar esta recomendação.

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E então... o pediatra do seu filho manda em você?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Férias, sol e areia na boca...

Nesta quarta-feira nosso dia começou bem cedo: ás 5h15 da madrugada. Ana Clara acordou, mamou e não quis mais saber de dormir. Ai que soooonoooo!!!

Mas tudo bem... Rapha de férias (que delíííícia) e o dia nos brindou com um sol maravilhoso (depois de virar sapo nessa cidade fria e chuvosa, qualquer solzinho é a felicidade dos Curitibanos). Mas hoje não foi um solzinho qualquer não, o dia estava realmente lindo e muito agradável.

Começamos o dia arrumando a bolsa para ir levar a Ana na pediatra (obs: mudamos de pediatra... essa agora é uma pediatra-homeopata). Minha mão nos deu uma carona e, assim chegamos super cedo (a consulta era às 10h e nós estávamos lá 9h30)... aproveitamos o sol e passeamos um pouco no calçadão da Rua XV antes de subir no prédio para a consulta.

Depois, então fomos ao consultório. Ainda na sala de espera foi bem agradável (agora que a Ana já sabe andar, se aproximar das pessoas, a sociabilização com o mundo é diferente do que estar só no colo da mamãe...). Nos divertimos de ver a Ana fazer sua escolhas, se aproximar de umas crianças, oferecer seus brinquedos para outras, observar atentamente cada coisa em sua volta...

A consulta (de rotina) não foi das melhores: Ana Clara está visivelmente ÓTIMA, saudável e feliz! Mas não escapamos de sair da sala da doutora sem uma guia de exames, só porque a Ana não obteve números - na régua e na balança - satisfatórios para aqueles gráficos de peso e crescimento do bebê.... Saí de lá um tanto quanto chateada pela médica não ser "aquilo tudo que eu esperava". Mas continuamos nosso dia lindo de férias e sol muito bem, obrigada.

"Matamos o tempo" na Loja do Músico, até o horário de almoço. Ana Clara ADORA mexer nos amplificarores laranjados que tem lá, e enquanto isso Rapha jogava conversa fora com os donos da loja. Saímos de lá e fomos num restaurante de culinária oriental - que gostamos muito de ir. Um pouco antes de chegarmos o restaurante, a Ana dormiu (lembrete: todo o trajeto foi feito à pé, com Ana no sling com o papai). Almoçamos tranquilos enquanto a filhota, confortavelmente enroladinha no pano, babava na camiseta do papai e entregue, completamente, aos braços de Morfeu. Voltamos para casa (uma caminhada de uns 30 minutos) e Ana Clara acordou somente quando entramos em casa.

Acordou feliiiiz, sorridente, carinhosa, contente... E pra melhorar ainda toda essa felicidade - por ter dormido tudo que podia dormir - ainda tivemos a surpresa de encontrar a prima Daniela aqui em casa.

Com tanto entusiasmo da Ana e com o dia maravilhoso, não podíamos perder a aportunidade de curtir o sol e fazermos uma passeio à tarde para produzir uma vitamina D... Fomos então: Ana Clara, a prima Daniela, minha cunhada Lu e eu ali no Passeio Público. Para melhorar ainda mais nosso dia, o parquinho (que estava há um tempo sendo reformado) estava lá, novinho em folha prontinho para a criançada de férias gastarem todas suas energias naqueles escorregadores brilhantes e balanças de monte!! Foi ótimo!!
Os olhinhos da pequena Daniela brilharam ao ver o tal parquinho e logo estava ela lá sem saber em qual brinquedo começava a gastar toda sua energia. Ana Clara, ainda tímida e um pouco medrosa, não se distanciou mais de 2 metros de mim, que fiquei sentada num banco junto da minha cunhada barriguda aproveitando o sol agradável daquela tarde de plena quarta-feira.

Estava tudo lindo até... num segundo de distração estava ela lá: Ana Clara com sua língua tentando limpar a própria mão cheia de areia #vida_de_mãe... rsrsrsrs... Como mãe bem prevenida que sou, fui correndo com um lencinho umedecido limpa-la. Mas não parou por aí: mais umas duas vezes que me distraí, o fato se repetiu #que_nojo!! Vitamina S é também fundamental (S=sujeira).

