sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A primeira viagem...

Estava ansiosa pra mostrar o mar pra Ana...
Neste último fim de semana fomos pra Camboriú na casa do meu vô... E dá-lhe bagagem pro bebê: roupas, fraldas, slings, berço, colchão, travesseiro, roupa de cama, babá-eletrônica, máquina fotográfica, brinquedos, balde do banho... ufa! Sem contar as minhas coisas... Fomos: Rodolfo (cunhado querido), Carol (mana), eu e a Ana.
Enfim, a viagem foi ótima: 3horas e a Ana naquele soninho gostoso no bebê-conforto... Chegamos lá e já eram umas 22h30... dei uma banho na Ana e ela voltou a dormir. Nem deu tempo de conversar com o vô... tudo bem, ficou pra depois.

A noite foi tranqüila, a Ana não estranhou o barulho do mar constante, acho que até curtiu, só acordou uma vez pra mamar e 6h30 estava de pé no berço louca pra sair dali e brincar, mamar, engatinhar... O tempo não estava lá grandes coisas, meio dublado, mas o mormaço até que foi convidativo. Fui caminhar com a Ana no sling na praia... Me senti quase uma atração de circo... não tinha 'um' que deixasse de olhar pra nós... Depois fomos fazer uma visitinha pro Rodolfo e pra Carol... Saindo de lá, fui procurar fralda – dessas especiais pra praia e piscina. R$ 3,90 CADA fralda!! Pode?! Tudo bem, comprei poucas, pois não pretendíamos ficar muito tempo. No meio do caminho a Ana acabou dormindo... Voltamos pra casa do vô, almoçamos (vô, Traudi, Carol e eu). Depois do almoço, o vô nos deu uma carona à Estaleiro (uma praia vizinha), numa chácara para o aniversário do pai do Rodolfo. E a Ana? Dormindo... Achei que, chegando lá, ao tirá-la do bebê conforto, ela acordaria. Que nada!! Coloquei-a no sling e ela continuou dormindo... 2h dormindo no sling e todos perguntando: "ela não vai acordar não?" . Eu estava bem contente por ela dormir bastante, coisa que ela não costuma fazer... Tinha um outro bebê lá também, o Davi de 6 meses. Lindo, gorducho e muito simpático, passava de colo em colo sem reclamar. A Ana fazia isso também (até os 4 meses). Quando ela acordou, pareceu um tanto quanto assustada, vendo que estava no meio de um monte de gente que não conhecia e num lugar estranho. Clááááááro que não quis ir com ninguém. E dá-lhe colo da mamãe (no máximo um colo da tia Carol...). Resolvemos entrar na piscina (havia chovido, então achamos que a água poderia estar agradável). Colocamos a fralda, o maiô – ela ficou uma gracinha!! Mas quando entramos na água... hummm. Ela não curtiu não.

Ficou choramingando e logo tirei ela de lá. Tomamos banho e coloquei uma roupa mais quentinha (voltou a chover e esfriou um pouco). Ela comeu meio mamão papaia e brincou um pouco com os brinquedos do Davi. Já eram 19h quando voltamos pra casa do vô. Na volta a Ana dormiu novamente. Chegando, o vô e a Traudi estavam de saída pra uma reunião de condomínio. Dei mais um banho na Ana e coloquei ela pra dormir. Sozinha naquele apartamento de frente pro mar, fiquei curtindo o som das ondas e sentindo o cheirinho da maresia... 11horas fui deitar.

No dia seguinte (domingo), dei uma frutinha pra Ana de café da manhã, coloquei uma fraldinha de praia e lá fomos nós. Liguei pra tia Carol pra nos encontrar na praia. O tempo não estava bom e a água do mar estava gelada. Mesmo assim não deixei de colocar os pés na água e apresentar (de perto) o mar pra Ana.

Voltamos pra areia e ela, como imaginei, não deixou de experimentar um pouquinho de areia também (sem querer, é claro, foi inevitável: quando vi ela já estava com o potinho da chupeta "à milanesa" na boca!! Eca!!). Foi aí que o 'monstro invisível' atacou!

