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domingo, 1 de maio de 2011

Você precisa da minha mãe, mas EU preciso mais!

AÇÃO DA PARTO DO PRINCÍPIO NO DIA DO TRABALHO


Me sinto privilegiada por ser uma mãe que pôde amamentar exclusivamente a filha durante os 6 primeiros meses (no meu caso, 7 meses). Pude curtir esse momento da amamentação, esses primeiros meses tão valiosos, tão importantes na vida da minha cria sem precisar me preocupar em ter que tirar meu leite, ou (pior) comprar leite artificial para que alguém desse numa mamadeira para minha filha. Me dediquei exclusivamente a esse momento único, certamente investindo no futuro, não só dela, mas um futuro nosso.



Mas, triste, vejo muitas mães que não tiveram essa "sorte". E luto junto com elas, junto de seus bebês. Luto pelo direito que a mãe e seu filho devem ter de ficarem juntos, porque nossos filhos tem direito a saúde!!!!!




Ana Clara - 1 ano e 9 meses

sábado, 2 de abril de 2011

Sugestões de atividades mãe com bebê!

Confesso que não sou do tipo que gosta de balada, de grandes festas, muito agito, programas que começam depois das 22h... definitivamente não! Eu gosto muito de sentar com a família e tomar um bom café da tarde, almoçar e/ou jantar num bom restaurante com marido e/ou amigos, passear no parque, fazer piquinique, tomar sorvete, viajar, dançar... Me sinto um tanto sortuda por não ter precisado mudar muito minhas programações depois que me tornei mãe.
    Porém, observei que mães com bebês pequenos não tem lá graaandes opções na programação semanal para se divertir junto de seu bebê. Como sempre digo, nos primeiros meses de vida do bebê muitas mães ficam monotemáticas: só sabemos falar de fraldas, cólicas, amamentação, pediatras, dicas para dormir uma noite inteira... Enfim: o papo não foge muito disso. E, convenhamos que nem todo mundo nos entende. Assim surgiram encontros de mães e atividades voltadas exclusivamente ao universo materno. Este post, então, fica voltado à sugestões à essas mães que querem compartilhar de suas expreiências maternas, encontrar outras mães com esse interesse, lugares e atividades em que a mãe e o bebê são os convidados especiais.
      Utilidade pública: Sugestões de atividades mãe e bebê!

      • SLINGAR - Para falar sobre sling, dançar com o bebê e trocar idéias com outras mães. No meu outro blog (Slingar e Dançar) sempre posto a programação. Sempre com a parceria linda de Luciana Ivanike da Carinho de pano, fazemos oficinas e vivências com sling. Tem também as aulas de dança para mães com o bebê no sling. (Uhuuu!! super indico!!). Nesta segunda, dia 04 de abril, vamos fazer uma vivência para tirar dúvidas, experimentar o carregador, e curtir uns passos de dança com o quentinho do bebê no colo. São bem vindas mães com bebês, casais, gestantes e interessados no assunto. Vamos dançar?? Confira aqui.

      • CINEMATERNA - muitas já devem conhecer, mas é sempre bom repetir. Postei sobre nossa estréia no Cinematerna aqui, quando a Ana tinha lá seus 9 meses (logo que o Cinematerna estreiou aqui em Curitiba). Curti as sessões até quando deu! Enfim, pra quem não sabe, o Cinematerna é uma sessão de cinema voltada especialmente para mães com bebês até 18 meses. A sala é preparada pra isso: com o som mais baixo, com um pouco mais de iluminação, menos ar condicionado, com trocadores, fraldas, tapetes para os bebês brincarem enquanto as mamães (tentam) ver o filme. A organização é feita por uma equipe super organizada, uniformizada e que fica lá a postos durante todo o fime pra ajudar as mamães que precisarem de um help. Ao final geralmente ter um bate-papo no café que fica ao lado do cinema. Uma delícia!! Fica a dica. O Cinematerna ainda não chegou em todo o Brasil, mas já tem muitas cidades que já tem. Quem quiser saber mais, receber a programação da sua cidade, é so se cadastrar no site aqui.

      • BISBILHOTECA - Tudo de bom! Uma biblioteca voltada para os pequenos leitores. Contação de histórias, música, teatro num espaço aconchegante ao lado da Praça da Espanha. De quebra, dá pra levar o filhote pra brincar na praça depois da leitura. Pra quem tem facebook, veja aqui.