Voltamos pra casa, Ana Clara comeu, tomou banho (catatônica) e capotou.
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Reflexões do dia:
  1. Pediatra e os exames: pensei muito sobre a consulta e as "metas" não atingidas por Ana Clara este mês. Resolvemos não fazer nenhum exame na pequena e esperar mais um mês pra ver se ela cresce e ganha alguns gramas até a próxima consulta. Estou pensando até em trocar de pediatra (pela milésima vez)... Nosso plano de saúde agora é da Unimed... Alguém tem algum pediatra-homeopata pra indicar? Obs. Somos exigentes...

  2. O sol e a vitamina D: percebi o quanto é importante tomar sol. Este último mês quase viramos sapos aqui nessa cidade... Li uma vez sobre a produção de vitamina D no nosso corpo quando tomamos sol, e o quanto isso pode influenciar no crescimento e desenvolvimento de um bebê. Tenho pra mim que isso foi um dos grandes fatores que influenciou no (não) crescimento da Ana este mês.

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Filha, vc está cada dia mais linda. Mais maravilhosa. Temos muito orgulho de ter uma preciosidade como vc junto de nós. Pitica linda.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Voltando a febre...

A noite de domingo pra segunda nem foi tão conturbada assim. Ana Clara dormiu às 19h30 e só acordou às 5h30 da madrugada, maaaas com febre: 38.2! Levamos a pequena até nossa cama, amamentei e ela logo adormeceu novamente. Só acordou às 8h20.


Ela acordou bem suada - devido à febre - então demos um banho para tentar fezê-la voltar à temperatura normal, pois ainda estava "quentinha". Aí, então, ela comeu, brincou e fez um cocô "daqueles" - como não fazia desde sexta-feira à noite. Aliás, este último evento já estava me deixando preocupada - pois a Ana sempre sujou umas 2 ou 3 fraldas por dia com bastante cocô - e pensei até que a febre poderia ter sido por conta de uma prisão de ventre. Mas, mesmo depois do cocô, a febre permaneceu e resolvemos ligar para o homeopata: "ele está viajando". Liguei então para a pediatra: "ela não trabalha mais aqui". Puta que pariu - pensei.

Mas, por sorte, liguei para uma pediatra homeopata - indicação de uma amiga - e consegui um horário para o mesmo dia às 16h30. E o melhor: perto aqui de casa.


A médica constatou que a Ana está com uma pequena inflamação na garganta e no ouvido. Receitou uma homeopatia e, saindo do consultório, já passei na farmácia e deixei a receita. O Rapha passou no consultório, enrolou a Ana no sling e levou ela pra casa enquanto eu ia na farmácia. Chegando em casa, demos uma janta e ela brincou um pouquinho enquanto o Rapha voltava à farmácia para pegar a homeopatia que já estava pronta. Logo que ele voltou, já demos banho na pequena, o remédio, amamentei e ela dormiu. Acordou perto da meia-noite com 38.6 de febre. Demos mais uma vez a homeopatia, amamentei e ela voltou a dormir. Acordou somente às 8h20. Mas ainda com uma febrícula. Levei ela até minha cama e ficamos brincando com o controle remoto da televisão, com o celular - coisas que não costumamos fazer, mas abrimos uma excessão por conta do "dodói".... Aí se foi mais 1 hora brincando em cima da cama. Troquei a fralda e fui dar algo pra ela comer. Comeu bem, brincou um pouquinho, assistimos um desenho, mas logo ela começou a chorar incessantemente - cheguei a ficar assustada. Ela não queria mais brincar, nem tomar água, não queria mamar no meu peito, nem chupeta, nem dormir ao meu lado na minha cama... E chorava, chorava... inconsolável. Não pensei 2 vezes e já enrolei ela no sling e assim está já faz mais de uma hora e meia.


E agora estamos aqui. Eu escrevendo e ela dormindo profundamente apertadinha e quentinha. A febrícula continua, mas ela está dormindo bem e tranquila.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Conselhos... aceitá-los ou não? [parte 1]

Esses dias uma amiga minha (uma colega do tempo do colégio, nos reencontramos via orkut alguns anos depois e permanecemos colegas virtualmente mesmo), recente mãe de primeira viagem, veio me pedir um conselho...

