segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um abraço molhado…



Primeiramente não posso deixar de registrar o encontro de sábado. Foi ótimo!! Conversamos, falamos sobre o sling, ensinei a usar o wrap, dançamos... Muito gostoso. O que eu achei muito divertido foi que os bebês que lá estavam eram todos de idades muito próximas (todos perto de um ano). É interessante de ver a diferença do desenvolvimento de cada um - um deles já corria e outro ainda estava engatinhando - e como as mães lidam com essas diferenças. O encontro passou "voando", e infelizmente tive que sair às pressas (pois já era meio-dia e eu nem havia deixado o almoço da Ana pronto...). Fiquei bem contente com o retorno que tive das mães que participaram e, logo logo, quero ver se marcamos outro.

Mas vim aqui mesmo para registrar uma paixão. Estou perdidamente apaixonada, cada dia mais!! Estou amando... e é um amor que mal cabe aqui dentro.


Ontem a noite ganhei um abraço molhado, no meio de um banho quentinho, cheio de beijos, lambidas, carinhos... Peraí... Acho que não é bem o que você está pensando... Vou explicar melhor.


Ontem a noite estava naquela rotina gostosa com a filhota, dando banho no balde (sim, ela ainda cabe!!)...


- filha, levanta pra eu lavar sua bundinha...


E ela levanta [toda molhada] e me dá um abraço forte, com aqueles bracinhos curtinhos que mal conseguem me envolver, me dá um beijo lambido, mexe no meu cabelo, me dá mais um abraço, mais um beijo e finalmente senta. Meus olhos marejaram, e, pra completar, ainda ganho um sorriso cheio de dentes lindos que ela termina mostrando a língua. rsrsrs. Tive vontade de apertá-la até que nos fundíssemos para nos tornarmos uma só outra vez. Acho que nem consegui terminar de dar o banho muito bem... Fiquei admirada com aquele bebê mais lindo ali, naquela pureza e inocência me ensinando a ser mãe. Me ensinando que um "simples" abraço molhado pode mudar a vida de alguém. Me sinto realmente abençoada...


Ana Clara está linda demais, crescendo e aprendendo tudo numa velocidade incrível. Todas suas descobertas e conquistas aqui são comemoradas com muitas palmas e sorrisos. o Rapha chegou a questionar: "será que não estamos exagerandoum pouco?". E eu acho que não: ao ver a carinha de felicidade da Ana com todo esse nosso orgulho de pais babões, ficamos ainda mais apaixonados.


Te amamos, filha.

terça-feira, 25 de maio de 2010

SLINGAR e DANÇAR nesse sábado!!


SLINGAR E DANÇAR

Um encontro voltado para mães, pais e interessados.Para falar sobre o sling, sobre os benefícios dessa prática e tirar dúvidas.

Finalizamos o encontro com uma pequena prática de dança com o bebê no sling.

Se você não tem um sling, esse é o momento de experimentar. Teremos modelos para experimentar e vender.

Se puder, confirmar presença pelo email: isabella.isolani@hotmail.com


Pra você que ainda não conhece o sling, leia mais clicando AQUI.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Conversa entre dois bebês



- E aí, véio?

- Beleza, cara?

- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

- Quer conversar sobre isso?

- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

- Como assim?

- Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

- Nunca.

- Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

- Sabe a sua vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis dizer que seu pai deu um pulo por lá?

- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?

- Como assim, véio?

- Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

- Tipo o quê?

- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

- E sabe a Francisca ali da esquina?

- A Dona Chica? Sei sim.

- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

- Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.

- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

- É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa rua.

- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
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Recebi um email com esse texto e quase morri de rir. Não sou de postar besteiras, mas acho que vale a pena para dar umas risadas...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Conselhos... aceitá-los ou não? [parte 2]

Esses dias, feliz e faceira twittando vi o que uma outra amiga mãe recente de primeira viagem escreveu:

"Noite cansativa... minha filha acordando de hora em hora.. mas fui forte, deixei ela dormindo no berço! Nada de dormir com a mamãe!"