      • Encontro de mães - na AOBÄ tem sempre o Chazinho com bebê. É uma delícia! fui desde que a Ana tinha nem 2 meses. A Luciana Lima é quem organiza e troca idéias com as mães. O bate papo sempre termina com um chá quentinho, lanchinho gostoso e saudável para as mamães. Super indico! Tem também yoga para mães com bebê com a Talia (nunca fiz, mas a Talia é uma profissional incrível!). Mais aqui.

      • TEATRO - programação de teatro infantil... Sugestões para levar os bebês?? Confesso que ando por fora; se alguém puder deixar alguma dica... =)

      Além disso, você mesma pode organizar um encontro, um café, um piquinique com suas amigas mães que queiram trocar idéias sobre a maternidade (ou sobre qualquer outro assunto, porque tem hora que cansa mesmo!!). Aqui eventualmente isso acontece...



      • Babynique - Esses dias, no carnaval, a querida Nicole veio pra Curitiba e organizou um piquinique para as mães levarem os filhotes. Foi uma delíícia!! Com direito a cupcakes, pão de queijo e muitas mãe com seus bebês lindos curtindo um solzinho no gramado do MON.

      • Encontrinho de mães blogueiras - Mãe e blogueira que veio de looonge dar um cheiro na terrinha natal, resolveu também reunir mães para papear sobre a blogsfera materna. Uma reunião super agradável no Atelier da Dea, não deu conta de tantos assuntos diversos e tantas mães tagarelas...kkkkk!! Adorei meninas!! e as fotos?? não tenho nenhuma pra postar aqui!!



      • Jardins - um projeto do grupo de dança Batton organizou um encontro para família numa deliciosa manhã de domingo no Jardim Ambiental. Mães, pais e bebês curtindo a grama e a areia, os brinquedos no parquinho, piquinique, papo de mãe, conversas de pai... Foi super!!!! Adorei.



      Se você é mãe e quer trocar idéias sobre o lindo universo materno, una-se a nós!! Tem mais dicas de programação para mães e bebês?? Comente aqui!

      terça-feira, 25 de janeiro de 2011

      Então a chupeta voltou pra casa dela...


      Era uma vez uma chupeta. Ela era super querida e muito amiga. Foi morar (temporiariamente) na casa de uma menininha liiinda chamada Ana Clara. Todas as noites Ana Clara, junto de seus pais, realizava seu ritual sonífero (janta, mamá, banho, chupeta e cama!). Entre 19:30 e 20:00 isso já havia terminado. E isso acontecia todos os dias. Algumas poucas vezes o ritual vinha acompanhado de um chororô, mas que logo passava com a sempre super amiga companheira de todas as noites: a chupeta. Ela sempre estava lá, todas as noites, a noite inteira.
      Até o dia que que a queridíssima chupeta sentiu muita saudade de casa, e resolveu voltar pra lá. Ana Clara já havia crescido e não precisava mais da companhia dela para dormir. A chupeta ficaria com a Ana uma última noite, e na manhã seguinte iria voltar pra casa dela.

      E foi assim, simplesmente. Foi embora e pronto!
      Decici, antes de ontem, contar esta história pra Ana. E ela "parece" ter aceitado tranquilamente. Esta noite dormiu a noite inteira sem a borracha na boca... Confesso que não é super fácil convencer um bebê de que a tão querida amiga "pepê" não vai voltar mais... Neste exato momento minha filha está lá no berço dela, com MUITO sono, mas chorando porque não consegue dormir... Aiaiai... por alguns momentos dá vontade de pegar aquele plug e colocar na boca dela... Mas o choro parece estar cessando... Parou! Ufa. Viva a paciência de mãe...

      Minha opinião sobre a chupeta?
      "A saga das chupetas voadoras" (leiam esse texto e vcs vão entender...)

      quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

      O pediatra não manda em mim!

      Estava eu bisbilhotando uns textos na internet, quando achei este aqui numa comunidade do orkut da qual participo há tempos - Soluções para noites sem choro. Quem postou o texto na comunidade foi a Andréia Mortensen - mulher da qual sou super fã! Vale a pena conhecer um pouco sobre esta super mãe, mulher mamífera e profissional! O texto não é dela, mas foi ela quem traduziu.


