Mostrando postagens com marcador amamentação exclusiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amamentação exclusiva. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de maio de 2011

Você precisa da minha mãe, mas EU preciso mais!

AÇÃO DA PARTO DO PRINCÍPIO NO DIA DO TRABALHO


Me sinto privilegiada por ser uma mãe que pôde amamentar exclusivamente a filha durante os 6 primeiros meses (no meu caso, 7 meses). Pude curtir esse momento da amamentação, esses primeiros meses tão valiosos, tão importantes na vida da minha cria sem precisar me preocupar em ter que tirar meu leite, ou (pior) comprar leite artificial para que alguém desse numa mamadeira para minha filha. Me dediquei exclusivamente a esse momento único, certamente investindo no futuro, não só dela, mas um futuro nosso.



Mas, triste, vejo muitas mães que não tiveram essa "sorte". E luto junto com elas, junto de seus bebês. Luto pelo direito que a mãe e seu filho devem ter de ficarem juntos, porque nossos filhos tem direito a saúde!!!!!




Ana Clara - 1 ano e 9 meses

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dia de pediatra: na sala de espera...




Pois é... hoje foi dia de consulta. E Ana Clara está crescendo, não só na régua, nem só na balança, nem só na idade, mas... em tudo! E rápido!

A consulta estava marcada para às 13:00. Almoçamos, enrolei a "pequena" e lá fomos nós no doutor. Cheguei a cogitar a idéia de levá-la no carrinho - ela está já um tanto pesada, estava bem no horário da soneca e certamente ela iria empacar no caminho implorando pelo colo da mamãe - mas ainda acho que carrinho e ônibus definitivamente não combinam. Sem contar que, morando em Curitiba, mesmo com um dia maravilhoso de sol como hoje, a chuva pode aparecer assim, de repente sem avisar! Sling ainda é nossa opção. Descemos do ônibus e ainda eram 12:30, então tirei ela do sling e pedi encarecidamente que ela fosse caminhando. Foi difícil, mas ela acabou cedendo. Chegando no consultório, a secretária logo me avisa que o doutor está um pouco atrasado... Mas, enfim. Vamos esperar.


Na sala de espera estava lá uma mãe com seu bebê de 5 meses no colo tentando amamentar. Junto dela estava sua mãe, avó do bebê, com aquelas tradicionais bolsas de bebês com kit completo, mamadeira de água, garrafinha térmica, potinho com leite em pó... Logo que ouviu o barulho da avó abrindo o potinho com o leite, o menino já arregalou os olhos, se torceu todo para olhar bem para a mamadeira e não quis mais saber daquele peito da mamãe (faaarto de leite materno). Estava afim mesmo do complemento.

Resolvi perguntar o motivo dele precisar tomar aquele leite: o bebê nasceu muito pequenininho e não ganhava peso. O pediatra mandou dar complemento. Além disso a mãe já dá frutas e avó disse ainda que na páscoa ele vai experimentar "só um pedacinho" de chocolate.

Quem sou eu pra dizer alguma coisa sobre a real necessidade de dar o LA, mas CHOCOLATE???? com CINCO MESES?? Me poupe... "só pra experimentar"...

No meio da conversa chega outra avó (esperando pela filha que está no consultório do pediatra com o neto). E pergunta para a tal mãe do bebê de 5 meses: "mas ele já come? não é a partir dos 6 meses a alimentação sólida?" Pois é - pensei... Mas a mãe logo responde: "mas o pediatra já liberou as frutinhas e daqui há alguns dias ele disse que já dá pra dar outras coisas...".


Abre parênteses...
Tenho que dizer que, com relação a esse assunto, aqui em casa a gente é considerado meio fora da casinha. Estudei um bocado sobre amamentação, introdução de alimentos... (tá pensando o quê? a maternidade é profissão, e difícil! exige estudo diário! Senão a gente cai na ladainha de uns pediatras aí que liberam o suquinho com 3 meses, aí já viu, né?). Aqui a amamentação exclusiva foi até aos 7 meses (exclusiva meeeesmo!). A introdução de alimentos foi feita com muito cuidado, respeito, carinho, paciência e, principalmente, informação. Eu juro que não entendo essa do pediatra "liberar" a papinha, liberar o suquinho... Por que aqui o pediatra não manda em mim!! Sei que cada criança é de um jeito, tem seus gostos, suas opções, sua personalidade. Mas acabamos jogando a culpa nessa tal "personalidade" quando nos deparamos com aquela cena muito conhecida da criança que não quer comer. Será que essa "falta de apetite" é realmente culpa da "personalidade"? Ou será que não é nossa (dos pais) que começamos a introdução de alimentos do bebê com CHOCOLATE?

Não precisaria explicar (mas já explicando) que a falta de apetite de uma criança pode ter inúmeras outros motivos, mas acho que esse é quase sempre descartado, e deixo aqui essa minha opinião sugerindo uma reflexão sobre o assunto.

Erramos, acertamos... somos humanos! Mas não podemos nos eximir. #prontofalei

Fecha parênteses.