Resisti e não falei nada. A questão da cama compartilhada é um assunto extremamente pessoal, diferente da amamentação, por exemplo, como a história do post anterior...

Outro dia, a mesma mãe twita o seguinte:

"Ando meio preocupada.. minha filha só dorme embalando... ate quando dura isso? Será que vou ter que dar uma de Super nanny? ou depois melhora?"

Aí não resisti. Falei a ela que nada de Super Nanny!! Que tudo isso passa e a gente ainda sente saudades de quando o bebê só dormia em nossos braços. Indiquei uma leitura pra ela pensar um pouco sobre a questão. Sabe qual foi a resposta dela?

"Isaaaaaaa!!! Obrigada! Vc é meu anjo da guarda mesmo! Amei o texto.. e quer saber, você tem razão.. Nada de super nanny, vou respeitar a vontade dela de estar junto de mim.. e vou esperar a hora dela dormir sozinha, tranquila.. sem pressa! Nem que demore 1 ano! Salvei o texto pra sempre estar lendo e lembrando o quanto ela precisa de mim! Brigadao mesmo Isa! Beijaooooooooo!!!

(Sabe o que é dificil?? é todo mundo metendo o bedelho, dizendo que ela vai ficar mimada, que eu nao vou aguentar essa rotina de ficar embalando ela sempre pra dormir.. mas vou tapar os ouvidos.. Minha filha em primeiro lugar!)"

Aí sim!! Fiquei bem feliz. Saber que ela refletiu sobre a questão e percebeu a importância de darmos tempo ao tempo respeitando as necessidades dos nossos bebês. Comentei sobre essa chatisse que toda mãe passa com o mundo querer meter o bedelho... E que é assim mesmo, e o mais importante de tudo é ouvirmos nossa intuição de mãe!!

E ela ainda disse:

"Nossa.. nem fale.. Depois que li aquele texto, tudo mudou.. essa noite foi muiiiiiiiiiiiito boa! minha filha ficou super tranquila, dormiu super bem! E já não estou mais dando ouvidos a ninguém.. Só as minhas intuições mesmo! É o que mais importa no final das contas, né! Obrigada de novo Isa! Vc é um anjo! Beijos"

No dia seguinte vi um outro twitter dela dizendo assim:

"Minha filha teve um pouco de colica, sendo assim, mamãe cedeu e de madrugada colocou ela pra dormir juntinho... Delicinha essa minha princesa!"

Depois disso ainda indiquei mais um texto pra ela ler, sobre o jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada... Senti que ela quebrou alguns mitos sobre o assunto e percebeu que, ao contrário de todo preconceito a esta prática, a cama compartilhada traz muitos benefícios.

E fim!

Parabéns às mães que estão abertas a trocar experiências, a novos aprendizados e a refletir sobre o respeito que devemos ter com o tempo de nossos bebês, com suas vontades, desejos e necessidades. Sempre com muito bom senso, paciência e calma. E mais: com informação!!

Um beijo especial pra Gabi e pra Duda. =)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Conselhos... aceitá-los ou não? [parte 1]

Esses dias uma amiga minha (uma colega do tempo do colégio, nos reencontramos via orkut alguns anos depois e permanecemos colegas virtualmente mesmo), recente mãe de primeira viagem, veio me pedir um conselho...

"Oi, Isa, tudo bem com vocês?? Queria saber com quanto tempo você começou a dar suquinho para a Ana Clara . E se quando você começou você dava na mamadeira ou no copinho?? É que o pediatra da minha filha recomendou que ela comece já, com 3 meses. O meu medo é de dar a mamadeira e depois ela não querer mais pegar o peito... Beijos Fulana"

E lá fui eu - tentando controlar minha extrema indignação - com meu discurso de mamífera apoiadora da amamentação exclusiva, tomando todo cuidado do mundo com as palavras para não parecer prepotente ou me colocando dona da verdade absoluta. Falei que, se por acaso ela não estivesse produzindo quantidade de leite suficiente, que se a filha dela estivesse ficando com fome após as mamadas e/ou não estivesse ganhando peso, ela deveria complementar com LEITE (leite alterado, tipo NAN) e não com suco. Falei que a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Sociedade Brasileira de Pediatria e os principais órgãos de saúde e defesa da criança recomendam alimentar o bebê exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses e continuar a amamentar até o primeiro ano da criança. Falei sobre a questão da mamadeira e do copo, que é uma questão muito pessoal e blá blá blás...

