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sábado, 2 de abril de 2011

Sugestões de atividades mãe com bebê!

Confesso que não sou do tipo que gosta de balada, de grandes festas, muito agito, programas que começam depois das 22h... definitivamente não! Eu gosto muito de sentar com a família e tomar um bom café da tarde, almoçar e/ou jantar num bom restaurante com marido e/ou amigos, passear no parque, fazer piquinique, tomar sorvete, viajar, dançar... Me sinto um tanto sortuda por não ter precisado mudar muito minhas programações depois que me tornei mãe.
    Porém, observei que mães com bebês pequenos não tem lá graaandes opções na programação semanal para se divertir junto de seu bebê. Como sempre digo, nos primeiros meses de vida do bebê muitas mães ficam monotemáticas: só sabemos falar de fraldas, cólicas, amamentação, pediatras, dicas para dormir uma noite inteira... Enfim: o papo não foge muito disso. E, convenhamos que nem todo mundo nos entende. Assim surgiram encontros de mães e atividades voltadas exclusivamente ao universo materno. Este post, então, fica voltado à sugestões à essas mães que querem compartilhar de suas expreiências maternas, encontrar outras mães com esse interesse, lugares e atividades em que a mãe e o bebê são os convidados especiais.
      Utilidade pública: Sugestões de atividades mãe e bebê!

      • SLINGAR - Para falar sobre sling, dançar com o bebê e trocar idéias com outras mães. No meu outro blog (Slingar e Dançar) sempre posto a programação. Sempre com a parceria linda de Luciana Ivanike da Carinho de pano, fazemos oficinas e vivências com sling. Tem também as aulas de dança para mães com o bebê no sling. (Uhuuu!! super indico!!). Nesta segunda, dia 04 de abril, vamos fazer uma vivência para tirar dúvidas, experimentar o carregador, e curtir uns passos de dança com o quentinho do bebê no colo. São bem vindas mães com bebês, casais, gestantes e interessados no assunto. Vamos dançar?? Confira aqui.

      • CINEMATERNA - muitas já devem conhecer, mas é sempre bom repetir. Postei sobre nossa estréia no Cinematerna aqui, quando a Ana tinha lá seus 9 meses (logo que o Cinematerna estreiou aqui em Curitiba). Curti as sessões até quando deu! Enfim, pra quem não sabe, o Cinematerna é uma sessão de cinema voltada especialmente para mães com bebês até 18 meses. A sala é preparada pra isso: com o som mais baixo, com um pouco mais de iluminação, menos ar condicionado, com trocadores, fraldas, tapetes para os bebês brincarem enquanto as mamães (tentam) ver o filme. A organização é feita por uma equipe super organizada, uniformizada e que fica lá a postos durante todo o fime pra ajudar as mamães que precisarem de um help. Ao final geralmente ter um bate-papo no café que fica ao lado do cinema. Uma delícia!! Fica a dica. O Cinematerna ainda não chegou em todo o Brasil, mas já tem muitas cidades que já tem. Quem quiser saber mais, receber a programação da sua cidade, é so se cadastrar no site aqui.

      • BISBILHOTECA - Tudo de bom! Uma biblioteca voltada para os pequenos leitores. Contação de histórias, música, teatro num espaço aconchegante ao lado da Praça da Espanha. De quebra, dá pra levar o filhote pra brincar na praça depois da leitura. Pra quem tem facebook, veja aqui.

      • Encontro de mães - na AOBÄ tem sempre o Chazinho com bebê. É uma delícia! fui desde que a Ana tinha nem 2 meses. A Luciana Lima é quem organiza e troca idéias com as mães. O bate papo sempre termina com um chá quentinho, lanchinho gostoso e saudável para as mamães. Super indico! Tem também yoga para mães com bebê com a Talia (nunca fiz, mas a Talia é uma profissional incrível!). Mais aqui.

      • TEATRO - programação de teatro infantil... Sugestões para levar os bebês?? Confesso que ando por fora; se alguém puder deixar alguma dica... =)

      Além disso, você mesma pode organizar um encontro, um café, um piquinique com suas amigas mães que queiram trocar idéias sobre a maternidade (ou sobre qualquer outro assunto, porque tem hora que cansa mesmo!!). Aqui eventualmente isso acontece...