      O pediatra não é seu chefe!

      Fonte: clique aqui

      Por Christie Haskell e Jeanne Sager em Outubro de 2010.

      Tradução: Andréia Mortensen

      Quando um assunto como a segurança do bebê na cadeirinha de carro é discutida, frequentemente se ouvirá alguém falando que seu pediatra mandou fazer o oposto do que as informações de segurança dizem. Em alguns casos as recomendações do pediatra são até ilegais e ainda assim a mãe usa a frase "Meu médico mandou fazer assim" como razão para agir desse modo. E a mãe até se recusa a olhar para os fatos que estão sendo apresentados a ela!
      Por que? Isso é algo que sempre me pergunto, muitas e muitas vezes.

      Por que temos um pediatra e lhe demos autoridade de decidir praticamente tudo sobre nossa família, educação incluída?
      Existe um poder mágico que dita que devemos automaticamente obedecer todos os desejos e comandos do pediatra??


      Agora, deixe-me começar dizendo que a formação dos pediatras incluem estudos extensos (universidade e residência) que são incrivelmente difíceis, e que sou grata que há pessoas que se especializam em saúde infantil. Mas não acho que todos pediatras frequentaram uma aula sobre lactação ou uma aula sobre segurança da cadeirinha de carro, mas mesmo assim eles se sentem de alguma forma qualificados para dar conselhos autoritários nesses temas.

      Pense nisso... seu dentista pode saber sobre dentes, mas eles te mandam para o um ortodontista para aparelhos, certo? Bem, seu pediatra pode entender o básico de nutrição, mas uma consultora de amamentação é a pessoa que realmente entende de amamentação- pois no final das contas amamentação é sobre o SEU corpo, não do seu bebê. E esse é só um exemplo.

      Para tentar entender esse problema, cito abaixo alguns conselhos reais que algumas pessoas receberam de seus pediatras:

      • Coloque seu bebê de 10 meses para frente na cadeirinha do carro porque seus pés encostam no assento.
      • Coloque xarope de chocolate na mamadeira de um bebê de 5 meses para 'fazer ele gostar' da mamadeira porque a mãe o desmamou.
      • Dê papinhas para o bebê de 3 meses porque o bebê era muito grande/muito pequeno/mamava muito/não mamava o suficiente.
      • Mande a mulher ordenhar os seios após o nascimento do bebê para "ver se tem colostro" e dê esse colostro numa colherzinha para o bebê antes de permitir que ela coloque o bebê no peito.
      • Mande a mulher furar a orelha do recém nascido para evitar o risco de alergia a níquel no futuro.
      • Coloque o bebê de 2 meses amamentado exclusivamente no peito num esquema rígido de mamadas a cada 3 horas para ver se 'cura' seu refluxo.
      • Encha seu bebê de 15 meses com manteiga, creme e sorvete, não porque ele está perdendo peso ou parou de ganhar peso, mas porque o medico disse que ele era desproporcional.
      • Dê um tapa na mão do bebê de 10 meses que toque a tomada, porque 'eles só fazem isso para te irritar.'
      • Diga a mãe que seu filho de 2 anos que ainda não consegue usar uma tesoura não terá controle motor fino no Jardim de Infância.

      Entende o que quero dizer?

      O fato é que seu pediatra não é um psicólogo infantil, especialista em cuidados e educação ('parenting'), consultor de amamentação, ou técnico em cadeirinha de carro (ao menos que eles tenham especialidades múltiplas). Se você tem um problema em especial, consulte o especialista- é o que ELES estudaram. Seu trabalho como mãe é trabalhar com seu pediatra em assuntos médicos, como seu parceiro nos cuidados com seu filho.
      No entanto, ainda é sua responsabilidade se educar sobre o assunto. Não, você não quer anular todos comentários do seu pediatra com o Dr. Google; entretanto é ótimo para você se informar antes de conversar com seu médico e outros especialistas sobre suas preocupações.

      Você também precisa de alguém que ou concorda com você em alguns tópicos polêmicos ou que pelo menos respeite suas escolhas. Isso é ponto chave para achar seu pediatra ideal.

      Pediatras não são iguais, suas formações diferem! Separe os bons dos ruins

      A tarefa de achar um pediatra para seu bebê não é tão fácil como abrir a lista de medicos do plano de saúde e escolher um que seja mais próximo a tua casa. Todos eles fizeram faculdade de medicina, mas, assim como outras especialidades, nem todos pediatras tem a mesma formação.

      Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência.
      Eles ganharão o trabalho de tomar conta da pessoa que lhe é mais preciosa para você pelos próximos 18 anos. Eles podem fazer um esforcinho extra para conseguir isso.

      Parece que você estará criando uma relação de adversários começando dessa maneira, mas é exatamente assim a prática padrão nos EUA. A maioria dos pediatras estão preparados e esperam essa entrevista inicial. Algumas perguntas importantes e que são relevantes para as mães que tem filosofias em ambos extremos dos temas mais polêmicos:

      • Qual sua posição sobre vacinas?
      • Você é aberto a homeopatia?
      • Você acha que infecções de ouvido sempre devem ser tratadas com antibióticos?
      • Você oferece amostras grátis de Leite artificial para as mães?
      • Quanto tempo em média dura cada consulta?
      • Quais são as alternativas em horários não comerciais?
      • Há separação das crianças doentes das saudáveis na sala de espera?
      • Você visita os recém nascidos no hospital?

      Outra dica é perguntar para outras mães.
      Há uma razão para que empregadores peçam referências antes de contratarem um novo funcionário!

      Finalmente, é importante queo pediatra esteja atualizado. Por exemplo, no dia seguinte que a Associação Americana de Pediatria (AAP) anunciou sua nova recomendação de que bebês devem ficar virados para trás nas cadeirinhas de carro até 2 anos de idade ao invés de 1, minha filha tinha uma consulta com o pediatra. Eu imprimi a página da AAP com essa recomendação e levei, mas meu pediatra já sabia disso e o artigo estava inclusive em todas salas de consulta, e ela fez questão de mencionar e reforçar esta recomendação.

      ______________________________________________________

      E então... o pediatra do seu filho manda em você?

      segunda-feira, 20 de setembro de 2010

      Musicalização Infantil

      Oficina de Musicalização no Espaço AOBÄ 2008
      Turma de 3 a 4 anos
      Eu grávida de uns 4 ou 5 meses

      Pra quem não sabe, sou formada em Licenciatura em Música pela UFPR. Exerci a profissão durante alguns anos e até o final da gestação da minha filha Ana Clara. O Rapha também é músico e professor. Assim Ana Clara conviveu intensamente com a música desde seu desenvolvimento dentro da minha barriga.

      Oficina de musicalização no Espaço AOBÄ 2008
      Turma de 0 a 2 anos - Eu grávida de uns 4 ou 5 meses

      Já com seus 2 meses (junho de 2009), levei a pequena para as aulas. Voltei à sala de aula não mais como professora, mas como mãe. Não deu certo. Aquele bebê tão familiarizado com harmonias e tonalidades diferentes não curtiu muito as aulas de musicalização. Em agosto do mesmo ano (2º semestre de 2010), resolvi voltar às aulas de musicalização da Ana. Outra vez não deu certo: a soneca da pequena era BEM no horário da aula. Então, no 1º semestre de 2010 resolvi nem matriculá-la, pois ela continuava com a soneca da manhã bem no horário da aula.

      Agora, no 2º semestre (depois de muita reflexão), decidi insistir. Já fomos em 3 aulas e parece estar dando certo. Ana Clara está com 1 ano e 5 meses e por isso vejo a necessidade dela ter contato com outras crianças (o que acontece muito pouco aqui em casa, já que não temos muitas crianças na família. A Ana tem 3 primos, mas os vêem com pouca frequência. Além disso ela ainda não vai pra escola).


      Senti que agora conseguimos frequentar as aulas sem o "problema" da soneca matinal (que ainda existe, mas ela dorme antes da aula, que é só às 10h30).

      04 de set 2010 - Musicalização Infantil UFPR
      Turma de 1 a 2 anos - sábado - professores: Diana e Guilherme



      Espero que agora dê certo.

      domingo, 8 de novembro de 2009

      Bebês voam !!!!!