"Oi, Isa, tudo bem com vocês?? Queria saber com quanto tempo você começou a dar suquinho para a Ana Clara . E se quando você começou você dava na mamadeira ou no copinho?? É que o pediatra da minha filha recomendou que ela comece já, com 3 meses. O meu medo é de dar a mamadeira e depois ela não querer mais pegar o peito... Beijos Fulana"

E lá fui eu - tentando controlar minha extrema indignação - com meu discurso de mamífera apoiadora da amamentação exclusiva, tomando todo cuidado do mundo com as palavras para não parecer prepotente ou me colocando dona da verdade absoluta. Falei que, se por acaso ela não estivesse produzindo quantidade de leite suficiente, que se a filha dela estivesse ficando com fome após as mamadas e/ou não estivesse ganhando peso, ela deveria complementar com LEITE (leite alterado, tipo NAN) e não com suco. Falei que a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Sociedade Brasileira de Pediatria e os principais órgãos de saúde e defesa da criança recomendam alimentar o bebê exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses e continuar a amamentar até o primeiro ano da criança. Falei sobre a questão da mamadeira e do copo, que é uma questão muito pessoal e blá blá blás...

Bisbilhotando os recados dela, vi que ela pediu o mesmo conselho a outras amigas, e a maioria também falou sobre a recomendação da OMS e que amamentaram exclusivamente seus filhos até os 6 meses. E, sobre a mamadeira, cada uma tinha uma opinião diferente.

A resposta dela, pra mim, foi simplesmente:

"Ok, muito obrigada pelo opinião!! Bjos Fulana"

A partir daí já fiquei um tanto triste. Já percebi que minha resposta não tinha agradado... Mas ela pediu um conselho, eu dei, ué! E minha teimosia compareceu, firme e forte: não desisti de tentar ajudá-la, e indiquei umas leituras sobre a importância da amamentação exclusiva e disse que, se ela estivesse um tanto quanto receosa com a recomendação do médico da filha, ela que procurasse saber da opinião de outros pediatras. E que, acima de tudo, ela seguisse a intuição de mãe: "quem sabe mais sobre nossos filhos somos nós", eu disse. E que se ela estava com medo de dar a mamadeira com medo de a filha largar o peito, ela que não desse!! Enfatizei que não queria ser pretensiosa e que estava ali com a melhor das intenções para ajudá-la a respeito da amamentação. Prometi a ela que essa seria minha última resposta sobre isso e que não iria mais incomodá-la com o assunto.

"Confio no pediatra, tive boas indicações dele. Acredito que ele saiba mais do que nós, por isso vou fazer o que ele recomenda!! Abraços Fulana"

Pra terminar, passei lá no orkut dela pra pedir desculpas por incomodá-la (com minhas baboseiras embasadas cientificamente), mas ao ver, em letras garrafais: "ODEIO PESSOAS QUE ACHAM QUE SABEM DE TUDO", desisti de vez. E fiquei triste, por perder uma amiga por conta de um pediatra maluco que recomenda isso para uma mãe desinformada (e com nenhuma vontade de aprender...) e, principalmente, por saber que uma bebê indefeso vai ser submetido a isso.

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Não sei muito bem o que pensar sobre tudo isso. Durante um tempo refleti bastante, pensando no que eu errei, se falei algo de maneira muito grosseira que pudesse ter chateado a tal fulana. Me coloquei no lugar dela, mas, em todas minhas respostas, lembro de ter procurado ser muito cuidadosa com as palavras para justamente não chateá-la.

Eu sei que ela não queria saber da tal amamentação exclusiva até os 6 meses, e que a dúvida era dar no copo ou na mamadeira - que eu dei a minha opinião, é claro, mas não descrevi com detalhes aqui pois não foi esse meu enfoque no assunto do post. A minha vontade foi dizer: "se você confia tanto assim no seu pediatra, pergunta pra ele, ué?!". Mas eu fiquei na minha e sei que isso foi o melhor que pude fazer.

Não sei porque ela veio me pedir minha opinião. =(

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Um monstro invisível...


Domingo, dia 17 de janeiro... Logo que chegamos de viagem, demos banho na Ana e ela 'capotou'!! Eu e o Rapha jantamos, e não demorou muito pra irmos deitar. A babá-eletrônica estava ligada, como sempre, mas ouvimos uma tosse estranha da Ana. Quando fomos conferir... Ela tinha vomitado!! e muito!! o berço inteiro coberto de vômito de mamão... e a Ana com uma carinha de assustada. Bom. Tentei ficar calma e pensar porque aquilo poderia ter acontecido. Arrumamos tudo, e colocamos a Ana no outro berço. Resolvi dormir no quarto com ela. Durante aquela noite a Ana vomitou mais umas 3 ou 4 vezes. Aí começou a 'bater' um desespero. Medimos a temperatura: 37.5 graus. Ai ai ai... Praticamente não dormi. Não sabia se dava o seio pra ela mamar... mas quando ela terminava de mamar, não demorava muito ela voltava a vomitar.

