sexta-feira, 26 de março de 2010

Diário da semana...

Março já está terminando e eu só estou no 4º post do mês. Não que eu tenha uma meta de posts mensais, mas sinti que dei uma esquecida do blog. Mas, enfim... cá estou. Sem muita inspiração, mas com vontade e tempo de escrever (acabei de deixar a pequena no berço dormindo).

Bom, vou falar das novidades da semana.
No último final de semana saíram mais dois dentes da Ana, os dois incisivos superiores. Deu uma febrinha, mas nada de mais. Demos a homeopatia e tudo ficou bem. Agora temos uma nova Ana Clara de dentões.
Na segunda-feira (22/03) fomos na pediatra e tá tudo normal. Ela só não ganhou peso, mas cresceu 3cm nesse último mês. Não demos ainda a vacina contra a gripe H1N1 por conta da febre que ela teve no final de semana. Acho que vamos dar semana que vem.

Nesta quarta-feira (24/03) fui ao encontro de mães e bebês na AOBÄ. Foi ótimo, reencontrei amigas de outros encontros com seus filhos crescidos e novas mães com bebês bem pequeninos. Foi muito agradável, algumas mães se encantaram com o sling, experimentaram e aprovaram a idéia. Conversamos sobre desenvolviento psicomotor, parto, cólicas de bebês... Trocamos novas experiências, tudo de bom. A Ana? querida, delicada, brincou e explorou os brinquedos que estavam à disposição dos bebês. Mas o que ela curtiu mesmo foi o "puf" que eu estava sentada: estava toda "faceira" por conseguir subir e descer sozinha. Além dela, o Eron também engatinhava (um bebê de uns 10 meses), mas os outros bebês que estavam lá ainda não. Todos mais novinhos ficavam deitadinhos balançando suas pernas e os braços explorando seus movimentos de formas diversas. Aline, mãe do Joaquim, estava lá também. Joaquim fofo como sempre está aprendendo a se virar. Gostoso poder acompanhar esse desenvolvimento dos bebês... No final do encontro o "céu desabou", o sol foi embora e... como sair naquela chuva com os bebês?? Acabou que deu tudo certo e foram todos embora. Eu e a Ana ficamos esperando uma carona da minha mãe, que estava presa no trânsito por conta da chuva. Ana Clara dormiu no carro (eram 19h30...). Chegando em casa deixei ela no berço assim mesmo: dormiu sem banho e com a roupa do corpo. Se eu resolvesse colocar o pijama, era capaz dela despertar de vez e aí o processo da noite talvez ficasse mais complicado. Às 22h ela acordou: trocamos a fralda, colocamos uma pijama e demos uma mamadeira de leite com mamão pra ela (pq ela não tinha jantado).
Na quinta-feira (ontem 25/03) foi dia de musicalização infantil na UFPR. Fomos Rapha e eu levar a Ana e prestigiar a aula dos bebês, às 9h30.
A Ana já frequentava a aula de musicalização desde a gestação, pois eu dava aula com o barrigão e também frequentava aula de musicalização pra gestantes. Ano passado levei ela desde seus 2 meses nas aulas da turma de 0 a 1 ano. Esse ano já inscrevi ela na turma de 1 a 2 anos. Ela não curtiu muuuito não, estava com sono ainda, e ficava passando do meu colo pro colo da Rapha. Mas até que curtiu uns chocalhos, uns lenços coloridos e olhava com atenção a professora Vivian tocar o violão.

Às 10h30 era a minha vez de dar aula (eu? dando aula?? SIIIM!! Retornando ao trabalho aos pouquinhos... e, por enquanto, junto com a Ana!!). Montei um projeto de aula e apresentei ao projeto de musicalização da UFPR: "SLINGAR E DANÇAR, apreciação musical através da dança com o bebê no sling". E essa primeira aula foi bem legal!! Foram duas mães com bebês pequenos e uma gestante. Uma das mães levou seus ring sling e ensinei ela a colocar o bebê no pano (porque ela tinha comprado mas não sabia como usar). A outra quis experimentar o sling wrap e ensinei a amarração básica. Dançamos e depois conversamos um pouco sobre os slings. As mães sairam felizes com seus bebês dormindo no pano. Lindo de ver!
A Ana? não ficou na aula... o Rapha foi dar um passeio com ela, foi dar seu lanchinho da manhã e só nos reencontramos no final da aula. Voltamos para casa à pé (distância: do Shooping Crystal até o Teatro da Reitoria) e eu levando a Ana no maior do sono enroladinha no sling. Um ótimo exercício para queimar umas calorias. =)