      Respeito muito quem utiliza qualquer meio de transporte com seu filho(a), mas em Curitiba as calçadas são um verdadeiro "inferno". Podem chamar de frescura, mas o que acontece que me deixa extremamente irritado é levar minha filha para um passeio de reconhecimento do mundo, dentro de um carrinho confortável que trepida feito uma britadeira, por causa da pavimentação que era usada no início do século passado e insistentemente é usada até hoje. Mas escrevo esse texto não só por indignação, mas para dizer que carregar uma criança junto de você não vai criar um adulto com problemas psicológicos, nem vai deixa-lá com problemas físicos (pernas defeituosas) no caso do uso de portage , slings e outros similares. É só necessário bom senso no uso destes instrumentos(e vale a pena comentar, que se esses meios de transporte fizessem tanto mal para as pernas das crianças, 90% dos asiáticos teriam as pernas tortas).
      É bem estranho para algumas pessoas verem um homem escrevendo e falando sobre isso (e não sou um cara do tipo sensível !!) mas apenas acredito que se os adultos perdem a capacidade de voar, não acho necessário que as crianças percam também, mesmo que esse voo aconteça à apenas alguns centímetros do chão e não seja exatamente um voo solo.

      Raphael Tobias

      sexta-feira, 6 de novembro de 2009

      Aninha de mêsversário!!

      Hoje a Ana completa seus 7 meses...

      Agora as mudanças são mais intensas, parece que ela tem se desenvolvido com mais rapidez, cada dia um descoberta... Que delícia!!! Há alguns dias começei a introdução de alimentos... Minha mãe achou o máximo: saiu mostrando para várias colegas do trabalho o vídeo que a gente fez da Ana comendo banana... Além disso, a Ana consegue se virar com muita facilidade e sai rolando pelo chão da sala... Se coloco ela sentada, ela já apóia uma mão para não cair... Quando ela não consegue voltar para a posição "sentada", ela fica de bruço e já dá indícios de que vai sair engatinhando logo logo. Mas, quando não se apóia com uma das mãos e nem fica de bruço, ela acaba dando umas cabeçadas no chão (tadinha...). Agora a Ana já tem suas preferências: se coloco alguns objetos na frente dela, ela não pega necessariamente o mais próximo, mas sim o que ela mais gosta. E se este estiver longe do seu alcance, ela faz suas manobras para alcançar o tal objeto. E assim nós vamos aprendendo, eu e ela, com todas essas mudanças...

      Mas ontem eu e o Rapha ficamos "sentidos" com uma das mudanças da Ana Clara: praticamos "co-slipping" (quando o bebê dorme no mesmo quarto dos pais). O berço dela estava sem uma das grades e ficava encostado na nossa cama. Existia um pequeno desnível entre os dois (o colchão do berço era um pouco mais baixo do que a nossa cama), e, até então, ela não conseguia rolar do berço pra cama. Mas ontem ela conseguiu e nos vimos obrigados a colocar a grade do berço. Ai que tristeza... o primeiro sentimento de separação aflorou em nós... Foi tão estranho acordar a noite e não poder simplesmente esticar o braço e acarinhá-la para dormir novamente, não conseguir enxergá-la sem ter que me levantar... Era tão gostoso quando ela acordava de manhã, esticava aqueles bracinhos cheios de dobrinhas e me cutucava para me acordar...

      Ai ai ai... "Como passa rápido!!!". Escutei muito isso e agora estou sentindo na pele!! Já foi o tempo que ela demorava 45minutos mamando, o tempo em que a língua dela era branquinha de leite, quando nós tínhamos que segurar a cabeçinha dela para dar o banho, quando dava pra largar ela sozinha no meio da cama com os brinquedos enquanto eu preparava o café, quando nem cogitávamos a idéia de dar papinha pra ela, quando ela mal conseguia virar a cabeça pra acompanhar o movimento de alguém, quando ela não tinha força nem coordenação pra segurar objetos, quando eu conseguia cortar as unhas dela sem choradeira... ai ai ai... tanta coisa já se passou... e só foram 7 meses... o que mais vem por aí?

      Que difícil ser mãe e pai nessas horas, ver nossos pequenos crescerem tão rápido... E eu achando que a dificuldade de ser mãe e pai era não ter uma noite inteira de sono, ou ter que me adaptar aos horários das sonecas, ou ter que almoçar um pouco mais rápido pra poder amamentar, ou ter que arranjar alguém para cuidar dela enquanto eu saio, ou não poder mais dar uma saídinha a noite pra tomar uma cerveja e namorar um pouco, ou ter que aguentar as choradeiras de sono... Enfim. É muito mais. muito além disso. Mas é muito bom.
      Imagem: arquivo pessoal, bolo de aniversário de 2008 do Dani (meu irmão).

      segunda-feira, 26 de outubro de 2009

      "Pressa... muita pressa nessa hora..."