Bisbilhotando os recados dela, vi que ela pediu o mesmo conselho a outras amigas, e a maioria também falou sobre a recomendação da OMS e que amamentaram exclusivamente seus filhos até os 6 meses. E, sobre a mamadeira, cada uma tinha uma opinião diferente.

A resposta dela, pra mim, foi simplesmente:

"Ok, muito obrigada pelo opinião!! Bjos Fulana"

A partir daí já fiquei um tanto triste. Já percebi que minha resposta não tinha agradado... Mas ela pediu um conselho, eu dei, ué! E minha teimosia compareceu, firme e forte: não desisti de tentar ajudá-la, e indiquei umas leituras sobre a importância da amamentação exclusiva e disse que, se ela estivesse um tanto quanto receosa com a recomendação do médico da filha, ela que procurasse saber da opinião de outros pediatras. E que, acima de tudo, ela seguisse a intuição de mãe: "quem sabe mais sobre nossos filhos somos nós", eu disse. E que se ela estava com medo de dar a mamadeira com medo de a filha largar o peito, ela que não desse!! Enfatizei que não queria ser pretensiosa e que estava ali com a melhor das intenções para ajudá-la a respeito da amamentação. Prometi a ela que essa seria minha última resposta sobre isso e que não iria mais incomodá-la com o assunto.

"Confio no pediatra, tive boas indicações dele. Acredito que ele saiba mais do que nós, por isso vou fazer o que ele recomenda!! Abraços Fulana"

Pra terminar, passei lá no orkut dela pra pedir desculpas por incomodá-la (com minhas baboseiras embasadas cientificamente), mas ao ver, em letras garrafais: "ODEIO PESSOAS QUE ACHAM QUE SABEM DE TUDO", desisti de vez. E fiquei triste, por perder uma amiga por conta de um pediatra maluco que recomenda isso para uma mãe desinformada (e com nenhuma vontade de aprender...) e, principalmente, por saber que uma bebê indefeso vai ser submetido a isso.

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Não sei muito bem o que pensar sobre tudo isso. Durante um tempo refleti bastante, pensando no que eu errei, se falei algo de maneira muito grosseira que pudesse ter chateado a tal fulana. Me coloquei no lugar dela, mas, em todas minhas respostas, lembro de ter procurado ser muito cuidadosa com as palavras para justamente não chateá-la.

Eu sei que ela não queria saber da tal amamentação exclusiva até os 6 meses, e que a dúvida era dar no copo ou na mamadeira - que eu dei a minha opinião, é claro, mas não descrevi com detalhes aqui pois não foi esse meu enfoque no assunto do post. A minha vontade foi dizer: "se você confia tanto assim no seu pediatra, pergunta pra ele, ué?!". Mas eu fiquei na minha e sei que isso foi o melhor que pude fazer.

Não sei porque ela veio me pedir minha opinião. =(

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dia das mães... (post meio atrasado...)



Domingo de dia das mães. Mãe e filhos reunidos no sofá da sala, tomando um chá para fazer a digestão pós almoço.
Foi bom. Mas não foi um domingo especialmente diferente dos outros.

De manhã fomos ( Rapha, eu e Ana) na casa da minha sogra querida para tomar um café da manhã e dar um abraço pelo nosso dia. Foi gostoso ver a alegria e o olhar orgulhoso da vó para a neta que estava aprendendo andar sobre suas próprias pernas. Foi bom também perceber que Ana Clara e seu primo Bernardo já brincam juntos de uma maneira diferente agora, justamente pela Ana já conseguir (ou pelo menos tentar) acompanhar os passos do primo.
A Ana, apesar de entrar numa nova fase em sua vida, ainda não aprendeu (a acho que vai demorar um bocado ainda) a dormir em lugares estranhos, que não seja o sling ou seu berço. Quando o sono bateu, a opção foi enrola-la no pano mesmo e torcer pra que conseguisse relaxar. Até que dormiu um pouco e logo já fomos pra casa novamente.