Voltamos pra casa do vô, tomamos banho, almoçamos e pegamos a estrada de volta pra casa.

Chegando em Curitiba, quase chorei com a carinha de felicidade da Ana ao ver o pai dela. Foi lindo!! Arrumamos as coisas, demos mais um banho na pequena e ela já dormiu. Jantei e não demoramos muito pra irmos dormir também.


Foi então que o 'monstro invisível' começou a se manifestar...

Próximo tópico: o 'monstro invisível'...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PARA ANA CLARA / DO PAPAI OU PAI ,COMO PREFERIR !


Acho que sou um bom pai ,espero ser!!
Outro dia estava pensando em coisas engraçadas e ao mesmo tempo importantes pra mim ,por exemplo, quando vou poder ensinar o pouco que sei de um bom café, de um bom vinho, de boa comida (ou não), de boa música, de como se comportar na frente das pessoas? Vou ensinar à ela noções de defesa pessoal?(será que ela vai querer saber de tudo isso?)
Queria ser um pai aberto às opiniões da minha filha, mas não sou perfeito! Acho que serei o "tosco" de sempre (talvez mais aberto e "amolecido" pela minha churubebinha, rsrsrs) mas ainda um grosseirão com um pingo de sensibilidade.
Mas quando você, minha filha, ler este texto, se isto for possíveL, quero deixar registrado que vou fazer o possível para criar uma filha forte (física e intelectualmente), que passe como um trator por cima de qualquer pessoa que a desrespeite e que ao mesmo tempo passeie pela terra e pela vida, como uma bela e sensível mulher.
Posso não conseguir ! porque muitas dessas coisas não dependem de mim ! mas querer já é metade do caminho.

Te amo filha (não quero te impor o meu jeito ideal, só quero ser uma palavra bonita num texto seu.)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mais um ano que passou...

Posso dizer que 2009 foi o ano mais lindo da minha vida (até agora). Neste ano ganhei o melhor presente que alguém poderia ganhar. Ana Clara clareou minha vida, iluminou meu caminho e me mostrou que a vida pode ser muito linda. E nesse ano que passou, aprendi muitas coisas...
Ser mãe é muito difícil, mas muito delicioso
O Rapha é o melhor pai do mundo
Nascimento e parto são duas coisas distintas
Sou muito mais forte física e emocionalmente do que imaginava ser
Conceitos e prioridades de muitas coisas mudaram
Ser mãe não é tudo aquilo que a gente lê nos livros, artigos de revistas... é muito mais
Paciência e carinho são os segredos de toda boa mãe
Trocar fralda, dar banho e cuidar de cólicas de bebê são mais fáceis do que imaginei
Amamentar é uma das coisas mais maravilhosas do mundo
Não ter uma noite inteira de sono pode ser extremamente cansativo e estressante, mas é facilmente recompensada por um sorriso banguela às 6h da manhã
Conhecer e conversar com outras mães é fundamental
Mãe sabe muito mais do seu próprio filho do que o pediatra
Encontrar um bom pediatra não é fácil
Ler e informar-se sobre gestação, parto, trabalho de parto e muitos outros assuntos relacionados faz a maior diferença
Saber que o Brasil é recordista em cesáreas é uma coisa revoltante
Cesárea eletiva é a maior besteira do mundo
Parto humanizado, doula, sling fazem parte do meu novo vocabulário de mãe
Colo não estraga ninguém
O sling wrap salvou a minha vida social (e as minhas costas também)
Assistir a vídeos de partos naturais é muito bom
O enxoval do bebê pode ser reduzido em x% (x=muito) quando conversamos com mães espertas e experientes
Orkut é muito mais do que bisbilhotar fotos e encher a lista de comunidades bestas, existem pessoas muito queridas e comunidades fantásticas neste site de relacionamentos
Ter um blog é fazer terapia
Ser mãe é fazer escolhas e que MUITAS vezes exigem uma "cara de paisagem"
O significado das palavras 'mãe' e 'família' são outros agora
Agora posso dizer que sei o que é 'amor incondicional'