      • Babynique - Esses dias, no carnaval, a querida Nicole veio pra Curitiba e organizou um piquinique para as mães levarem os filhotes. Foi uma delíícia!! Com direito a cupcakes, pão de queijo e muitas mãe com seus bebês lindos curtindo um solzinho no gramado do MON.

      • Encontrinho de mães blogueiras - Mãe e blogueira que veio de looonge dar um cheiro na terrinha natal, resolveu também reunir mães para papear sobre a blogsfera materna. Uma reunião super agradável no Atelier da Dea, não deu conta de tantos assuntos diversos e tantas mães tagarelas...kkkkk!! Adorei meninas!! e as fotos?? não tenho nenhuma pra postar aqui!!



      • Jardins - um projeto do grupo de dança Batton organizou um encontro para família numa deliciosa manhã de domingo no Jardim Ambiental. Mães, pais e bebês curtindo a grama e a areia, os brinquedos no parquinho, piquinique, papo de mãe, conversas de pai... Foi super!!!! Adorei.



      Se você é mãe e quer trocar idéias sobre o lindo universo materno, una-se a nós!! Tem mais dicas de programação para mães e bebês?? Comente aqui!

      quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

      O pediatra não manda em mim!

      Estava eu bisbilhotando uns textos na internet, quando achei este aqui numa comunidade do orkut da qual participo há tempos - Soluções para noites sem choro. Quem postou o texto na comunidade foi a Andréia Mortensen - mulher da qual sou super fã! Vale a pena conhecer um pouco sobre esta super mãe, mulher mamífera e profissional! O texto não é dela, mas foi ela quem traduziu.


      O pediatra não é seu chefe!

      Fonte: clique aqui

      Por Christie Haskell e Jeanne Sager em Outubro de 2010.

      Tradução: Andréia Mortensen

      Quando um assunto como a segurança do bebê na cadeirinha de carro é discutida, frequentemente se ouvirá alguém falando que seu pediatra mandou fazer o oposto do que as informações de segurança dizem. Em alguns casos as recomendações do pediatra são até ilegais e ainda assim a mãe usa a frase "Meu médico mandou fazer assim" como razão para agir desse modo. E a mãe até se recusa a olhar para os fatos que estão sendo apresentados a ela!
      Por que? Isso é algo que sempre me pergunto, muitas e muitas vezes.

      Por que temos um pediatra e lhe demos autoridade de decidir praticamente tudo sobre nossa família, educação incluída?
      Existe um poder mágico que dita que devemos automaticamente obedecer todos os desejos e comandos do pediatra??


      Agora, deixe-me começar dizendo que a formação dos pediatras incluem estudos extensos (universidade e residência) que são incrivelmente difíceis, e que sou grata que há pessoas que se especializam em saúde infantil. Mas não acho que todos pediatras frequentaram uma aula sobre lactação ou uma aula sobre segurança da cadeirinha de carro, mas mesmo assim eles se sentem de alguma forma qualificados para dar conselhos autoritários nesses temas.

      Pense nisso... seu dentista pode saber sobre dentes, mas eles te mandam para o um ortodontista para aparelhos, certo? Bem, seu pediatra pode entender o básico de nutrição, mas uma consultora de amamentação é a pessoa que realmente entende de amamentação- pois no final das contas amamentação é sobre o SEU corpo, não do seu bebê. E esse é só um exemplo.

      Para tentar entender esse problema, cito abaixo alguns conselhos reais que algumas pessoas receberam de seus pediatras:

      • Coloque seu bebê de 10 meses para frente na cadeirinha do carro porque seus pés encostam no assento.
      • Coloque xarope de chocolate na mamadeira de um bebê de 5 meses para 'fazer ele gostar' da mamadeira porque a mãe o desmamou.
      • Dê papinhas para o bebê de 3 meses porque o bebê era muito grande/muito pequeno/mamava muito/não mamava o suficiente.
      • Mande a mulher ordenhar os seios após o nascimento do bebê para "ver se tem colostro" e dê esse colostro numa colherzinha para o bebê antes de permitir que ela coloque o bebê no peito.
      • Mande a mulher furar a orelha do recém nascido para evitar o risco de alergia a níquel no futuro.
      • Coloque o bebê de 2 meses amamentado exclusivamente no peito num esquema rígido de mamadas a cada 3 horas para ver se 'cura' seu refluxo.
      • Encha seu bebê de 15 meses com manteiga, creme e sorvete, não porque ele está perdendo peso ou parou de ganhar peso, mas porque o medico disse que ele era desproporcional.
      • Dê um tapa na mão do bebê de 10 meses que toque a tomada, porque 'eles só fazem isso para te irritar.'
      • Diga a mãe que seu filho de 2 anos que ainda não consegue usar uma tesoura não terá controle motor fino no Jardim de Infância.