Voltamos pra casa, fizemos o almoço. Família reunida, almoço gostoso, dia frio.
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Confesso que, ainda penso no dia das mães como uma data meramente comercial.
Sou mãe todos os dias e comemoro isso com a minha família todos os dias!!
Pra mim todo dia é dia das mães, dos pais, dos avós...

Mas devo confessar também que, lembro das cartinhas, bilhetes, cartões especiais que eu mesma fazia pra minha mãe nesta mesma data em anos passados... E que um dia, numa arrumação no quarto dela, achei uma dessas cartas e fiquei feliz em saber o carinho que minha mãe tinha pela aquela lembrança, mais do que qualquer outro presente que tivesse dado a ela.

E hoje, como mãe, fico pensando como essas pequenas lembranças são realmente marcantes. Minha filha ainda não desenha nem me escreve recados em papéis de carta, mas ela me dá um alegria incondicional toda vez que sorri pra mim. Ter uma filho saudável e feliz é o melhor presente que uma mãe pode ganhar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Primeiros passos e doces lembranças...

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Como comentei num post anterior, Ana Clara começou a andar... no dia do meu aniversário!! Poderia ganhar presente melhor??

Esse vídeo foi feito um dia depois (segunda-feira 03/05/2010). Hoje, quase 10 dias depois, ela já atravessa a casa andando, ainda com alguns tombos, mas nada fora do normal.

O incrível é reparar como a casa tem outra dimensão pra ela agora, tudo ficou mais perto e acessível. Ontem de manhã, por exemplo, não consegui deixar a Ana longe da cozinha enquanto eu lavava a louça, ela explorou tudo que pôde: abriu as portas, pegou umas panelas, abriu outro armário e ficou brincando com uns pacotes de gelatina. Toda a exploração durou o tempo de eu lavar uma louçarada, tomar café e ainda preparar uma sobremesa para depois do almoço.

Lá se foi o tempo em que eu conseguia fazer uma escova no cabelo e a Ana deitadinha na minha cama, quando ela nem sabia rolar ainda; quando eu tomava banho e deixava ela brincando com seu mordedor de rato no bebê conforto dentro do banheiro; quando eu preparava o café da manhã pra mim e pro Rapha enquanto ela ficava no tapetinho das atividades no chão da sala; quando conseguíamos assistir um filme enquanto ela dormia na echarpe; quando eu arrumava o quarto enquanto ela brincava no berço...

agosto 2009 - Ana no bebê conforto e com seu mordedor preferido...

setembro 2009 - Ana no tapetinho das atividades no chão da sala...

Pois é... passou... e aproveitamos cada minuto. Assim como agora, que precisamos redobrar nossa atenção, curtimos cada um de seus passos e seus tombos, cada levantar ainda com um imenso esforço seguido de um sorriso lindo de satisfação pela conquista.

Beijos daqueles bem apertados dos pais mais orgulhosos do mundo. Te amamos, filha.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mães no País das Maravilhas...



Essa última quinta-feira foi dia de Cinematerna.

De manhã, enquanto o Rapha cuidava da Ana em casa, fui para o Deartes (departamento de artes e música da UFPR) dar minha aula de sling. Depois matei saudades de almoçar no shopping Crystal com meus queridos amigos professores de musicalização Vivian e Tiago (que delícia!!), e depois fui ao cinema com minha filha mais linda do mundo. Logo que terminei de almoçar, o Rapha chegou trazendo a pequena amarradinha no wrap. Adoro ver essa cena... me emociono todas as vezes. Peguei a princesa para ir ver "Alice no País das Maravilhas" e o Rapha foi trabalhar - uma pena, pois gostaria de um dia poder ir numa sessão do cinematerna com ele também... A sala do cinema estava LOTADA!! Completa de mães com seus pequeninos curtindo uma sessão especial de Semana das Mães.