Quando descobri que estava grávida, minha cunhada me escreveu um texto muito lindo... e entre palavras tão lindas ela escreveu:

"Você acha que amou alguém nessa vida a ponto de se dar inteiramente???? Hummm... Não amava, até ontem! Se você pensa que alguém já te fez sofrer por "amor"... HAHAHHAHAHHAHHA... A primeira lágrima de amor verdadeiro, Isa Linda, você vai derramar quando ouvir o primeiro choro de cólicas que nem a mão mágica da mamãe vai conseguir curar. Você vai mentalizar que, naquele momento, a dor deveria ser em você. É... A maternidade é louca mesmo. A gente pede para sofrer no lugar de uma pessoa que você conhece há pouco tempo, mas que daria a vida por ela!"

Obrigada Ana Clara, por me ensinar a cada dia a arte de ser mãe. Te amo filha.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ana Clara no balde...

Lembro quando estava com o barrigão enorme, já no último mês de gestação e não havia comprado a banheira pra Ana Clara... Como eu iria dar banho nela sem uma banheira?? Minha mãe de repente aparece com uma banheira comprada num supermercado, rosa pink com bolinhas brancas, dessas suspensas, com trocador e tudo!! Fiquei super feliz. Finalmente tínhamos a banheira. Fiquei mais tranquila, principalmente porque o banheiro era enorme e ia caber aquele 'trambolho' lá e não íamos ter que montar e desmonar toda vez que fossemos dar banho na pequena.

Lembro bem do transtorno que era a preparação para o banho durante o primeiro mês da Ana: esquenta a água com umas ervas especiais para banho de bebê, enche a banheira com água do chuveiro, colocava o 'termômetro de tartaruga' na água (mãe de primeira viagem nunca sabe a temperatura certa, precisa do termômetro), leva tudo pro banheiro: toalha, coeiro, fralda, pomada, pijama... Liga o aquecedor (além do banheiro ser enoooorme e sempre gelado, a Ana nasceu em abril, lembro que estava muito frio...). Tira a roupa do neném, dá o banho naquela banheira enorme, acaba o banho, enrola o neném na toalha, abaixa o trocador, coloca a fralda no neném, o pijama... enquanto isso aquela choradeira (até hoje a Ana chora pra pôr a roupa...).

Até que um belo dia me disseram pra dar banho no balde. Aí minha vida melhorou, e a Ana, com certeza, me agradece muito. Continua o 'transtorno' para preparar o banho, mas depois de tanto tempo, já nos acostumamos e faz parte de nossa rotina deliciosa com a Ana: preparamos o chá do banho (ervas especiais para banho de bebê), enchemos o balde, colocamos o chá, tiramos a roupa, colocamos a Ana no balde, deixamos ela brincar um pouquinho com seus coleguinhas de banho, lavamos o rostinho, a cabeça, o corpinho, deixamos ela bricar mais um pouquinho com o pato e a foca, tiramos o bebê do balde, trocamos, colocamos o pijama, amamento e pronto. Bebê dormindo.

O balde ocupa beeeem menos espaço, utiliza beeeem menos água, dá mais conforto pro bebê (que fica quase que com o corpo todo debaixo d'água) e é muito mais relaxante pro bebê. Já vi um vídeo que mostrava o primeiro banho do bebê feito no balde (recém nascido, ainda na maternidade).

Desde que começei a dar o banho no balde, a Ana não chorou mais durante o banho, só quando o sono 'pega', aí não tem jeito. É choro na certa. Tem bebês que aé dormem no banho, mas a Ana não é dessas. Mas eu gosto muito de dar banho no balde, me sinto mais segura e sinto que a Ana se sente muito bem. Mesmo sentada no chão, me sinto muito mais confortável do que dando banho na banheira.