      Entende o que quero dizer?

      O fato é que seu pediatra não é um psicólogo infantil, especialista em cuidados e educação ('parenting'), consultor de amamentação, ou técnico em cadeirinha de carro (ao menos que eles tenham especialidades múltiplas). Se você tem um problema em especial, consulte o especialista- é o que ELES estudaram. Seu trabalho como mãe é trabalhar com seu pediatra em assuntos médicos, como seu parceiro nos cuidados com seu filho.
      No entanto, ainda é sua responsabilidade se educar sobre o assunto. Não, você não quer anular todos comentários do seu pediatra com o Dr. Google; entretanto é ótimo para você se informar antes de conversar com seu médico e outros especialistas sobre suas preocupações.

      Você também precisa de alguém que ou concorda com você em alguns tópicos polêmicos ou que pelo menos respeite suas escolhas. Isso é ponto chave para achar seu pediatra ideal.

      Pediatras não são iguais, suas formações diferem! Separe os bons dos ruins

      A tarefa de achar um pediatra para seu bebê não é tão fácil como abrir a lista de medicos do plano de saúde e escolher um que seja mais próximo a tua casa. Todos eles fizeram faculdade de medicina, mas, assim como outras especialidades, nem todos pediatras tem a mesma formação.

      Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência.
      Eles ganharão o trabalho de tomar conta da pessoa que lhe é mais preciosa para você pelos próximos 18 anos. Eles podem fazer um esforcinho extra para conseguir isso.

      Parece que você estará criando uma relação de adversários começando dessa maneira, mas é exatamente assim a prática padrão nos EUA. A maioria dos pediatras estão preparados e esperam essa entrevista inicial. Algumas perguntas importantes e que são relevantes para as mães que tem filosofias em ambos extremos dos temas mais polêmicos:

      • Qual sua posição sobre vacinas?
      • Você é aberto a homeopatia?
      • Você acha que infecções de ouvido sempre devem ser tratadas com antibióticos?
      • Você oferece amostras grátis de Leite artificial para as mães?
      • Quanto tempo em média dura cada consulta?
      • Quais são as alternativas em horários não comerciais?
      • Há separação das crianças doentes das saudáveis na sala de espera?
      • Você visita os recém nascidos no hospital?

      Outra dica é perguntar para outras mães.
      Há uma razão para que empregadores peçam referências antes de contratarem um novo funcionário!

      Finalmente, é importante queo pediatra esteja atualizado. Por exemplo, no dia seguinte que a Associação Americana de Pediatria (AAP) anunciou sua nova recomendação de que bebês devem ficar virados para trás nas cadeirinhas de carro até 2 anos de idade ao invés de 1, minha filha tinha uma consulta com o pediatra. Eu imprimi a página da AAP com essa recomendação e levei, mas meu pediatra já sabia disso e o artigo estava inclusive em todas salas de consulta, e ela fez questão de mencionar e reforçar esta recomendação.

      ______________________________________________________

      E então... o pediatra do seu filho manda em você?

      terça-feira, 27 de julho de 2010

      Vamos lutar pela valorização da maternidade!








      Se identificou também? Então... ASSINE ESSE MANIFESTO!!

      Manifesto pela Maternidade

      MANIFESTAMOS PELAS MÃES

      Mãe que dá o melhor de si e convive com a crônica sensação de que nada é o suficiente.

      Mãe
      de carne, osso e vísceras que, ao se perceber humana, sente-se cada vez mais distante do ideal de devoção da Santa Mãezinha. E por isso se culpa.