À tarde teve sessão do Cinematerna, mas não fomos. Resolvi ficar em casa e deixar a Ana curtir um pico de crecimento cheio de sono e muito peito.

Hoje, sexta-feira, começa 1ºSalão da Mamãe em Curitiba. Uma feira que abrangerá setores como roupa para gestantes, bebês e crianças, móveis, enxoval, fotografias, cursos, clinicas de fertilização, academias de hidroginástica, lembrancinhas, clínicas de estética, escolas e berçários, lojas de brinquedos, buffets infantis, artigos para festas, entre outros.
O Salão começa hoje e vai até domingo.
Quando der, vou dar uma passada por lá e dar uma bisbilhotada nas novidades.

Hoje tem também uma palestra sobre Pedagogia Waldorf (me interessa MUITO), com o palestrante Peter Biekarck - do Centro de Formação de Professores de São Paulo - às 19h na Reitoria (UFPR) no anfiteatro 100, 1º andar. E, o melhor: entrada franca. A palestra será realizada hoje e também no dia 31/03, no mesmo local e horário.

Acho que é isso. Volto outra hora pra contar mais coisas.
Agora tenho que atender a minha princesa que acordou.
Imagens: arquivo pessoal
1ª. Daniela (minha sobrinha afilhada linda) "lendo" a revista.
2ª. Ana Clara e eu na musicalização em julho de 2009.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Não é mais 11... é quase 1 ano!!

Quem me conhece sabe que sou completamente contra apressar as coisas... Quer me ver braba? me apresse para comer, ou para escovar os dentes e principalmente: me apresse para sair!! Você vai ver um taurina te atropelar!!

Sou contra o excesso de estímulos que existem para apressar os bebês a engatinhar, andar, falar... Algumas alopatias também fazem parte dessa pressa... Claro que cada caso é um caso, eu uso também, mas... por exemplo: 37,5º é febre? NÃO!! Mas tem um bando de mãe que já corre e dá um remedinho pra passar a "febre". Por que não dá um banho mais fresquinho no bebê? Espera e vê se passa... Mães de primeira viagem a gente dá um desconto! A gente já fica preocupada, liga pro pediatra e ele já receita um antitérmico (e a gente jura que ele sabe muito mais do nosso filho do nós mesmas). E a pressa pra fazer os bebês comerem? Quantas mães por aí que aos 3 meses já inicia a introdução de alimentos sólidos? E ainda conta, cheia de orgulho, que o bebê dela já come de tudo!! Por que será que tem um monte de bebês com cólicas e dificuldades pra dormir?

Enfim. Pressa.

Mas... vou confessar. Esses últimos dias me peguei apressando as coisas também. Minha filha completou 11 meses há uma semana, e uma pessoa me perguntou:
- Com quanto tempo ela tá?
- Quase um ano! (eu respondi...)
- Nossa! Mas ela já fica em pé sozinha sem apoio?
- Pois é... Tá quase andando!

E não foi só uma vez que eu falei isso. Foram várias vezes. E hoje parei pra pensar que, mesmo já organizando os preparativos da primeira festa de aniversário da Ana, não quero pensar assim. Quero pensar que ela acabou de completar 11 meses. E, se tá quase andando, não sei. Vamos dar tempo ao tempo.
E prometi a mim mesma que não vou repetir aquela resposta.
Sei que pode parecer bobagem, mas pra mim, pensar desse jeito, sinto que estou atropelando o tempo e querendo ser mais rápida que ele.

-Quanto tempo a Ana tem?
- 11 meses.
- Nossa! Mas ela já fica em pé sozinha sem apoio?
- Pois é... Linda, né?!

Ufa. Agora me sinto mais aliviada. =)

...