Eu não comprei desses baldes próprios pro banho do bebê, comprei um balde normal (desses pra lavar roupa mesmo, muito mais barato! Mas se eu soubesse antes da existência desse "ofurô" para bebês, talvez o tivesse comprado no lugar do 'trambolho').
Sempre colocava um coeiro no fundo desse balde, pois, por não ser próprio para banho de bebê, não é anatômico e tinha umas ranhuras que achei não serem muito confortáveis pra Ana durante o banho.
Depois de um tempo comprei outro balde, também de 15 litros (como o anterior), mas com forma ovalada. Achei que a Ana ficou melhor e acho mais fácil de dar banho nela nesse novo balde. Hoje ela tem quase nove meses e ainda toma banho no balde. Lindo de ver!!
Tem gente que não se adapta a esse tipo de banho, prefere as banheiras suspensas e com trocador, pois (como algumas argumentam) são muito mais práticas para a mãe, porque não precisa se abaixar e dar o banho sentada no chão. Tem gente que só usa o balde pra dar um banho relaxante no bebê, a ainda usa a banheira para a higienização porque diz que não consegue fazê-lo no balde.

Eu só uso o balde. Banho só no balde. E ela adora. E ainda cabem uns brinquedinhos (um patinho amarelo e uma foca cor-de-rosa). E, garanto que ela sai de lá bem limpinha!!

Ainda tenho o 'trambolho' rosa com bolinhas brancas pegando pó... Alguém quer? Tá novinho, quase sem uso.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Eu também sou dessas mães xiitas!

Terminei agora de ler todos os textos do Terceiro Concurso de Blogueiras, organizado pela Lola. Os textos são ótimos, muito divertidos e emocionantes. Foi difícil escolher, mas me identifiquei muito com o texto da Pérola - aliás o blog dela é muito interessante (coloquei até na minha lista de blogs: "mamãe antenada"...). Resolvi postá-lo aqui pra vcs lerem - mas volto a falar: vale a pena ler todos os textos do concurso, hein?!

Mães Xiitas

Sempre que ouço falar em amamentação prolongada por 2 anos ou mais, exclusiva por até 6 meses ou mais, escuto também das "mães xiitas", defensoras do aleitamento, ortodoxas.
Claro que vem também a história de ser mais mãe ou menos mãe.Me vem à cabeça uma imagem terrível de mães em trincheiras batalhando pela verdade, batalhando entre si...
Eu confesso que tô mais para xiita. Explico.
Vivemos, nós mulheres em especial, numa sociedade que produz efeitos imediatos sobre o comportamento: a mídia de forma geral dita regras de conduta, dita tendência, dita modismos, dita posicionamentos, desde a cesárea da cantora x ao parto domiciliar da esposa do ator Y. É uma cultura do aqui, do agora, onde temos que responder pelo imediatismo e acima de tudo pela aquisição (assunto pra outro post).
Uma cultura que exige que a mulher desempenhe papéis diversos, que a cobra por isso, mas que não garante que sua natureza seja respeitada, que não permite que se expresse no auge de sua feminilidade: parir e nutrir seus filhos!
Uma sociedade que mecanizou o nascimento pela cesárea e que está mecanizando o aleitamento pela mamadeira.
Então, nesse absurdo contexto neo liberal, porque seria diferente com a maternidade?
Engana-se quem não acredita que a maternidade é um produto lucrativo para o mercado capital.
Engana-se quem não compreende que incapacitar a mulher dá lucro.
Veja bem:
vende-se enxovais carissímos com muito mais do que o necessário para um bebê
vende-se quartos de bebês e apetrechos muito além do preciso para as demandas de um bebê
vende-se roupinhas e mais roupinhas - ate os bizarros saltos altos para bebês !!!
vende-se kits de mamadeira
vende-se esterlizadores de mamadeiras
vende-se escovinhas para mamadeiras
vende-se bicos para água, para leite, para líquidos engrossados
vende-se prendedores de chupetas
vende-se chupetas 0-6 meses
vende-se chupetas 6-24 meses
vende-se aparelhos para dentes
vende-se leite artificial (de tipos e qualidades variadas)
vende-se mais leite artificial para 1+, 2+, 6+ e etc
vende-se carrinhos e mais carrinhos de passeio
vende-se consultas e mais consultas à pediatras
vende-se suplementos, complementos, vitaminas e medicamentos.

