
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Conversa entre dois bebês

quarta-feira, 19 de maio de 2010
Conselhos... aceitá-los ou não? [parte 2]
Esses dias, feliz e faceira twittando vi o que uma outra amiga mãe recente de primeira viagem escreveu:
"Noite cansativa... minha filha acordando de hora em hora.. mas fui forte, deixei ela dormindo no berço! Nada de dormir com a mamãe!"
Resisti e não falei nada. A questão da cama compartilhada é um assunto extremamente pessoal, diferente da amamentação, por exemplo, como a história do post anterior...
Outro dia, a mesma mãe twita o seguinte:
"Ando meio preocupada.. minha filha só dorme embalando... ate quando dura isso? Será que vou ter que dar uma de Super nanny? ou depois melhora?"
Aí não resisti. Falei a ela que nada de Super Nanny!! Que tudo isso passa e a gente ainda sente saudades de quando o bebê só dormia em nossos braços. Indiquei uma leitura pra ela pensar um pouco sobre a questão. Sabe qual foi a resposta dela?
(Sabe o que é dificil?? é todo mundo metendo o bedelho, dizendo que ela vai ficar mimada, que eu nao vou aguentar essa rotina de ficar embalando ela sempre pra dormir.. mas vou tapar os ouvidos.. Minha filha em primeiro lugar!)"
Aí sim!! Fiquei bem feliz. Saber que ela refletiu sobre a questão e percebeu a importância de darmos tempo ao tempo respeitando as necessidades dos nossos bebês. Comentei sobre essa chatisse que toda mãe passa com o mundo querer meter o bedelho... E que é assim mesmo, e o mais importante de tudo é ouvirmos nossa intuição de mãe!!
E ela ainda disse:
"Nossa.. nem fale.. Depois que li aquele texto, tudo mudou.. essa noite foi muiiiiiiiiiiiito boa! minha filha ficou super tranquila, dormiu super bem! E já não estou mais dando ouvidos a ninguém.. Só as minhas intuições mesmo! É o que mais importa no final das contas, né! Obrigada de novo Isa! Vc é um anjo! Beijos"
No dia seguinte vi um outro twitter dela dizendo assim:
"Minha filha teve um pouco de colica, sendo assim, mamãe cedeu e de madrugada colocou ela pra dormir juntinho... Delicinha essa minha princesa!"
Depois disso ainda indiquei mais um texto pra ela ler, sobre o jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada... Senti que ela quebrou alguns mitos sobre o assunto e percebeu que, ao contrário de todo preconceito a esta prática, a cama compartilhada traz muitos benefícios.
E fim!
Parabéns às mães que estão abertas a trocar experiências, a novos aprendizados e a refletir sobre o respeito que devemos ter com o tempo de nossos bebês, com suas vontades, desejos e necessidades. Sempre com muito bom senso, paciência e calma. E mais: com informação!!
Um beijo especial pra Gabi e pra Duda. =)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Conselhos... aceitá-los ou não? [parte 1]

Esses dias uma amiga minha (uma colega do tempo do colégio, nos reencontramos via orkut alguns anos depois e permanecemos colegas virtualmente mesmo), recente mãe de primeira viagem, veio me pedir um conselho...
"Oi, Isa, tudo bem com vocês?? Queria saber com quanto tempo você começou a dar suquinho para a Ana Clara . E se quando você começou você dava na mamadeira ou no copinho?? É que o pediatra da minha filha recomendou que ela comece já, com 3 meses. O meu medo é de dar a mamadeira e depois ela não querer mais pegar o peito... Beijos Fulana"
E lá fui eu - tentando controlar minha extrema indignação - com meu discurso de mamífera apoiadora da amamentação exclusiva, tomando todo cuidado do mundo com as palavras para não parecer prepotente ou me colocando dona da verdade absoluta. Falei que, se por acaso ela não estivesse produzindo quantidade de leite suficiente, que se a filha dela estivesse ficando com fome após as mamadas e/ou não estivesse ganhando peso, ela deveria complementar com LEITE (leite alterado, tipo NAN) e não com suco. Falei que a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Sociedade Brasileira de Pediatria e os principais órgãos de saúde e defesa da criança recomendam alimentar o bebê exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses e continuar a amamentar até o primeiro ano da criança. Falei sobre a questão da mamadeira e do copo, que é uma questão muito pessoal e blá blá blás...
Bisbilhotando os recados dela, vi que ela pediu o mesmo conselho a outras amigas, e a maioria também falou sobre a recomendação da OMS e que amamentaram exclusivamente seus filhos até os 6 meses. E, sobre a mamadeira, cada uma tinha uma opinião diferente.
A resposta dela, pra mim, foi simplesmente:
"Ok, muito obrigada pelo opinião!! Bjos Fulana"
A partir daí já fiquei um tanto triste. Já percebi que minha resposta não tinha agradado... Mas ela pediu um conselho, eu dei, ué! E minha teimosia compareceu, firme e forte: não desisti de tentar ajudá-la, e indiquei umas leituras sobre a importância da amamentação exclusiva e disse que, se ela estivesse um tanto quanto receosa com a recomendação do médico da filha, ela que procurasse saber da opinião de outros pediatras. E que, acima de tudo, ela seguisse a intuição de mãe: "quem sabe mais sobre nossos filhos somos nós", eu disse. E que se ela estava com medo de dar a mamadeira com medo de a filha largar o peito, ela que não desse!! Enfatizei que não queria ser pretensiosa e que estava ali com a melhor das intenções para ajudá-la a respeito da amamentação. Prometi a ela que essa seria minha última resposta sobre isso e que não iria mais incomodá-la com o assunto.
"Confio no pediatra, tive boas indicações dele. Acredito que ele saiba mais do que nós, por isso vou fazer o que ele recomenda!! Abraços Fulana"
Pra terminar, passei lá no orkut dela pra pedir desculpas por incomodá-la (com minhas baboseiras embasadas cientificamente), mas ao ver, em letras garrafais: "ODEIO PESSOAS QUE ACHAM QUE SABEM DE TUDO", desisti de vez. E fiquei triste, por perder uma amiga por conta de um pediatra maluco que recomenda isso para uma mãe desinformada (e com nenhuma vontade de aprender...) e, principalmente, por saber que uma bebê indefeso vai ser submetido a isso.
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Não sei muito bem o que pensar sobre tudo isso. Durante um tempo refleti bastante, pensando no que eu errei, se falei algo de maneira muito grosseira que pudesse ter chateado a tal fulana. Me coloquei no lugar dela, mas, em todas minhas respostas, lembro de ter procurado ser muito cuidadosa com as palavras para justamente não chateá-la.
Eu sei que ela não queria saber da tal amamentação exclusiva até os 6 meses, e que a dúvida era dar no copo ou na mamadeira - que eu dei a minha opinião, é claro, mas não descrevi com detalhes aqui pois não foi esse meu enfoque no assunto do post. A minha vontade foi dizer: "se você confia tanto assim no seu pediatra, pergunta pra ele, ué?!". Mas eu fiquei na minha e sei que isso foi o melhor que pude fazer.
Não sei porque ela veio me pedir minha opinião. =(
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Dia das mães... (post meio atrasado...)
Domingo de dia das mães. Mãe e filhos reunidos no sofá da sala, tomando um chá para fazer a digestão pós almoço.