      Ana Clara completou 6 meses há exatos 20 dias e eu ainda não comecei a introdução de alimentos sólidos... Li muito sobre o assunto, e me identifiquei bastante com um texto de uma amiga minha - Dicas para iniciar a alimentação do bebê. Ela diz que devemos "olhar mais para a criança e menos para o relógio": lógico!! Cada pessoa é diferente da outra, porque que com os bebês seria diferente? Por que que no "mêsversário" de 6 meses de todo bebê devemos dar a primeira papinha? Isso quando já não se introduziu alimentos antes disso (o que acontece com muita freqüência...). Por que a pressa?
      Eu sinto muitas mães super inseguras e que jamais questionariam o que o pediatra de seu filho falar. Sinto que muitas mães tem pressa que seu filho comece logo a comer, a engatinhar, a andar a falar...

      Aliás: a pressa começa antes disso: na gravidez. Se, com 13 semanas de gravidez, a gestante faz uma ecografia e não consegue ver o sexo do bebê, ela já fica desesperada: “Meu Deus? Não vai dar tempo de preparar o enxoval do bebê!!” E quando a gestante chega às 40 semanas, o ginecologista obstetra já marca uma cesárea pois “o bebê já está pronto pra sair”.
      Neste fim de semana encontrei uma grávida e perguntei: “Tá de quantas semanas?” e ela respondeu: “Ai ai... não sei te dizer exatamente, mas sei que até dia 10 ele nasce!”. Como ela sabe? Certamente o médico dela disse que a DPP seria dia 10 de novembro, mas como já diz a sigla DPP: data provável do parto. Provável, e não exata. Pode ser antes ou depois disso. Depois? Sim!! A DPP é marcada com 40 semanas, mas a gestação pode durar até 42 semanas. Mas hoje em dia, qual grávida espera mais que 40 semanas? Se até essa data ela não tiver entrado em TP (trabalho de parto), é marcada uma cesárea na certa!! (isso se ela já não tiver marcado mesmo sem ter entrado em TP). Pressa, pressa, pressa... Por quê?

      E depois que nasce? O bebê já deve ser “adestrado” a ser independente!! (“adestrado” pode ter sido um termo muito forte, mas muitas vezes é isso que eu acho que algumas mães fazem). Os pais aplicam técnicas para ensinar o bebê a dormir sozinho, no seu berço, longe dos deles, sem muito colo “senão acostuma mal o bebê!!” E se o bebê não dorme a noite inteira já no segundo ou terceiro mês, muitos “apelam” para chás calmantes e até remédios!!

      E a amamentação exclusiva até os seis meses? Vejo que algumas mães, com as quais converso, se sentem vitoriosas por conseguirem amamentar exclusivamente até aos seis meses. Desculpa aí, mas, salvo alguns problemas de amamentação e outros poucos motivos, acho que não fazemos mais do que a nossa obrigação. É sim obrigação de mãe prezar pela saúde do filho, não é? E alimentar um bebê antes dos seis meses sem ser com o leite materno é descuido com seu filho!! O sistema digestivo do bebê não está pronto pra receber comida antes disso. Mas se a mãe o faz... No entanto, muitas vezes também não é culpa da mãe. Tem pediatra que desmama, diz que com quatro meses já deve-se introduzir papinhas, aí as mães “vão na onda”. E alguém vai discutir com o médico? Pois é, as mães que estudam, que lêem e que acreditam que elas sabem mais do seu filho do que o pediatra, talvez questionariam o médico... outras simplesmente não dizem nada e certamente vão procurar um profissional melhor.

      Mas e as mães que não tiveram estudo? Que não tem acesso à internet? Infelizmente essas dizem “amém” a tudo que o pediatra diz. E vai da sorte dela encontrar um bom profissional no posto de saúde. Infelizmente...