Mais novidades sobre a pequena? Conto com o maior orgulho de mãe super coruja:

-Os dentes... os dois incisivos inferiores, o canino esquerdo (nossa "vampirinha", como carinhosamente chamamos a Ana) e apontando os dois incisivos superiores. Ela baba e reclama muito. Coloco um mordedor na geladeira e ela se diverte mordendo bem forte e refrescando a gengiva inchada. Ela também gosta que eu massageie a gengiva com aqueles massageadores que a agente compra em farmácia. Mas, quando a irritação é muita, acompanhada de choro e brabeza, eu apelo pro 'nenê dent', mas não gosto muito não. Esses dias minha cunhada me fez pôr aquela 'camomilina C' na mamadeira com água, funcionou: ela ficou bem calminha... Até demais! Senti que influenciou bastante no sono dela. Aí achei melhor não dar mais.

- O sono... resolveu dormir melhor com o pai mesmo. Quando estamos todos em casa, eu dou o banho enquanto ele prepara o quarto e arruma o beço. Depois, ele coloca a fralda, passa o talco, põe o pijama. Apaga as luzes e diz "vamos descansar?", e ela apoia a cabecinha no ombro dele, relaxa completamente os braços, é colocada no berço e dorme. E... quando estou só eu? Daí ela tem que chorar! Por quê? não sei. Eu faço o ritual do Rapha exatamente igual, mas não funciona. Me consola saber que não é só comigo que isso acontece, já ouvi relatos de outras mães com histórias muito próximas. O que me deixa feliz são as longas 10, 11 horas de sono direto.

- Desenvolvimento psicomotor... Lindo de ver. Ela engatinha super bem e anda por tudo apoiando-se no sofá, nas cadeiras e se arrisca de passar da cadeira pro sofá (considerando que a distância entre eles é maior que seus bracinhos podem alcançar num só passinho). Ela adora me beijar, abraçar, beijar e lamber o espelho. Mostra o pé e a cabeça. No banho (de balde, sempre!!) coloca os pezinhos pra cima para serem lavados, fica em pé para lavar a bundinha e para sair do balde quando o banho termina. Dá gritos de felicidade só de escutar o interfone ou quando abrimos a porta para sair. Entrega a chupeta quando tiramos ela do berço de manhã.
etc, etc, etc...

- Alimentação? ótima!! Come super bem!! Frutas, papinhas sagadas (com uma misturança de legumes) temperadas com salsinha, cebolinha, cebola alho e muito pouco sal... adora pão, rosquinhas de polvilho e bolacha "água e sal". Toma água, sucos naturais com gelatina de alga e LM o dia inteiro. Esses dias resolvi introduzir a carne. Adorou! Mas o cocô veio com outro cheiro... BEM mais fedido... rsrsrs. A introdução de cada tipo de alimento é muito bem pensada por mim e pelo Rapha. De tempos em tempos colocamos uma coisa nova na alimentação dela... sempre com muita calma e prestando muita atenção nos resultados: cocô, sono, cólicas(? não sei o que é isso...).

- Assaduras... sim. Quando come muita banana, quando faço suco de maçã ou quando fica o dia inteiro de fralda nesses dias de calor. Infelizmente só o hipoglós não dá conta do recado, então algumas vezes coloco uma colher (de sopa) de amido de milho na água do banho e passo "Nistatina" antes de dormir.

- Relação com outras pessoas e outros bebês... Ela não vai no colo de quem não conhece. Não sorri pra qualquer um, aliás, tem um olhar 'bem desconfiado' que nunca recebeu um elogio por simpatia. Eu acho isso ótimo. Só entrega seu carinho, sorrisos, beijos e abraços àqueles que conhece e confia. Brinca sozinha, mas não por muito tempo. E, como toda criança, adora a companhia de outras crianças...

- Crescimento e peso: parece ter engordado um pouco e cresceu um pouquinho (pelo que dá pra ver pelas roupas)... mas não sou muito chegada nos números. Se eu olhar pra ela e sentir minha filha bem e saudável é o que importa. Não conto os dias para a consulta da pediatra, me sinto melhor tirando dúvidas e pedindo conselhos pra outras mães (na maioria das vezes virtualmente mesmo: blogs, grupos de apoio, comunidades do orkut...).