Mas sabe o que não se vende? Leite materno não dá lucro.
Aleitamento prolongado não dá lucro.
Não vende mamadeira, chupeta, não vende!
Parir e nutrir no Brasil se reduziu a um vasto mercado para bebês em mega stores lotadas, em maternidades 5 estrelas.
E daí quando vc toma conhecimento disso tudo, quando finalmente a verdade te acerta duro na cachola e você descobre que o mercado capital é mais cruel do que imaginamos, não tem jeito de não militar, de não querer abrir os olhos de tantas mulheres que são convencidas de que são incapazes de parir e nutrir seus filhos, que se ferem acreditando que são incapazes, que falharam.
Realmente não são menos mães. São mães conduzidas socialmente de forma incoerente e cruel.
Leite fraco, pouco leite, insuficiente, peito caído, dor, romantizar o aleitamento, crucificar o aleitamento. No fim o resultado é um só: desmame precoce.
Hoje em dia não basta querer. Tem que querer muito. Muito mesmo.
Porque quando você descobre uma gravidez, já sabe que terá cumes altissímos para escalar se quiser um parto normal. Natural? Domiciliar?Tem que virar mãe -leoa, xiita e se preparar para desafiar saberes consagrados socialmente como inabaláveis.
Amamentar sem sair do consultório do pediatra com receita para leite artificial? Amamentar sem ouvir que teu leite é fraco, que seu bebê chora de fome? Tem que ter muito peito para desafiar a lógica do fracasso!E sabe porque? Porque não gira a roda da fortuna.
É uma realidade triste.Por isso, precisamos ser firmes em nossos propósitos, nos fortalecer, buscar informação de qualidade, ler, questionar e buscar coletivos que afinem com nosso jeito de encarar as coisas...
Se depender da TV, da mídia e de opiniões enraizadas e ensimesmadas, parir e nutrir continuará sendo mérito de meia dúzia de mulheres taxadas mundo afora de naturebas e xiitas...

É nesse mundo que você quer que teu filho/a cresça?

domingo, 20 de dezembro de 2009

“Diniversário” do Rapha...


São 23h agora. Hoje foi (está sendo) um domingo muito agradável.

Depois de um extenso curso (15 horas de ‘xtreme defense’) na academia onde ele treina Krav Magá, o Rapha voltou pra casa hoje de manhã às 9h. Eu estava dando de comer pra Ana quando ele chegou (exausto!). Dei os “Parabéns”, entreguei um presentinho (comprado com muito carinho) e terminei de dar a papinha de mamão pra Ana. Tomei banho (a resistência não resolve soltar bem no finalzinho do meu banho?! Ainda bem que eu já tinha tirado o shampoo da cabeça – banho gelado ninguém merece!), sequei o cabelo (com a Ana do meu lado no carrinho - dentro do banheiro - e o Rapha arrumando a resistência do chuveiro). No meio da “secagem capilar” a Ana não parava de gritar – agitada por causa do sono – então (com o cabelo meio seco, meio molhado) fui fazer ela dormir. Terminada a TM (tarefa de mãe), terminei de secar o cabelo, fui preparar a papinha de almoço da Ana (TM), arrumei a bolsa dela (enquanto isso o Rapha “capotado” no sofá). O telefone tocou (a sogra confirmando a nossa ida dominical à casa dela), o Rapha acordou, se vestiu, a Ana acordou da soneca, enrolei ela no sling e fomos pra casa da vovó Iara (minha querida sogra). Chegamos pro almoço, dei de comer pra Ana ao mesmo tempo que almoçava (TM), comemos a sobremesa - delícia, como sempre -, brincamos no chão da sala com o primo Bernardo enquanto a sogra lavava a louça, conversamos muito (sogra e eu), Rapha e Diego (pai do Bernardo) jogavam vidogame, Rapha dormiu, fiz a Ana dormir (TM), conversamos mais um pouco (sogra e eu), tomamos café, a Ana acordou, a vovó Iara deu de comer pra netinha, o Rapha acordou, tomou café e fomos, de carona com a minha tia Ceres, embora pra casa (levando, como de costume, um pedaço de bolo – delícia, como sempre!). Chegando em casa, ‘pegamos’ a vovó Clélia de saída para assistir uma apresentação de dança da Carol, brincamos um pouco com a Ana, fui na ‘pani’ e comprei duas latinhas de “ Caracu” pro Rapha, voltei, preparei o banho da Ana (TM), dei banho, amamentei (TM) e ela dormiu.