Já não foi mais como das outras vezes: Ana Clara não quis dormir durante o filme... só quis brincar, brincar, brincar enquanto eu assistia o filme. Não consegui prestar atenção no filme todo: era um olho no telão e outro na pequena no chão se divertindo com os brinquedos das outras crianças (a mãe desnaturada aqui não levou nada pra filha brincar...). Apesar de não ter conseguido acompanhar o filme direito, saí do cinema muito feliz ao ver a felicidade da Ana esgotada de tanto brincar.

Ao final de cada sessão do Cinematerna, as mães se reúnem no café a frente do cinema para conversar. Sentei com umas amigas muito queridas (Fer, Alini e Lu - amizade criada pela maternidade), todas com seus bebês pequenos (que ainda nem completaram um ano). TODAS desesperadas com o sono, cansadas de não saber mais o que fazer para seus filhos dormirem bem... Me senti meio veterana no assunto; fiquei ali escutando suas histórias e pensando: "se elas soubessem que, quando tudo isso passar a gente esquece de todo sentimento de desespero e até dá risada depois...".

Foi uma conversa deliciosa com mães queridas e com seus filhos adoráveis.

No dia seguinte, a conversa de mãe teve continuidade. Fui a um encontro sobre Pós parto e aleitamento materno, promovido pela Carla Schultz. Foi bem gostoso, conversamos sobre vários assuntos além da amamentação... Dos bebês que estavam lá, Ana Clara era uma das maiores, já arriscando seus passinhos desengonsados, enquanto os outros bebês ficavam deitadinhos no chão, aconchegados no colo de sua mãe ou adormecendo no sling. Ai ai... que já dá uma saudaaaaaade!!!

Momentos como esses mostram pra gente o quanto esse tal de tempo - muito cruel - faz com nossos bebês. Ana Clara já está andando gente!! Dá pra acreditar? É de chorar... de tão lindo.

E é esse o nosso País das Maravilhas.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ana Clara, a manga e o garfo...

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Se a Ana come bem?? ôô se come!!
Imaginem que o prato estava CHEIO de manga!!

dá até gosto de ver...

Gostaria de fazer um comentário sobre talheres e pratos para bebês... Até pouco tempo eu não tinha nada disso. Tem mães que pedem esse tipo de coisa até no chá de bebê, mas eu preferi esperar e pensar mais sobre o assunto.

Coisas de plástico não são muito legais. Mas muitas vezes são indispensáveis. Lá pelo 7º mês (quando a Ana começou a comer) eu resolvi comprar umas colheres de plástico pra dar a papinha pra ela, mas não comprei prato. Sempre dei a papinha dela em prato de vidro mesmo ou em potes de vidro também (desses de sobremesa), nos que a gente usa aqui em casa, e várias vezes usei as colheres de metal também. Aos poucos fui comprando umas coisas pra ela (mamadeiras, potinhos, copos, talheres) e hoje tem uma caixa (dessas tipo organizadora) para guardar toda essa "parafernalha".

Mas, e quando saimos com a Ana e temos que levar comida? Aí tenho uns tupperware que uso só para as comidas dela. Mas em casa, é no prato de vidro mesmo, e nunca vimos problema nisso, porque a Ana é uma delicadeza que só ela mesmo, não bate no prato, não joga no chão... Pelo menos, até agora não aconteceu nada disso.

Hoje em dia tenho usado bastante os talheres dela (me rendi a um par de talheres da marca Kuka, cor-de-rosa, bem bonitinhos), e acho que vou acabar comprando um prato (desses com ventosa), antes que qualquer dia aconteça um acidente.