Segunda-feira de manhã liguei pro pediatra da Ana e ele só me pediu pra fazer os exames que ele havia pedido na última consulta (que foi na sexta-feira, um pouco antes de eu sair de viagem. A Ana não tinha ganhado peso nos últimos 2 meses, então ele me pediu pra fazer exame de sangue e de urina na Ana). Minha filha estava exausta, fraquinha e com um pouco de febre! Eu ia fazer exames de sangue e urina nela? Nem pensar!! Eu queria e tratar daquilo que estava acontecendo com ela na quele momento.

Como não gostei muito da postura do pediatra, resolvi então ligar pro homeopata. Ele me receitou uma homeopatia pro vômito e disse pra ficar calma e ligar sempre pra mantê-lo informado. Além da homeopatia, eu dava soro caseiro e, de vez em quando, o seio. E foi assim até anoitecer. A Ana vomitou mais umas três vezes durante o dia, ficando cada vez mais fraquinha. O homeopata me ligou umas 21h pra saber como estava a situação. Logo que atendi o celular, a Ana tava no meu colo e vomitou mais uma vez. Ele sugeriu então que eu levasse ela pro hospital, pois ela estava cada vez pior.

Chegamos no hospital, a Ana enrolada no sling dormindo - de fraqueza - e logo fomos atendidas. O pediatra examinou e constatou que era um ROTAVÍRUS!! Receitou um soro, um remédio pro vômito e outro pra febre, mas este só se passasse de 38 graus. Ele disse que o ciclo do rotavírus iria durar mais uns 5 dias, e quando ela parasse de vomitar , ela ia ter diarréia, e não teria nada o que fazer, senão ficar atenta a febre e a quantidade de vômitos.

Voltamos pra casa, compramos os remédios e lá se foi mais uma noite com a Ana alternando entre o berço, o colo e a minha cama. Durante a noite, a Ana não vomitou. Quando amanheceu ela estava com fome e pedia ansiosa pelo meu peito. Quando achei que estava tudo mais tranquilo, ela mamou mas não demorou muito pra ela vomitar novamente. Aí eu fiquei bem assustada: ela estava pálida e MUITO fraquinha, fechava os olhos como se fosse desmaiar!! Meus Deus!! Me arrumei em dois minutos e por pouco não fui correndo pro hospital. Mas minha mãe, que estava com ela no colo naquele momento, me acalmou e disse que achava que ela estava melhorando e tínhamos que manter a calma. Resolvemos ficar.

Depois disso a Ana não vomitou mais, mas não queia saber de comer nada nem o seio ela queria muito. Não insisti. Continuei com o soro e a homeopatia. No meio da tarde começou a diarréia. Coitadinha... Não queria saber de outra coisa senão o colo da mamãe ou da vovó.
Eu e a minha mãe nos revezávamos pra cuidar da Ana e lavar roupas sujas de cocô e vômito de nenê. Eu quase não parava em pé, estava exausta, mas isso não importava, eu queria mesmo era cuidar da Ana.

Quarta-feira ela já estava melhor, mas não 100%. Ainda não comia muito bem, mas já mamava com gosto. Ainda estava com diarréia, mas não estava mais pálida e fraquinha. Já dava sorrisos e demostrava uma grande melhora no ânimo.
Aí o Rapha e a minha mãe começaram a passar mal. Os dois 'pegaram' o tal do monstro invisível também!
E eu? Nada!! Não contraí o vírus. Graças a Deus!! Estava exausta sim, mas MUITO feliz pela recuperação da Ana. Foram dias terríveis, mas hoje me sinto aliviada, tranquila e mais 'forte' como mãe.

Chegamos ao final de semana recuperados do susto. Fomos almoçar na vovó Iara no domingo, e no meio da tarde fomos passear no Jardim Botânico: Ana Clara, Rapha, eu, minha mãe, minha tia, meu irmão, minha cunhada e minha sobrinha (feliz aprendendo a andar de bicicleta).
Hoje levei a Ana numa consulta com o homeopata. Está tudo bem. Ele só receitou uma homeopatia pra Ana dar uma recuperada no peso que ela perdeu na semana passada por conta do rotavírus. Por que não levei ao pediatra? Estou à procura de outro.