Eu e o Rapha ficamos a sós, tivemos um momento gostoso. Conversamos bastante, reflexões sobre a vida... Felicidade.
Tenho uma filha linda e saudável, tenho um companheiro mais do que companheiro (um pai, namorado, marido, amigo, amante...), uma família maravilhosa (cheia de defeitos e problemas, mas maravilhosa).
Tive uma ótima educação (pela família e pela escola), tive uma infância perfeita (casa na árvore, quintal de abacateiros, passeios de bicicleta com a família no parque São Lorenço), uma adolescência com algumas besteiras e muito aprendizado...
Viajei, acampei, conheci lugares, conheci pessoas, brinquei muito, “fiquei”, beijei, transei, fiz besteiras, caí, levantei, fiz amizades, estudei, namorei, cursei uma graduação, aprendi, errei, tomei porres, festei, me formei, trabalhei, engravidei.

Hoje sou uma pessoa feliz, sou uma boa mãe. Estudo diariamente sobre a maternidade e aprendo muito - a cada minuto - com a minha filha. Erro, aprendo. Caio e levanto: não sou perfeita. Tenho sonhos e vou realizá-los (sim!), pois são sonhos simples e mantenho sempre o pé no chão.

Plantei uma árvore, escrevi um livro e fiz um filho. Espera ái: ainda não posso morrer! Não sou completa e (talvez) nunca serei. Mas busco a minha felicidade sempre... um dia de cada vez.

Feliz aniversário, Rapha, meu amor... Te amo. Obrigada por tudo.

Ps. Por quê “diniversário”? Porque é assim que a Daniela (minha sobrinha afilhada muito engraçada) fala “aniversário”.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

OBJETIVO:PERFEIÇÃO

Sou professor e acompanho todos os anos a seguinte situação: pais que querem seus filhos preparados para enfrentar o mundo que os cerca !! (quem não quer que seu filho esteja preparado?!?), mas o que realmente acontece é um efeito colateral, porque nessa luta para vencer uma (futura) possível concorrência de mercado,os pais levam seus filhos para a aula de artes marciais (para obter concentração e disciplina e para defesa pessoal),para as aulas de esporte (objetivando o trabalho de grupo para seu bom desempenho no seu trabalho na (futura) empresa ),aulas de música (para aguçar sua sensibilidade e para o lazer), e por ai vai, mas o que alguns pais esquecem é que todos esses cursos (individualmente) demandam tempo e causam sobrecarga psicológica, física e intelectual.
Não sou contra essa preparação das crianças, só acho que tudo ao mesmo tempo não adianta nada, já cansei de ver crianças e adolescentes me dizerem a mesma coisa, "mas professor eu até consigo estudar uns vinte minutos por dia mas depois tem o curso disso e depois tem o outro e a noite tem a lição da escola", sei que essa conversa já é batida, mas volto nessa questão, crianças e adolescentes não são máquinas porque são novos e fortes.
PAIS, não confundam o viço da juventude com a resistência de um bloco de concreto (pois este não sofre de crises de estafa, gastrite nervosa, depressão etc... como ando vendo em muitos adolescentes e crianças,causados pelo excesso de atividades), essas pessoas em formação, precisam sim, de direcionamento (senão, pra que serviriam os pais ?),mas vamos com calma, porque (no fundo) sabemos que:


"DE GRÃO EM GRÃO, A GALINHA ENCHE O PAPO"

"DEVAGAR SE VAI AO LONGE"

Para bom entendedor, meia palavra basta!
Obrigado pela atenção.

Raphael Tobias (professor que quer que seus alunos, tenham mais de quinze minutos diários para estudar o que realmente gostam, seja lá o que for, que lhes faça sentir bem e seja judicialmente legal hehehehehehehe)