Mas sobre o garfo... garfo de plástico NINGUÉM MERECE!! Pelo menos desses especiais para bebês que tem as pontas arredondadas para não machucar... Hoje mesmo eu saí com ela (num encontro sobre aleitamento materno, bem legal, cheio de mães com seus bebês) e levei manga cortada em cubinhos pra ela comer, mas levei um garfo de metal (que dá pra espetar a manga), porque o de plástico não dá de jeito nenhum!! Só serve pra deixar a gente bem irritada com aquele troço que não espeta nada direito!! Logicamente que não deixo minha filha sozinha com o garfo de metal. E quando ela está em casa ela come com a mão mesmo (nem sempre, pois nem sempre tenho paciência de deixar ela fazer tanta bagunça... convenhamos que dá uma preguiça de ficar limpando a sujeira que eles fazem, né?! rs)
Senti que algumas mães me olharam com um certo estranhamento para o garfo de metal, mas nem ligo. O garfo não vai machucar a minha filha e, usando ele, eu não fico estressada com o tal garfo de plástico.

Acho que é isso. Precisava desabafar, pois no dia que gravei esse vídeo, vi como esse troço serve mais como brinquedo do que outra coisa. Talvez, daqui um tempo, quando ela estiver comendo as coisas em pedaços maiores, o tal garfo cumpra sua verdadeira função.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Domingo de aniversário x pia entupida!!


A comemoração do meu aniversário já começou no sábado. Sábado (dia 1º de maio, dia do trabalho) de feriado, Rapha em casa... Ai que delííícia!! De manhã já cedo ele foi para um treino de Krav Magá. Se eu fiquei triste? claro que não!! Sei que ele vai pro treino com muita vontade de aprender, de se descontrair, deixar um pouco os problemas de lado, movimentar o corpo, fazer um exercício... Eu fiquei em casa com a Ana, e no final do treino fomos buscá-lo, pra fazer um surpresinha. Voltamos e já era hora do almoço, a Ana estava "caindo pelas tabelas" de sono... Colocamos ela no berço, almoçamos. Quando ela acordou, demos o almoço (já era umas 14h30) e mais tarde fomos passear. Fomos no shopping. O Rapha foi quem levou ela no sling, e ela foi SUUUUPER quietinha, chupando o dedo e com um olhar já meio "parado". Entramos no shopping e já saimos: meia dúzia de lojas abertas e um monte de gente esquisita passeando por lá (sabe essas "gangues" de jovens criadas pela mídia que a gente fica até com medo de passar muito perto com medo que aquilo seja transmissível ou sei lá o quê...). Voltamos pra casa e a Ana do mesmo jeito. Poco antes de chegar em casa ela dormiu no sling. Ao chegar, desenrolamos e berço!! Mais um tempão dormindo. Tivemos que acordá-la para dar a janta e não demorou muito pra dar o banho e berço denovo!! Dorminhoca essa minha filha... Tá crescendo...
Aí eu e o Rapha pudemos namorar um pouquinho e logo estamos dormindo também.