E blábláblás... Chega de escrever.

Ela é linda e pronto.

rsrsrsrs...

terça-feira, 9 de março de 2010

"O importante é ter saúde"

Quantas vezes a gente já escutou essa frase??
E quando realmente a gente entendeu o sentido dela?

No meu caso, eu entendi MESMO só depois que a Ana nasceu. Meus pais repetiram essa frase inúmeras vezes quando eu era criança, adolescente... E a gente continua ouvindo sempre. Todos falam!! Mas eu não absorvi o real sentido dela até ter um filho.

A Ana Clara não foi uma filha planejada, chegou assim meio sem querer... Por um bom tempo da minha gestação eu me preocupei com a questão financeira, onde iria morar, com que dinheiro iria comprar as coisas pra ela, pois não tinha um trabalho com salário fixo e nunca ganhei bem... As pessoas, (amigos e familiares) sempre diziam: "o que importa é ter saúde, o resto a gente dá um jeito"... E resolvi aceitar aquilo e seguir mais tranquila com a minha gestação, pensando mesmo na minha saúde e da Ana Clara... Tudo ocorreu super bem durante a gestação, até ela nascer e dar um susto na gente. Confesso que foi só nesse momento que aquela frase tão falada e conhecida por todos fez real sentido pra mim.

Durante esses primeiros 11 meses da Ana Clara pouquíssimas vezes ela teve cólicas, febre, resfriado... ou qualquer dessas coisas chatas que deixam os pais preocupados ou até de cabelo em pé. Até hoje ela ficou doentinha uma vez, quando contraiu um rotavírus, mas teve uma recuperação super rápida (e devo isso à amamentação exclusiva até quase 7 meses, alimentação sólida muito bem equilibrada, muito carinho, atenção, paciência, colo, sling, homeopatia, e peito em livre demanda até hoje).

Mas nem por isso estamos livres de certas doenças, eventuais acidentes... Me dei conta disso quando li um post de uma amiga minha, mãe de dois filhos lindos e que, há alguns meses sofreu muito por conta de uma doença pouco divulgada, diagnosticada em seu filho mais novo: Doença de Kawasaki.

Vale a pena ler (clique aqui)

Imagem retirada do blog da Renata, mãe de Noam e Laisa.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Noites tranquilas, dias felizes...

Já faz uma semana que fiz um post sobre a nossa primeira noite inteira sem interrupções...

Achei que aquela noite seria somente uma exceção e que a Ana iria continuar acordando algumas vezes a noite para mamar... Que nada!! Completamos uma semana de noites tranquilas e dias mais felizes. São 10 ou 11 horas de sono sem interrupções. O que que a gente fez? Quase nada. Mas o que mudou radicalmente foi a maneira dela ir dormir: não dou mais a mamada antes do sono da noite. Durante o dia ela mama bastante, ainda em livre demanda, mas a noite, não mais.
Mas porque ela não mama mais antes de dormir? Essa semana tive uns compromissos a noite e quem ficou com a Ana foi o Rapha, e assim, saí mega tranquila. Ele deu a janta pra pequena, deu banho e fez ela dormir...

Nessa última segunda-feira fui numa formatura de uns colegas meus da faculdade. Adorei. Revi amigos que há tempo não via e colocamos a conversa em dia. Minha primeira saída a noite sem a Ana!! Apesar de estar super tranquila por ficar longe da minha cria, o celular estava sempre na mão (literalmente). Até dava vontade de ligar e perguntar como estava a situação em casa, mas achei que o Rapha poderia ficar um pouco chateado... sei lá. Não liguei e aproveitei um montão a festa. Me senti um pouco monotemática no assunto com quem conversava (bebês, amamentação, sono de bebê, sling, gravidez...) mas... fazer o que né?! Por enquanto essa é a minha vida e eu adoro falar sobre tudo isso (e quando começo a falar... não páro mais). Cheguei 1h15 da madrugada em casa. Quando perguntei pro Rapha como foi que a Ana se comportou... Surpresa: na hora de dormir ele simplesmente colocou ela no berço e saiu do quarto. Simples assim. E tem sido assim desde esse dia.