      Mãe
      que comprou o sabonete com óleos essenciais, o iogurte com fibras, o desinfetante com cloro ativo, a fralda com bloquigel e mesmo assim seu filho não dormiu a noite inteira, seu marido se queixa e sua casa não é o templo limpo, perfumado e livre de insetos que aparece na TV.

      Mãe
      mulher, dona de casa, profissional e amante, que segue passo a passo as dicas das revistas femininas para conciliar seus inúmeros papéis e virar "super", mas ainda não encontrou sua capa.

      Mãe
      cuja única preparação para a mais dramática mudança da sua vida foi o cursinho da maternidade e, se privilegiada, a decoração do quartinho e a compra do enxoval.

      Mãe
      que vive em uma sociedade que a glorifica, ao mesmo tempo em que a obriga a terceirizar a criação dos seus filhos. Seja por necessidade, independência ou reconhecimento. Como se, em qualquer um desses casos, essa não fosse uma decisão extremamente difícil.

      Mãe
      que se divide diariamente entre a administração do lar e da profissão, encarando múltiplas jornadas que a levam constantemente à exaustão física e emocional.

      Mãe
      que se dedica de corpo e alma ao significativo projeto de criar uma criança, enfrentando um nível de cobrança superior ao de qualquer chefe ranzinza e cliente exigente. 365 dias por ano, 24 horas por dia. E mesmo assim é percebida como alguém que não faz nada. Até por si mesma.

      Mãe
      pobre que, quando opta pelos filhos, é acomodada. Quando rica, é madame. E, quando profissional, é ausente.

      MANIFESTAMOS PELA MATERNIDADE

      E, portanto, pela liberdade de sentir. De seguir os instintos. De viver em plenitude emoções e sentimentos totalmente femininos. Pois negá-los, seria abrir mão daquilo que faz da mulher, um ser único.

      Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.

      Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê.

      Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.

      Manifestamos pela aceitação da metamorfose e da mudança de valores que a chegada de uma criança proporciona na vida de qualquer adulto. E pela valorização desta transformação na sociedade, como contraponto para a cultura do egoísmo e da juventude eterna.

      MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES

      Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.

      E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.

      Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.

      Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.

      Mães que tentam proteger a infância e não desistem diante do bombardeio de mensagens que estimulam a erotização e o consumo precoces.

      Mães que empreendem, que inventam, que abrem mão, que buscam alternativas, que assumem o vazio e a sobrecarga. E promovem viradas.

      Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.

      Que pensam globalmente e agem localmente, casa a casa, família a família.

      E que administram seus lares, como se ali começasse a mudança que desejam para o planeta.

      MANIFESTAMOS PELA TOMADA DE CONSCIÊNCIA FAMILIAR

      Pela valorização do papel da mãe no seio da família e pelo fim das hipócritas tentativas de minimizar a diferença que a presença dela faz.

      Pelo reconhecimento da vital importância da maternidade para a humanidade, e por ações sociais e políticas que valorizem e estimulem a atuação da mãe.

      Por uma rede de relacionamentos que coloque novamente mulheres de diferentes gerações em contato, reconstruindo referências que foram deturpadas e estereotipadas pela mídia e pela sociedade.

      Por mães unidas para estudar, compartilhar experiências e desenvolver novos pontos de vista para este tema milenar, universal e ainda tão incompreendido.

      Por uma nova formação familiar, focada no bem estar integral dos seres humanos e não somente no bem estar material.

      Por pais que valorizam a tomada de consciência materna, dando sua participação necessária para que ela floresça. Mesmo sem entendê-la completamente.

      Por mães que partilhem com seus parceiros as responsabilidades, agruras e alegrias de se cuidar dos filhos, sendo entendido que eles pertecem aos dois, igualmente.

      Manifestamos pela ausência de fórmulas, de guias práticos e de respostas prontas, pois cada mulher é livre para buscar seu caminho e desenvolver sua história. No seu tempo, no seu ritmo e na sua individualidade.

      Manifestamos pela conciliação de uma maternidade moderna com uma maternidade mais plena.

      Manifestamos por você e por nós. Pela Terra e por todos os filhos que dela vieram e ainda virão.


      Manifestamos pelas mães!

      Se você se identificou, assine também esse manifesto!! www.grupocria.com.br