Domingo... "Parabéns pra você, nesta data querida..." Com direito a "palminhas" da Ana no café da manhã. Dia lindo, ensolarado, próprio para um passeio no parque!!
Aliás, estava tudo combinado: mandei um convite por email, orkut, twitter... para minhas amigas mamães (e outras não mamães) para levarem as crianças no parque pra curtir um domingo ensolarado e, de quebra, cantar um parabéns pelas minhas 27 primeveras!! Maaaaas... não foi bem assim.
Logo de manhã já chegou minha cunhada Luciana e minha sobrinha afilhada linda de pijama (teve que sair cedo da cama), a Daniela. A Lu veio deixar o carro da minha mãe que precisava dele pra ir pra igreja... A Lu deixou o carro aqui, tomamos café todos juntos enquanto a Daniela e a Ana Clara brincavam felizes no chão da sala, minha mãe foi pra igreja... A Lu precisava voltar pra casa, pegar algumas coisas e voltaria na hora do almoço. A Daniela queria ir junto, mas a madrinha aqui de um jeitinho: fomos passear. Já eram umas 10h30 quando a Lu foi voltar pra casa, Ana Clara tinha ido dormir sua sagrada soneca matinal, e eu fui passear com a Daniela no Passeio Público. Peguei meu sling de argola, coloquei a Dani (que estava de pijama) e lá fomos nós aproveitar um solzinho da manhã. Durante o passeio fiquei pensando que gostaria da presença da Ana e do Rapha ali, mas percebi que há tempos não vivia um momento só com a Dani. Refleti um pouco sobre aquele momento tão gostoso com a minha afilhada: só nós duas, cantando, conversando com as araras, com os macacos, brincando de "fazer comidinha" com as folhas secas do chão... Que delícia. Vi como tínhamos nos distanciado depois que a Ana nasceu: óbvio, mas um pouco frustrante por não ter conseguido mais dar a mesma atenção que dava à ela em outros tempos. Por isso, curti cada minuto daquele passeio, e que foi um presentão de aniversário que a Dani me deu e nem sabe!!
Na volta do passeio... "Dinda: quero ir no macaquinho" (é como ela chama o sling). Lá fui eu novamente com aquela criança de 4 anos "macaquiando" e cantando até em casa. No meio do caminho ela dormiu (não era pra menos, pois já era 12h30, ou seja, 2 horas de passeio e muita brincadeira). Chegando em casa, o Rapha tava tocando guitarra e a Ana estava no cadeirão comendo bolacha e curtindo o som que o papai tava fazendo... ai ai... lindo de ver!! Despachei a Dani na minha cama, uns minutos depois a Ana também já estava dormindo. Logo chegou a Lu, minha mãe e o namorado dela. Fizemos o almoço. Logo chegaram também minha irmã Carol com o namorado, Rodolfo. Ana Clara acordou, almoçou e foi brincar com a "tia Caiol". Enquanto o almoço não ficava pronto, ficamos curtindo a Ana Clara que era o "centro das atenções" (pois a Daniela ainda estava dormindo). Foi então que ganhei mais um presentão: ANA CLARA DEU SEUS PRIMEIROS PASSINHOS!! Não dá pra descrever a felicidade de uma mãe (e de um pai, e de uma avó, da dinda, dos tios...). Sem palavras... Só não conseguimos registrar isso ainda, mas logo posto aqui pra compartilhar esse momento nosso lindo com vocês!!
Logo meu irmão chegou pro almoço também... Já eram umas 14h30 quando fomos almoçar e Ana Clara??? com sono!! Colocamos ela na cama, almoçamos, conversamos, comemos a sobremesa... Como sempre, tudo de bom!! Já eram 15h30 (o horário que eu havia combinado de encontrar o pessoal no parque e tal...), estavamos terminando de comer a sobremesa, a Ana ainda estava dormindo. Quando o Rapha e minha mãe foram lavar a louça... a pia entupida!!
Passeio no parque? esqueça... Meu irmão foi comprar um desentupidor no Balaroti, lavamos a louça no tanque e acabamos ficando em casa mesmo... Confesso que me deu uma tristeza apertada no coração, o sol liiiindo lá fora só me esperando, e nós aqui na função de desentupir a pia. Sem contar que a Ana Clara só foi acordar às 16h30... Quando ela acordou dei uma manga, cortada em cubinhos, pra ela comer. Quis comer sozinha...
Foram todos embora para seus respectivos compromissos, brinquei com a Ana enquanto o Rapha e minha mãe terminavam de limpar a cozinha. Demos banho na pequena, uma mamadeira bem reforçada (vitamina de banana e gérmen de trigo) e berço às 19h30.
Pra não dizer que não saí de casa, fomos, eu e Rapha num barzinho aqui perto de casa jantar e tomar uma cerveja. Conversamos, conversamos, conversamos, namoramos, brindamos o dia, o meu aniversário e o conserto da pia! Voltamos pra casa, conversamos mais um bocado e fomos dormir.

Apesar de tudo, foi bom!! Muito bom. Ganhei presentes que nenhum Master Card pode pagar.

Obrigado família linda!!

Fotos? volto outra hora pra postar...