Enfim. Chegou então nossa vez. Entramos no consultório, o doutor aquele monte de perguntas (acho óóótimo, pq sempre esqueço de perguntar algumas cosas, e ele sempre me lembra!). Mediu, pesou, escutou coração, pulmão, olhou orelha, nariz, garganta, dentes, pé, barriga, costas, pescoço... e Ana Clara bem quietinha, mas com uma carinha tensa (doutor, vai logo com esses negócios aí que senão eu solto o verbo!!). Não choramingou, não reclamou.

Consulta de rotina. E está tudo ótimo.


Na volta não teve jeito: o sono estava estampado no rosto da pobrezinha, colo, colo, colo pelamordedeus mamãe!! E apagou em questão de poucos minutos. Cheguei em casa, desenrolei o pacotinho de 11kg do sling e dormiu mais um tantão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Conselhos... aceitá-los ou não? [parte 1]

Esses dias uma amiga minha (uma colega do tempo do colégio, nos reencontramos via orkut alguns anos depois e permanecemos colegas virtualmente mesmo), recente mãe de primeira viagem, veio me pedir um conselho...

"Oi, Isa, tudo bem com vocês?? Queria saber com quanto tempo você começou a dar suquinho para a Ana Clara . E se quando você começou você dava na mamadeira ou no copinho?? É que o pediatra da minha filha recomendou que ela comece já, com 3 meses. O meu medo é de dar a mamadeira e depois ela não querer mais pegar o peito... Beijos Fulana"

E lá fui eu - tentando controlar minha extrema indignação - com meu discurso de mamífera apoiadora da amamentação exclusiva, tomando todo cuidado do mundo com as palavras para não parecer prepotente ou me colocando dona da verdade absoluta. Falei que, se por acaso ela não estivesse produzindo quantidade de leite suficiente, que se a filha dela estivesse ficando com fome após as mamadas e/ou não estivesse ganhando peso, ela deveria complementar com LEITE (leite alterado, tipo NAN) e não com suco. Falei que a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Sociedade Brasileira de Pediatria e os principais órgãos de saúde e defesa da criança recomendam alimentar o bebê exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses e continuar a amamentar até o primeiro ano da criança. Falei sobre a questão da mamadeira e do copo, que é uma questão muito pessoal e blá blá blás...

Bisbilhotando os recados dela, vi que ela pediu o mesmo conselho a outras amigas, e a maioria também falou sobre a recomendação da OMS e que amamentaram exclusivamente seus filhos até os 6 meses. E, sobre a mamadeira, cada uma tinha uma opinião diferente.

A resposta dela, pra mim, foi simplesmente:

"Ok, muito obrigada pelo opinião!! Bjos Fulana"

A partir daí já fiquei um tanto triste. Já percebi que minha resposta não tinha agradado... Mas ela pediu um conselho, eu dei, ué! E minha teimosia compareceu, firme e forte: não desisti de tentar ajudá-la, e indiquei umas leituras sobre a importância da amamentação exclusiva e disse que, se ela estivesse um tanto quanto receosa com a recomendação do médico da filha, ela que procurasse saber da opinião de outros pediatras. E que, acima de tudo, ela seguisse a intuição de mãe: "quem sabe mais sobre nossos filhos somos nós", eu disse. E que se ela estava com medo de dar a mamadeira com medo de a filha largar o peito, ela que não desse!! Enfatizei que não queria ser pretensiosa e que estava ali com a melhor das intenções para ajudá-la a respeito da amamentação. Prometi a ela que essa seria minha última resposta sobre isso e que não iria mais incomodá-la com o assunto.

"Confio no pediatra, tive boas indicações dele. Acredito que ele saiba mais do que nós, por isso vou fazer o que ele recomenda!! Abraços Fulana"

Pra terminar, passei lá no orkut dela pra pedir desculpas por incomodá-la (com minhas baboseiras embasadas cientificamente), mas ao ver, em letras garrafais: "ODEIO PESSOAS QUE ACHAM QUE SABEM DE TUDO", desisti de vez. E fiquei triste, por perder uma amiga por conta de um pediatra maluco que recomenda isso para uma mãe desinformada (e com nenhuma vontade de aprender...) e, principalmente, por saber que uma bebê indefeso vai ser submetido a isso.

____________________________________________________

Não sei muito bem o que pensar sobre tudo isso. Durante um tempo refleti bastante, pensando no que eu errei, se falei algo de maneira muito grosseira que pudesse ter chateado a tal fulana. Me coloquei no lugar dela, mas, em todas minhas respostas, lembro de ter procurado ser muito cuidadosa com as palavras para justamente não chateá-la.

Eu sei que ela não queria saber da tal amamentação exclusiva até os 6 meses, e que a dúvida era dar no copo ou na mamadeira - que eu dei a minha opinião, é claro, mas não descrevi com detalhes aqui pois não foi esse meu enfoque no assunto do post. A minha vontade foi dizer: "se você confia tanto assim no seu pediatra, pergunta pra ele, ué?!". Mas eu fiquei na minha e sei que isso foi o melhor que pude fazer.

Não sei porque ela veio me pedir minha opinião. =(

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

"Pressa... muita pressa nessa hora..."