Aliás o Rapha consgue fazer ela dormir melhor que eu, comigo ela chora bastante. Com ele não. Ela até briga um pouquinho com o sono, mas não dá 5 minutos e ela já dormiu. Confesso que até me dá uma invejinha quando isso acontece, mas a alegria de ver o sorrisinho no canto da boca dele quando sai do quarto dela... É impagável. Sem contar que ela dorme super bem.

Para algumas pessoas que acompanham essa nossa trajetória com o sono da Ana às vezes podem achar tudo isso um exagero da nossa parte. Mas se deparar com essas mudanças num filho e perceber que ele está crescendo e aprendendo certas coisas... É muita felicidade para nós, pais.
Qualquer que seja o aprendizado.

Todo dia, durante as sonecas diárias, eu entro no quarto dela enquanto ela está dormindo, e toda vez meus olhos chegam a marejar (como agora que estou escrevendo isso) e penso: tenho uma filha saudável, linda linda linda que clareia todos os meus dias cinzentos de Curitiba.
E agradeço a Deus por isso. Sempre.
E passei a agradecer ainda mais depois que li um post de uma amiga que conta sobre uma fase muito complicada em que está passando com um de seus filhos... assunto do próximo post.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Receita infalível para conquistar seu parto

O título do texto me chamou muito a atenção (como foi a intenção da própria autora do post)... Fui correndo ler a tal 'receita infalível' e adorei. Resolvi postar aqui e dar uma divulgada na idéia. Para saber mais sobre a autora do texto, a enfermeira obstetra humanista Dydy, passa lá no blog dela: A Obstetrícia Humanista.


Receita infalível para conquistar seu parto


A primeira coisa que se deve ter em mente é o porquê deste desejo. O que te leva a escolher o parto normal tradicional ou domiciliar - e observe que são duas escolhas totalmente diferentes -, abrindo mão de uma cesárea limpinha e segura dentro dos critérios de sua sociedade?

Seria muito mais simples fazer uma cesariana...
Veja só: o plano cobre, as pessoas não questionam, a sociedade não te cobra, a família respeita a escolha, o marido ajuda a chegar a esta decisão e o melhor: todo mundo faz. Pois TODAS as cesáreas salvaram a vida de TODAS as suas amigas.
Não é o que elas teimam?

Parece besteira, mas é simples assim. Não é necessário gastar suas horas buscando informações, se desconstruindo, tendo um trabalho danado em encontrar um profissional que banque realmente teu sonho, negociar pagamento para este trabalho diferenciado mesmo já tendo um bom plano... Tudo isso quando você poderia estar curtindo a gravidez como qualquer grávida "normal", providenciando os detalhes do quarto - que também é um sonho -, economizando o dinheiro para as roupas, verificando os últimos detalhes do chá de bebê e deixando esses assuntos técnicos para quem estudou pra isso.

Afinal... "O que você sabe sobre seu corpo?"

A parti de agora Modo Ironia OFF...

Para ter um parto natural ou domiciliar, o primeiro grande cuidado é escolher o profissional que acredite, que faça e que seja seguro de que pode oferecer o parto que você deseja, sem jamais mentir, omitir ou deixar uma questionamento seu de lado.

Ele tem que ser disponível e já ter um histórico de partos naturais confirmáveis no currículo. Sua taxa de cesáreas tem que ser de no máximo 30% com tendência à redução.

Todo sonho tem seu preço, inclusive o preço financeiro. Só quem passou por um parto transformador pode saber quanto ele vale. E só quem se frustrou com uma desnecessária sabe o quanto gastou e se desgastou emocionalmente.

Muitos acham uma grande besteira parir. Não compreendem a ferida biológica que a dor de um não-parto, apesar da maternidade, podem causar. Afinal o que interessa é todo mundo vivo – já que estamos num campo de batalha – e nada mais.

Com uma outra vida dentro de ti, as sensações, as superações e as transformações são um luxo e "um risco" que você não tem o direito de querer ter. Assim diria qualquer um às 40 semanas de gravidez.