      Hoje mesmo fui no “Programa Mãe Curitibana” pra conversar sobre a questão da introdução da alimentação sólida... A profissional que me atendeu disse que eu já tenho que começar a dar todas as refeições do dia pra minha filha: “café da manhã (uma fruta), almoço (uns três ou quatro alimentos de cores diferentes) e de sobremesa um suco, no meio da tarde outra fruta. Entre as refeições pode amamentar, mas o leite materno já não é mais a base da alimentação do bebê.” Sem comentários...

      E os estímulos? Bebês e as crianças são envoltas de estímulos e mais estímulos: cores, músicas, desenhos, televisão, computador, milhões de atividades extras curriculares. Pra quê? Olha aí a pressa novamente...

      Ter que lutar pelo que acho certo, indo contra o que diz toda uma sociedade atual que vive com pressa de tudo, é muito difícil.
      Me sinto em sintonia com minha filha desde que ela estava na minha barriga. E isso vai muito além das conversas que tinha com ela na gestação e das músicas que colocava pra ela ouvir... Estar em sintonia é ... sentir, amar cada instante, viver intensamente o amor de estar com seu filho. Deixar a vida fluir naturalmente: e tudo em seu tempo. É preciso ter MUITA paciência, calma e principalmente: respeito. Profissão de mãe é difícil!! Ninguém nunca disse que era fácil.

      quarta-feira, 30 de setembro de 2009

      A fórmula mágica.

      Tem bebês que tem cólica... outros tem refluxo... a Ana não tem nada disso.
      Ela não tem nada: nem sono. Ou melhor, acho que ela tem MUITO sono e tem uma briga eterna com ele... toda vez que faço ela dormir eu repito várias vezes: "Ana Clara, não precisa brigar com o sono, ele é seu amigo..."

      Quando eu estava grávida, eu ouvi muito: "aproveita pra dormir agora , porque depois...".
      Eu sempre achei que não iria mais dormir por preocupação, acordaria pra ver se o bebê está bem... Mas não: quem me acorda é a Ana, toda noite várias vezes... São quase 6 meses sem nenhuma noite inteira de sono... Tudo bem... Agora pouco, conversando com uma amiga que tem dois filhos disse que já faz quase 4 anos sem dormir uma noite inteira... (Ai que medo!!)
      Porém, com quase todas minhas amigas-mães a situação foi diferente:
      - "a minha filha dorme a noite inteira desde o primeiro mês..."
      - "o meu filho sempre dormiu bem, não tenho do que reclamar, desde do segundo mês dorme a noite inteira!!"
      - " a minha filha dorme super bem... e desde que saiu da maternidade dorme sozinha..."

      Dorme sozinho? Sem embalar, sem precisar ninar? Pois é... juro que às vezes acho que é mentira... Depois descobri que esses são casos raros...


      Eu não posso reclamar: a Ana é um bebê super saudável, mama bem, está crescendo, é linda!! Posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes a Ana teve cólica... Refluxo? nem sei o que é isso. Mas o sono... Li de tudo um pouco, ou melhor, muito. Existem remédios, florais, calmantes, diferentes técnicas para o bebê dormir, mas eu optei pela fórmula mágica: paciência. Ser mãe é ser paciente. Ter calma e ter respeito pelo tempo de desenvolvimento do bebê. E mais: observar atentamente seu filho e tentar uma sintonia com ele, observar seu crescimento e descobertas a cada dia!!

      Isso tudo é muito lindo, mas... e quando a fórmula mágica da paciência acaba? o que a gente faz? Quando posso peço ajuda para o pai, avó, dinda e vou tomar um copo d'água, um chá, às vezes um banho, respirar fundo e voltar ao trabalho de mãe. E quando fico sozinha, algumas vezes aconteceu de eu deixar ela no berço chorando e ficar do lado dela chorando junto. Ou... como agora: estou sozinha em casa e a Ana tá enrolada no portage, bem quentinha no meu colo dormindo depois de 1h de briga com o sono (nesse caso tive que tomar uma dose extra de paciência, porque ela tá passando por um pico de crescimento - mais colo, mais carinho, mais amamentação, mais dificuldade pra dormir...)

      Com o tempo a fórmula mágica fica mais forte e dura mais tempo... E nós, mães, vamos aprendendo, cada dia mais, lidar melhor com essas situações...


      Ser mãe é a profissão mais difícil, mas é a mais gratificante. Ser mãe é viver no limite: da paciência, do cansaço... Ser mãe é aprender a lidar com esses limites e se superar todos os dias. Amo ser mãe.