Ana Clara completou 6 meses há exatos 20 dias e eu ainda não comecei a introdução de alimentos sólidos... Li muito sobre o assunto, e me identifiquei bastante com um texto de uma amiga minha - Dicas para iniciar a alimentação do bebê. Ela diz que devemos "olhar mais para a criança e menos para o relógio": lógico!! Cada pessoa é diferente da outra, porque que com os bebês seria diferente? Por que que no "mêsversário" de 6 meses de todo bebê devemos dar a primeira papinha? Isso quando já não se introduziu alimentos antes disso (o que acontece com muita freqüência...). Por que a pressa?
Eu sinto muitas mães super inseguras e que jamais questionariam o que o pediatra de seu filho falar. Sinto que muitas mães tem pressa que seu filho comece logo a comer, a engatinhar, a andar a falar...

Aliás: a pressa começa antes disso: na gravidez. Se, com 13 semanas de gravidez, a gestante faz uma ecografia e não consegue ver o sexo do bebê, ela já fica desesperada: “Meu Deus? Não vai dar tempo de preparar o enxoval do bebê!!” E quando a gestante chega às 40 semanas, o ginecologista obstetra já marca uma cesárea pois “o bebê já está pronto pra sair”.
Neste fim de semana encontrei uma grávida e perguntei: “Tá de quantas semanas?” e ela respondeu: “Ai ai... não sei te dizer exatamente, mas sei que até dia 10 ele nasce!”. Como ela sabe? Certamente o médico dela disse que a DPP seria dia 10 de novembro, mas como já diz a sigla DPP: data provável do parto. Provável, e não exata. Pode ser antes ou depois disso. Depois? Sim!! A DPP é marcada com 40 semanas, mas a gestação pode durar até 42 semanas. Mas hoje em dia, qual grávida espera mais que 40 semanas? Se até essa data ela não tiver entrado em TP (trabalho de parto), é marcada uma cesárea na certa!! (isso se ela já não tiver marcado mesmo sem ter entrado em TP). Pressa, pressa, pressa... Por quê?

E depois que nasce? O bebê já deve ser “adestrado” a ser independente!! (“adestrado” pode ter sido um termo muito forte, mas muitas vezes é isso que eu acho que algumas mães fazem). Os pais aplicam técnicas para ensinar o bebê a dormir sozinho, no seu berço, longe dos deles, sem muito colo “senão acostuma mal o bebê!!” E se o bebê não dorme a noite inteira já no segundo ou terceiro mês, muitos “apelam” para chás calmantes e até remédios!!

E a amamentação exclusiva até os seis meses? Vejo que algumas mães, com as quais converso, se sentem vitoriosas por conseguirem amamentar exclusivamente até aos seis meses. Desculpa aí, mas, salvo alguns problemas de amamentação e outros poucos motivos, acho que não fazemos mais do que a nossa obrigação. É sim obrigação de mãe prezar pela saúde do filho, não é? E alimentar um bebê antes dos seis meses sem ser com o leite materno é descuido com seu filho!! O sistema digestivo do bebê não está pronto pra receber comida antes disso. Mas se a mãe o faz... No entanto, muitas vezes também não é culpa da mãe. Tem pediatra que desmama, diz que com quatro meses já deve-se introduzir papinhas, aí as mães “vão na onda”. E alguém vai discutir com o médico? Pois é, as mães que estudam, que lêem e que acreditam que elas sabem mais do seu filho do que o pediatra, talvez questionariam o médico... outras simplesmente não dizem nada e certamente vão procurar um profissional melhor.

Mas e as mães que não tiveram estudo? Que não tem acesso à internet? Infelizmente essas dizem “amém” a tudo que o pediatra diz. E vai da sorte dela encontrar um bom profissional no posto de saúde. Infelizmente...

Hoje mesmo fui no “Programa Mãe Curitibana” pra conversar sobre a questão da introdução da alimentação sólida... A profissional que me atendeu disse que eu já tenho que começar a dar todas as refeições do dia pra minha filha: “café da manhã (uma fruta), almoço (uns três ou quatro alimentos de cores diferentes) e de sobremesa um suco, no meio da tarde outra fruta. Entre as refeições pode amamentar, mas o leite materno já não é mais a base da alimentação do bebê.” Sem comentários...

E os estímulos? Bebês e as crianças são envoltas de estímulos e mais estímulos: cores, músicas, desenhos, televisão, computador, milhões de atividades extras curriculares. Pra quê? Olha aí a pressa novamente...

Ter que lutar pelo que acho certo, indo contra o que diz toda uma sociedade atual que vive com pressa de tudo, é muito difícil.
Me sinto em sintonia com minha filha desde que ela estava na minha barriga. E isso vai muito além das conversas que tinha com ela na gestação e das músicas que colocava pra ela ouvir... Estar em sintonia é ... sentir, amar cada instante, viver intensamente o amor de estar com seu filho. Deixar a vida fluir naturalmente: e tudo em seu tempo. É preciso ter MUITA paciência, calma e principalmente: respeito. Profissão de mãe é difícil!! Ninguém nunca disse que era fácil.