Depois do profissional realmente humanizado ser encontrado, é necessário se informar em toda parte. É fundamental ler de tudo e saber que no meio aparecerão bobagens, preconceitos, medos pseudo-científicos.

Não é necessário nem útil contar para todo mundo. Infelizmente, o encantamento que você pode ter em relação ao Parto não é uma unanimidade e tudo que você não precisa é energia negativa. Guarde para você, seu marido, alguém que de fato possa ajudar e o profissional.
Mas se quiser, conte para todo mundo... Depois.

Em terceiro, mas não menos importante, por mais que você seja super urbana e não queira se tornar vegetariana, bicho grilo ou uma loba, é imprescindível ter alguma conexão sólida com a natureza. Gostar da terra, se divertir com a água, respeitar os bichos e saber que recebemos infinitamente mais de Gaia do que podemos doar.

O que tem a ver? Parir é um ato natural e estar em harmonia com a natureza, com a Terra é sim de extrema relevância.

Claro que algumas parirão, mesmo tendo conexão apenas com o cartão de crédito, porque enfim, parir é biológico. Mas pertencer a esta sociedade nos traz dificuldades imensas e progressivas que de fato atrapalham o curso do parto natural.

A principal e mais cruel delas é a crença na defectividade do corpo feminino. Fazendo com que desacreditemos de nossa capacidade biológica, cria-se um mercado baseado nos excessos e altamente lucrativo.

As mulheres não têm defeito de fabricação. Tudo é como deveria ser. Crer nisto é a sofisticação do não direito ao voto e da proibição da participação nas olimpíadas no início do século passado. As mulheres sabem o que é melhor para si e definitivamente não precisam ser tuteladas.
Caso ainda reste dúvida: NÓS TEMOS ALMA.

E este é o quarto princípio para a conseguir o parto dos sonhos: confiar em si mesma. Ter fé no que não se vê, ter força e crer que o melhor sempre acontece.

Tudo isso é loucura num sistema tão avesso ao natural, ao fisiológico, baseado na tecnologia, na fatalidade e no acaso... Sem lógica, sem princípio, sem meio e sem fim.

Claro que o título deste texto foi para atrair. Existem mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia. Você já deveria saber disto! Não existe resposta para tudo e não existem garantias.

Cada mulher deve buscar antes de tudo em si mesma a força que necessita para gestar, para parir, para amamentar, para educar, para amar... Para ser mãe enfim.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma noite inteira sem interrupções...

Quem acompanha o blog, ou quem conhece a história sobre o sono da Ana, sabe que sofríamos muito com isso.






Mas, há algumas semanas isso começou a mudar... Voltei a fazer yoga e nunca tinha ficado mais de 3 horas longe da cria. Geralmente aos sábados vou para a AEF (Associação de Estudos Filosóficos), assisto aulas verbais e pratico a yoga tibetana. A Associação oferece um espaço para deixar as crianças enquanto as mães e/ou pais fazem as aulas, mas a Ana ainda não fica com pessoas que ela não conhece. Então deixo ela com minha mãe, minha irmã, minha cunhada numa boa. Elas ainda tem uma certa dificuldade de fazê-la dormir, mas chega uma hora que a pequena se rende (depois de muito choro) e acaba dormindo (mas nunca ninguém deixou ela sozinha, sem amparo, chorando até dormir! Isso jamais!!).

O Rapha? É o melhor pai do mundo!! Durante a semana, quando vou pra prática da yoga, ele fica com a pequena, dá a janta, o banho e faz ela dormir em menos de cinco minutos!!

E essa última noite... A ana não acordou, nenhuma vez!! Dormiu ininterruptamente das 20h às 7h. Nossa PRIMEIRA NOITE DE SONO sem interrupções. Recarreguei minhas baterias e hoje sou uma mãe sem sono!!
Isso me faz pensar que não tenho mais aquele bebezinho que dormia na minha cama, sem se mexer, mamando de hora em hora... Rapha e eu, geralmente enquanto a Ana dorme, ficamos vendo fotos dela, ficamos com saudade daquela bebê gordinha, cheia de dobrinhas, com as bochechas grandonas e com umas roupinhas que já não servem mais. Ouve-se uns loooongos suspiros, meus olhos até chegam a marejar... Sentimos um aperto esquisito no peito e que jamais eu poderia imaginar sentir, e que não conseguimos nem explicar direito como é... coisas de mãe e pai. E sei que vou continuar sentindo isso sempre. Não é ruim, mas nos dá uma sensação de impotência com relação ao tempo, que muitas vezes temos vontade de congelar...

Ana Clara está crescendo, se desenvolvendo lindamente a cada dia e nos trazendo alegrias a cada instante.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A fórmula mágica [2]

Querida mamãe...


Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha acabado e você tinha esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você veio. Ainda bem!

Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo, mas não tente negar: você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo tão calmo, um silêncio, nós duas juntinhas. Estava legal e eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais uns dez minutos, meia hora.

Mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas acordei a casa inteira cinco vezes. De manhã nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo.

Imagina, você chegou a dizer para o papai que estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo.

Os adultos tem hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas de relógios e tarefas estafantes que as pessoas grandes precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus oito meses ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou saber telefonar e posso lhe deixar doida para saber o que ando fazendo e então você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe. Até lá já podemos nos entender inclusive através das palavras.

Sinto a angústia da separação, pois terminei de viver uma das grandes. Você também, mas vive tudo isso como adulta consciente. Eu ainda vivo no inconsciente. Por enquanto nossa comunicação direta fica restrita aos nossos sentimentos inconscientes. Eu não sei nada, tudo é novo pra mim. Você pode até achar que não sabe nada e que tudo é novo pra você, mas eu vou aprender o que você me ensinar através da sua sensibilidade, dos meus sentimentos em relação a mim.

Sabe mamãe, se você quer um conselho, vou dar: quando eu chorar à noite, não salta logo para meu berço desesperada, como se o mundo fosse acabar. Espere um pouquinho, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois nós, bebês, somos muito sensíveis ao sentimentos dos adultos, especialmente os da mamãe. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.

Conforme você for desenvolvendo sua paciência, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites infernais; apenas noites de mamãe/bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre sua, Ana Clara.

Depois de uma noite 'de baile', fiquei bem angustiada e fiquei me perguntando o que eu tinha feito de errado. Aí, dando uma olhada na internet achei esse texto acima (com algumas alterações que fiz) e resolvi postá-lo aqui (o texto original é de Claudia Rodrigues publicado no livro "Bebês de mães mais que perfeitas").


Foi um texto que me fez refletir mais uma vez sobre esse assunto que sempre foi complicado pra nós, e mais uma vez me dei conta de que não existe nenhuma outra solução que não seja muita paciência e muito carinho. O texto não reflete exatamente a nossa situação, mas quase. O Rapha me perguntou se a gente não deveria ter 'acostumado' a Ana desde recém-nascida no berço dela, longe de nós. Na verdade eu até tentei, mas meu instinto materno falava mais alto e a cama compartilhada me deixou mais tranqüila.Quando a Ana descobriu seus movimentos, ela se mexia muito durante a noite e a cama ficou pequena pra nós três . Tiramos uma das grades laterais do berço, encostamos na nossa cama e ela continuou dormindo bem pertinho de nós. Uma dia resolvemos mudar de quarto, pois ela acordava muitas vezes a noite e achamos que, então, ela estava 'pedindo'o espaço dela. Hoje ela dorme bem sozinha, mas ainda acorda a noite e continuo amamentando com o maior prazer, uma ou duas vezes por noite e sem pressa pra voltar a dormir. Algumas vezes ela demora um pouco pra voltar a dormir, mas eu sei que tem algum motivo. Bebês não fazem manha!! O motivo pode ser um dente, uma cólica, uma fralda suja ou simplesmente a vontade de um colo quentinho com cheiro de mãe.


E eu estarei sempre aqui para o que você precisar, filha. Sempre.

Imagem. Arquivo pessoal. Dia 22/02/10. Ana Clara tirando uma soneca (tirei a foto agora pouco, logo que terminei de escrever esse post).